antigas Publicado: 20/12/2007 | 10:13

Sem CPMF, renegociação da dívida é adiada

Gazeta Mercantil

O fim da CPMF vai causar impacto na negociação da dívida agrícola, que pode chegar a R$ 8 bilhões, disse o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em entrevista exclusiva a este jornal na terça-feira. O governo tinha até o dia 28 para renegociar a forma de pagamento de R$ 40 bilhões da dívida, que soma R$ 120 bilhões. Mas a renegociação envolve um desconto de R$ 8 bilhões, corte de gordura em taxas e juros muito altos que deveria ser retirada, na avaliação do ministro. Mas esse corte já não está mais garantido. Agora, o governo pretende prorrogar a decisão para o fim de março.

A dificuldade do governo em conceder descontos, segundo Stephanes, é que a parte renegociada entra no cálculo do superávit primário. Portanto, cada vez que o governo faz um corte na dívida, diminui o superávit.

Stephanes disse ainda que há um grupo de inteligência estudando medidas para acabar com cartéis e monopólios de fertilizantes no Brasil, distorção que aumenta o custo de produção das lavouras. Entre as medida estudadas, está a possibilidade de a Petrobras voltar a produzir fertilizantes.

Gazeta Mercantil

O fim da CPMF vai causar impacto na negociação da dívida agrícola, que pode chegar a R$ 8 bilhões, disse o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em entrevista exclusiva a este jornal na terça-feira. O governo tinha até o dia 28 para renegociar a forma de pagamento de R$ 40 bilhões da dívida, que soma R$ 120 bilhões. Mas a renegociação envolve um desconto de R$ 8 bilhões, corte de gordura em taxas e juros muito altos que deveria ser retirada, na avaliação do ministro. Mas esse corte já não está mais garantido. Agora, o governo pretende prorrogar a decisão para o fim de março.

A dificuldade do governo em conceder descontos, segundo Stephanes, é que a parte renegociada entra no cálculo do superávit primário. Portanto, cada vez que o governo faz um corte na dívida, diminui o superávit.

Stephanes disse ainda que há um grupo de inteligência estudando medidas para acabar com cartéis e monopólios de fertilizantes no Brasil, distorção que aumenta o custo de produção das lavouras. Entre as medida estudadas, está a possibilidade de a Petrobras voltar a produzir fertilizantes.