Eis os generais da marcha para 2010
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Publicado: 13/12/2007 | 08:07
'Nossa meta é uma candidatura própria à Presidência em 2010'
Clarissa Oliveira
O Estado de S. Paulo
O Estado de S. Paulo
Rodrigo Maia: presidente nacional do DEM
Deputado diz que partido trabalha para que suas idéias sejam ‘majoritárias’ e não ‘acessórias’ na chegada ao poder
O DEM escolhe hoje em convenção sua nova Comissão Executiva Nacional com uma meta definida: lançar candidato próprio à Presidência da República em 2010, depois de anos apostando na dobradinha com o PSDB. O presidente nacional da legenda, deputado Rodrigo Maia (RJ), que permanecerá no cargo, afirma que o DEM trabalha pelo “sonho” de qualquer partido, de tornar as suas idéias majoritárias e chegar ao poder.
“Claro que o objetivo de todos os partidos é chegar ao poder e o nosso também”, diz Maia nesta entrevista ao Estado. A idéia, segundo ele, é manter um trabalho conjunto com os tucanos, mesmo que a união de forças ocorra apenas no segundo turno da eleição.
Quais são as metas do DEM para esse novo período?
O partido não deve ser apenas um partido de quadros, mas ser mais próximo daquilo que hoje de fato preocupa a sociedade. A nova marca do Democratas tem a ver não apenas com a preservação do meio ambiente, mas com a preocupação com a qualidade de vida. Nossa meta, claro, é construir um caminho para termos um resultado satisfatório nas eleições municipais e construir - o que é o nosso objetivo - uma candidatura própria em 2010 para presidente da República.
Essa posição será adotada já na eleição de 2008?
O partido vem, desde que perdeu as eleições de 2002, caminhando numa linha de oposição, deixando claro que a questão mais importante é a democracia. A sociedade nos colocou na oposição, mas daqui para a frente nosso projeto é ver de que forma conseguimos construir uma nova maioria, que tenha preocupações em relação ao que deve representar o Estado para a sociedade, suas funções na regulação da economia, na saúde, na educação e na segurança pública.
Uma candidatura em 2010 significa romper com o PSDB? Em São Paulo, já se fala em lançar o prefeito Gilberto Kassab sem o PSDB.
São Paulo é um dos poucos exemplos hoje de boa relação do PSDB com o Democratas. É uma aliança bem-sucedida. Mas claro que o objetivo de todos os partidos é chegar ao poder, e o nosso também. Não deixaremos de ser oposição e tenho certeza de que o PSDB também não. Mas é natural que o sonho dos nossos filiados seja que o partido possa chegar ao poder com suas idéias de forma majoritária, não de forma acessória.
Foi um erro manter essa “posição acessória” por tantos anos ?
Não, o governo de Fernando Henrique Cardoso teve grandes avanços, dos quais o Brasil colhe os frutos hoje. Houve uma convergência na política monetária e cambial e um avanço em reformas, mas faltam muitas. Temos de discutir a nova Previdência brasileira, o novo sistema tributário. Foi uma aliança que gerou mais bônus do que ônus para o partido e para o País. Mas claro que o nosso programa não é igual ao do PSDB. Se fosse, seríamos o mesmo partido. Como o que nós queremos é transformar nossas idéias em idéias majoritárias, claro que queremos que o candidato a presidente vitorioso seja nosso. Mas trabalhando sempre em conjunto com o PSDB. Se não estivermos juntos no primeiro turno, estaremos no segundo.
O DEM perdeu quadros que diziam não ter mais espaço no partido. Como o sr. rebate esse argumento?
Nossa intenção foi dar espaço a todas as lideranças. Havia o entendimento da necessidade de mudança de comando, num novo ciclo da política brasileira. Mas acho que é mais uma questão local, de ocupação de espaço no governo federal. Alguns tinham interesse em estar na base, como o senador Edison Lobão. Nossa posição é clara. É de oposição.
Vocês falam em fazer um pente fino no Bolsa-Família. Por quê?
O Bolsa-Família, que foi criado com ótica liberal no governo FHC, foi desvirtuado. Se tornou apenas um projeto de transferência de renda e isso, por si só, não dá o mínimo para que o cidadão tenha condição de cidadania.
Clarissa Oliveira
O Estado de S. Paulo
O Estado de S. Paulo
Rodrigo Maia: presidente nacional do DEM
Deputado diz que partido trabalha para que suas idéias sejam ‘majoritárias’ e não ‘acessórias’ na chegada ao poder
O DEM escolhe hoje em convenção sua nova Comissão Executiva Nacional com uma meta definida: lançar candidato próprio à Presidência da República em 2010, depois de anos apostando na dobradinha com o PSDB. O presidente nacional da legenda, deputado Rodrigo Maia (RJ), que permanecerá no cargo, afirma que o DEM trabalha pelo “sonho” de qualquer partido, de tornar as suas idéias majoritárias e chegar ao poder.
“Claro que o objetivo de todos os partidos é chegar ao poder e o nosso também”, diz Maia nesta entrevista ao Estado. A idéia, segundo ele, é manter um trabalho conjunto com os tucanos, mesmo que a união de forças ocorra apenas no segundo turno da eleição.
Quais são as metas do DEM para esse novo período?
O partido não deve ser apenas um partido de quadros, mas ser mais próximo daquilo que hoje de fato preocupa a sociedade. A nova marca do Democratas tem a ver não apenas com a preservação do meio ambiente, mas com a preocupação com a qualidade de vida. Nossa meta, claro, é construir um caminho para termos um resultado satisfatório nas eleições municipais e construir - o que é o nosso objetivo - uma candidatura própria em 2010 para presidente da República.
Essa posição será adotada já na eleição de 2008?
O partido vem, desde que perdeu as eleições de 2002, caminhando numa linha de oposição, deixando claro que a questão mais importante é a democracia. A sociedade nos colocou na oposição, mas daqui para a frente nosso projeto é ver de que forma conseguimos construir uma nova maioria, que tenha preocupações em relação ao que deve representar o Estado para a sociedade, suas funções na regulação da economia, na saúde, na educação e na segurança pública.
Uma candidatura em 2010 significa romper com o PSDB? Em São Paulo, já se fala em lançar o prefeito Gilberto Kassab sem o PSDB.
São Paulo é um dos poucos exemplos hoje de boa relação do PSDB com o Democratas. É uma aliança bem-sucedida. Mas claro que o objetivo de todos os partidos é chegar ao poder, e o nosso também. Não deixaremos de ser oposição e tenho certeza de que o PSDB também não. Mas é natural que o sonho dos nossos filiados seja que o partido possa chegar ao poder com suas idéias de forma majoritária, não de forma acessória.
Foi um erro manter essa “posição acessória” por tantos anos ?
Não, o governo de Fernando Henrique Cardoso teve grandes avanços, dos quais o Brasil colhe os frutos hoje. Houve uma convergência na política monetária e cambial e um avanço em reformas, mas faltam muitas. Temos de discutir a nova Previdência brasileira, o novo sistema tributário. Foi uma aliança que gerou mais bônus do que ônus para o partido e para o País. Mas claro que o nosso programa não é igual ao do PSDB. Se fosse, seríamos o mesmo partido. Como o que nós queremos é transformar nossas idéias em idéias majoritárias, claro que queremos que o candidato a presidente vitorioso seja nosso. Mas trabalhando sempre em conjunto com o PSDB. Se não estivermos juntos no primeiro turno, estaremos no segundo.
O DEM perdeu quadros que diziam não ter mais espaço no partido. Como o sr. rebate esse argumento?
Nossa intenção foi dar espaço a todas as lideranças. Havia o entendimento da necessidade de mudança de comando, num novo ciclo da política brasileira. Mas acho que é mais uma questão local, de ocupação de espaço no governo federal. Alguns tinham interesse em estar na base, como o senador Edison Lobão. Nossa posição é clara. É de oposição.
Vocês falam em fazer um pente fino no Bolsa-Família. Por quê?
O Bolsa-Família, que foi criado com ótica liberal no governo FHC, foi desvirtuado. Se tornou apenas um projeto de transferência de renda e isso, por si só, não dá o mínimo para que o cidadão tenha condição de cidadania.