antigas Publicado: 12/12/2007 | 09:40

Planalto surpreende oposição

Karla Correia
Gazeta Mercantil

No início da tarde de ontem, o Palácio do Planalto começou a disparar telefonemas para a bancada do governo no Senado, pedindo para que os parlamentares ficassem de prontidão no plenário da Casa, à espera de uma possível ordem para votar a Proposta de Emenda Constitucional que prorroga a CPMF até 2011. O alerta foi dado enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro das Relações Institucionais e líderes aliados no Senado articulavam negociações pelos votos de dois senadores da oposição.

No início da tarde de ontem, o Palácio do Planalto começou a disparar os telefonemas para a bancada do governo no Senado, pedindo para que os parlamentares ficassem de prontidão no plenário da Casa, à espera de uma possível ordem para votar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prorroga a CPMF até 2011.


O alerta foi dado enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro e líderes aliados no Senado articulavam as negociações pelos votos de dois senadores da oposição. A estratégia era deixar a base governista à espera de um sinal positivo para iniciar a votação da CPMF no plenário, assim que fosse selado o acordo que daria ao governo os 49 votos necessários para aprovar a PEC.


A preocupação com o possível esvaziamento da Casa, com a morte do governador de Roraima, Ottomar Pinto (PSDB) foi desculpa usada para justificar a pressa do governo. Mas o fundamental, segundo um senador da base, era não deixar os votos conquistados pernoitar em Brasília à mercê da pressão dos partidos de oposição. Isso porque o mesmo Senado que demonstrou unidade em torno do nome do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) para presidir a Casa, se mantém dividido quando o assunto é a CPMF.


Pela programação do Senado, os dois temas deveriam ser definidos hoje. Mas quando o assunto é a CPMF, pouca coisa avança no Congresso. O DEM insiste que o governo está quatro votos aquém dos 49 necessários para a aprovação da PEC. "Pelas minhas contas, o governo não tem mais que 45 votos. Se tiver. Nós temos 35, e serão os mesmos amanhã (hoje) e depois de amanhã", dizia Agripino.


Ele comentou que a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em procurar o governador do Distrito Federal, o democrata José Roberto Arruda, para tentar reverter votos do partido no Senado foi um insucesso. "Ele foi lá, argumentou e não conseguiu", afirmou Agripino.


O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), confirmava ontem na hora do almoço que colocaria a matéria em pauta durante a tarde. Para que a votação pudesse ocorrer, o quórum é de 41 senadores. O prazo de negociação está apertado porque a PEC ainda tem que ser levada a votação em segundo turno, antes do recesso parlamentar. Se não for aprovada, a CPMF termina em 31 de dezembro.

Karla Correia
Gazeta Mercantil

No início da tarde de ontem, o Palácio do Planalto começou a disparar telefonemas para a bancada do governo no Senado, pedindo para que os parlamentares ficassem de prontidão no plenário da Casa, à espera de uma possível ordem para votar a Proposta de Emenda Constitucional que prorroga a CPMF até 2011. O alerta foi dado enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro das Relações Institucionais e líderes aliados no Senado articulavam negociações pelos votos de dois senadores da oposição.

No início da tarde de ontem, o Palácio do Planalto começou a disparar os telefonemas para a bancada do governo no Senado, pedindo para que os parlamentares ficassem de prontidão no plenário da Casa, à espera de uma possível ordem para votar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prorroga a CPMF até 2011.


O alerta foi dado enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro e líderes aliados no Senado articulavam as negociações pelos votos de dois senadores da oposição. A estratégia era deixar a base governista à espera de um sinal positivo para iniciar a votação da CPMF no plenário, assim que fosse selado o acordo que daria ao governo os 49 votos necessários para aprovar a PEC.


A preocupação com o possível esvaziamento da Casa, com a morte do governador de Roraima, Ottomar Pinto (PSDB) foi desculpa usada para justificar a pressa do governo. Mas o fundamental, segundo um senador da base, era não deixar os votos conquistados pernoitar em Brasília à mercê da pressão dos partidos de oposição. Isso porque o mesmo Senado que demonstrou unidade em torno do nome do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) para presidir a Casa, se mantém dividido quando o assunto é a CPMF.


Pela programação do Senado, os dois temas deveriam ser definidos hoje. Mas quando o assunto é a CPMF, pouca coisa avança no Congresso. O DEM insiste que o governo está quatro votos aquém dos 49 necessários para a aprovação da PEC. "Pelas minhas contas, o governo não tem mais que 45 votos. Se tiver. Nós temos 35, e serão os mesmos amanhã (hoje) e depois de amanhã", dizia Agripino.


Ele comentou que a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em procurar o governador do Distrito Federal, o democrata José Roberto Arruda, para tentar reverter votos do partido no Senado foi um insucesso. "Ele foi lá, argumentou e não conseguiu", afirmou Agripino.


O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), confirmava ontem na hora do almoço que colocaria a matéria em pauta durante a tarde. Para que a votação pudesse ocorrer, o quórum é de 41 senadores. O prazo de negociação está apertado porque a PEC ainda tem que ser levada a votação em segundo turno, antes do recesso parlamentar. Se não for aprovada, a CPMF termina em 31 de dezembro.