antigas
Publicado: 29/11/2007 | 09:55
PF prende quadrilha que fraudou R$ 1 bi
Renato Grandelle
Gazeta Mercantil
Gazeta Mercantil
Uma quadrilha de empresários, contadores e fiscais de renda foi presa ontem na Operação Propina S.A., desencadeada pelo governo estadual e pelo Ministério Público (MP) do Estado. Estima-se que a lavagem de dinheiro patrocinada pelo grupo tenha provocado um rombo de R$ 1 bilhão na arrecadação tributária. A verba é três vezes maior do que a movimentada, até 2003, pelo fiscal Rodrigo Silveirinha no escândalo do propinoduto. Os investigadores, que ainda ignoram quando o novo bando começou a atuar, suspeitam da ligação entre os dois episódios. O fiscal Francisco Roberto da Cunha Gomes, o Olho de Boi, líder do esquema revelado ontem pelo MP, chegou a suceder Silveirinha na chefia da Inspetoria de Contribuintes de Grande Porte, órgão da Secretaria Estadual de Fazenda. Cunha, porém, foi deposto do cargo três dias depois, por ter participação societária em empresas, prática proibida por lei a fiscais de renda.
Além de Olho de Boi, 24 pessoas foram presas. O Ministério Público também determinou o afastamento de outros 10 fiscais do serviço. Seis investigados pela operação continuam foragidos. Pelo menos 68 empresas teriam sido favorecidas pela quadrilha. O fiscal cobrava subornos para acobertar multas, além de orientar os empresários a lavar dinheiro. Por determinação do MP, todas as entidades fiscalizadas por Olho de Boi e os outros envolvidos no novo propinoduto sofrerão devassa fiscal em suas contas dos últimos cinco anos.
Para o procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira, a operação pode envolver quantias e empresas ainda maiores. "Descobrimos apenas a ponta do iceberg", diz. "A quadrilha tem ramificação internacional, contas no exterior e negócios em outros estados."
Renato Grandelle
Gazeta Mercantil
Gazeta Mercantil
Uma quadrilha de empresários, contadores e fiscais de renda foi presa ontem na Operação Propina S.A., desencadeada pelo governo estadual e pelo Ministério Público (MP) do Estado. Estima-se que a lavagem de dinheiro patrocinada pelo grupo tenha provocado um rombo de R$ 1 bilhão na arrecadação tributária. A verba é três vezes maior do que a movimentada, até 2003, pelo fiscal Rodrigo Silveirinha no escândalo do propinoduto. Os investigadores, que ainda ignoram quando o novo bando começou a atuar, suspeitam da ligação entre os dois episódios. O fiscal Francisco Roberto da Cunha Gomes, o Olho de Boi, líder do esquema revelado ontem pelo MP, chegou a suceder Silveirinha na chefia da Inspetoria de Contribuintes de Grande Porte, órgão da Secretaria Estadual de Fazenda. Cunha, porém, foi deposto do cargo três dias depois, por ter participação societária em empresas, prática proibida por lei a fiscais de renda.
Além de Olho de Boi, 24 pessoas foram presas. O Ministério Público também determinou o afastamento de outros 10 fiscais do serviço. Seis investigados pela operação continuam foragidos. Pelo menos 68 empresas teriam sido favorecidas pela quadrilha. O fiscal cobrava subornos para acobertar multas, além de orientar os empresários a lavar dinheiro. Por determinação do MP, todas as entidades fiscalizadas por Olho de Boi e os outros envolvidos no novo propinoduto sofrerão devassa fiscal em suas contas dos últimos cinco anos.
Para o procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira, a operação pode envolver quantias e empresas ainda maiores. "Descobrimos apenas a ponta do iceberg", diz. "A quadrilha tem ramificação internacional, contas no exterior e negócios em outros estados."
