Publicado: 8/11/2007 | 16:17
SISEMPA LUTA POR ISONOMIA NA CARGA HORÁRIA
Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Pouso Alegre briga pelo direito constitucional dos que foram admitidos em 2005.
Em 2003 foi estabelecida uma lei em Pouso Alegre que garante o regime de trabalho de seis horas diárias para os servidores. As funções de competência técnica, de nível superior e os professores não adotaram esta carga horária, mas foram compensadas com 10% de abono.
Contudo, o município não atentou para o preceito constitucional da isonomia e promoveu concurso, em 2005, estipulando carga horária de oito horas para os que fossem admitidos. Para exigir a legalidade da questão, o SISEMPA realizou no final de outubro uma assembléia, que contou com a presença maciça da categoria.
“Na época os servidores não hesitaram em reclamar o que consideram justo, e, por isto, promovemos um ato público no dia 31 de outubro na Câmara dos Vereadores, a fim de buscar o seu apoio para a causa”, conta Marcos Antônio Rodrigues, secretário geral do sindicato, filiado à FESEMPRE. Ele aproveita a oportunidade para chamar os servidores para o ato público da próxima segunda, 12. “Promoveremos uma passeata até o Legislativo, com faixas, cartazes e carros de som. Os vereadores têm que perceber o prejuízo implicado para os concursados de 2005 e corrigir o erro, além de aprovar o novo estatuto, hoje em poder do Executivo”.
Novo estatuto
Marco Antônio salienta que os servidores atualmente são regidos pelo Estatuto de 1971. Com o novo estatuto, “que precisa ser aprovado o quanto antes, diversos direitos ainda não regulamentados, como adicional de periculosidade e insalubridade, vale-transporte integral, amamentação, valor dobrado para as horas extras, escala para férias e as férias prêmio em espécie, estariam assegurados”, argumenta ele.
Segundo o Departamento Jurídico da FESEMPRE (DEJUR), a briga do sindicato para garantir o benefício aos recém-admitidos é legítima. “A princípio, não se pode alterar especificidades de determinadas funções e estipular regulamentações diferentes para aqueles que ingressam nos mesmos cargos. Benefícios como férias prêmio e qüinqüênio são concedidos pelo tempo de atuação. Mas a carga horária do trabalho independe disto”, avalia Túlio Marcos, diretor jurídico. Para ele, o SISEMPA nada mais faz do que exigir o cumprimento da lei. Além de pedir a isonomia e aprovação do novo Estatuto, o SISEMPA vem tentando a retomada das conversações a respeito do Plano de Cargos, Carreiras e Salários.
