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Publicado: 6/11/2007 | 10:13
O dia D da CPMF
Weiller Diniz
Jornal do Brasil
Jornal do Brasil
Uma seqüência de reuniões, propostas, contrapropostas e pressões por todos os lados sela hoje o futuro da prorrogação da CPMF até 2011. Nas fileiras governistas, o clima da noite de ontem, depois de sucessivas conversas entre a área econômica e as lideranças do governo no Congresso, era de contido desânimo com a constatação de que o governo não teria como avançar tanto em concessões para beliscar votos favoráveis dos tucanos. Demorou, mas caiu a ficha de que o PSDB quer mesmo é um pretexto para votar contra.
Na noite de hoje os tucanos reúnem sua cúpula para dar o veredito na CPMF. Estarão na conversa os deputados, os governadores, os senadores e toda a direção do PSDB. Lá se decidirá, no voto, o voto dos senadores do PSDB. São 13 em um colégio de 81. Eles são importantes, mas vitais mesmo são os quatro votos que eles detêm na Comissão de Constituição e Justiça, o primeiro obstáculo que a proposta precisa vencer no Senado, até o plenário. A relatora, Kátia Abreu (DEM-TO), já escancarou que o relatório dela é contrário à prorrogação.
A matemática que o governo faz, até aqui, é do plenário, onde o placar é apertado até nas contas dos mais otimistas. A oposição já está mapeando as chances da CPMF já em seu primeiro teste, na CCJ, onde se discute a constitucionalidade da medida. Lá são 23 integrantes. Os democratas têm cinco votos condenando a sobrevida à CPMF. Caso o PSDB feche contra o imposto dos cheques, a pretexto de um suposto terceiro mandato de Lula, serão outros quatro votos. A oposição espera contar ainda com quatro senadores da base governista que já anunciaram não engolir a prorrogação. Entres eles, os peemedebistas rebeldes Valter Pereira (MS), Jarbas Vasconcellos (PE), Pedro Simon e os senadores Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Jefferson Péres (PDT-AM). Seriam 13 votos em um colegiado de 23 senadores. Simon até pode amolecer seu oposicionismo em virtude dos recursos alocados para a saúde, mas ainda assim a oposição teria 12 votos contra 11. A decisão será, como se esperava, apertadíssima.
Lenta agonia
Conforme antecipou o Informe JB no domingo, a renúncia do deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) para evitar a punição no Supremo Tribunal Federal, não o livrou do julgamento por tentativa de homicídio no próprio STF. A manobra começou a ser desmontada pelo próprio relator do caso, ministro Joaquim Barbosa que chamou de "escárnio" a chicana de Cunha Lima para fugir do STF e ver seu processo começar do zero na justiça comum. Ontem, quatro ministros já tinham votado pela continuidade do processo quando a decisão foi adiada semana que vem.
Lenta agonia 2
Enquanto desenrola-se a novela paraibana na Corte de Brasília, em João Pessoa todos os advogados dos Cunha Lima já estão de prontidão. Se o processo for devolvido para a Paraíba, a primeira providência da família será tentar o desaforamento. Quer dizer o seguinte: Ronaldo Cunha vai pedir para que o júri popular seja em outro foro, na cidade natal de sua família, Campina Grande, e não na capital. É melhor ele escolher logo o júri.
Batendo asas
Em plena crise aérea, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, refestelava-se no fim de semana no condomínio Terravista, na Bahia, onde mora o ex-chefão do Banco Central Francisco Gros. O nome do condomínio não é ironia e Jobim não é do ramo, mas ele participou do golfe noturno promovido pelo anfitrião. Dividiam tacos do evento o dono da Gol, Nenê Constantino, e o presidente da TAM, Marco Antônio Bologna. Ninguém deu bola pra ninguém e não conversaram, mas deviam. Assunto não falta.
Reforço
Calado e discreto até aqui, o ex-candidato tucano à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB-SP), desembarca hoje em Brasília para reunião dos tucanos. Vem engrossar o coro do "não" à prorrogação da CPMF contrapondo-se ao governador José Serra e ficando ao lado da bancada paulista, que votou contra a prorrogação. "O governo gasta mal e não se justifica essa sanha de gastança do PT", pondera o deputado José Aníbal (PSDB-SP).
Primeiras falas
A CPI das ONGs começa a ouvir hoje os primeiros depoimentos. Estarão na cadeira os presidentes de fundações públicas, como FNDE e Fundação do Banco do Brasil, que receberam repasses de R$ 140 milhões da União.
Cata-níquel
Na seqüência dos debates, a oposição vai requisitar todos os valores repassados para a ONG Cataventos Juventude e Cidadania. A micro-ONG recebeu a bolada de R$ 1 milhão para promover o primeiro congresso de igualdade racial em Brasília.
Livre e solto
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), quer mesmo se livrar das amarras. Primeiro surpreendeu a Corte ao anunciar a separação no casamento. Depois, na quinta-feira passada, apareceu trafegando em um carro sem o cinto de segurança no programa de TV dos Democratas. Tudo bem que ele goste de ficar solto, mas Brasília é referência nacional no respeito às leis de trânsito.
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), quer mesmo se livrar das amarras. Primeiro surpreendeu a Corte ao anunciar a separação no casamento. Depois, na quinta-feira passada, apareceu trafegando em um carro sem o cinto de segurança no programa de TV dos Democratas. Tudo bem que ele goste de ficar solto, mas Brasília é referência nacional no respeito às leis de trânsito.
Weiller Diniz
Jornal do Brasil
Jornal do Brasil
Uma seqüência de reuniões, propostas, contrapropostas e pressões por todos os lados sela hoje o futuro da prorrogação da CPMF até 2011. Nas fileiras governistas, o clima da noite de ontem, depois de sucessivas conversas entre a área econômica e as lideranças do governo no Congresso, era de contido desânimo com a constatação de que o governo não teria como avançar tanto em concessões para beliscar votos favoráveis dos tucanos. Demorou, mas caiu a ficha de que o PSDB quer mesmo é um pretexto para votar contra.
Na noite de hoje os tucanos reúnem sua cúpula para dar o veredito na CPMF. Estarão na conversa os deputados, os governadores, os senadores e toda a direção do PSDB. Lá se decidirá, no voto, o voto dos senadores do PSDB. São 13 em um colégio de 81. Eles são importantes, mas vitais mesmo são os quatro votos que eles detêm na Comissão de Constituição e Justiça, o primeiro obstáculo que a proposta precisa vencer no Senado, até o plenário. A relatora, Kátia Abreu (DEM-TO), já escancarou que o relatório dela é contrário à prorrogação.
A matemática que o governo faz, até aqui, é do plenário, onde o placar é apertado até nas contas dos mais otimistas. A oposição já está mapeando as chances da CPMF já em seu primeiro teste, na CCJ, onde se discute a constitucionalidade da medida. Lá são 23 integrantes. Os democratas têm cinco votos condenando a sobrevida à CPMF. Caso o PSDB feche contra o imposto dos cheques, a pretexto de um suposto terceiro mandato de Lula, serão outros quatro votos. A oposição espera contar ainda com quatro senadores da base governista que já anunciaram não engolir a prorrogação. Entres eles, os peemedebistas rebeldes Valter Pereira (MS), Jarbas Vasconcellos (PE), Pedro Simon e os senadores Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Jefferson Péres (PDT-AM). Seriam 13 votos em um colegiado de 23 senadores. Simon até pode amolecer seu oposicionismo em virtude dos recursos alocados para a saúde, mas ainda assim a oposição teria 12 votos contra 11. A decisão será, como se esperava, apertadíssima.
Lenta agonia
Conforme antecipou o Informe JB no domingo, a renúncia do deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) para evitar a punição no Supremo Tribunal Federal, não o livrou do julgamento por tentativa de homicídio no próprio STF. A manobra começou a ser desmontada pelo próprio relator do caso, ministro Joaquim Barbosa que chamou de "escárnio" a chicana de Cunha Lima para fugir do STF e ver seu processo começar do zero na justiça comum. Ontem, quatro ministros já tinham votado pela continuidade do processo quando a decisão foi adiada semana que vem.
Lenta agonia 2
Enquanto desenrola-se a novela paraibana na Corte de Brasília, em João Pessoa todos os advogados dos Cunha Lima já estão de prontidão. Se o processo for devolvido para a Paraíba, a primeira providência da família será tentar o desaforamento. Quer dizer o seguinte: Ronaldo Cunha vai pedir para que o júri popular seja em outro foro, na cidade natal de sua família, Campina Grande, e não na capital. É melhor ele escolher logo o júri.
Batendo asas
Em plena crise aérea, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, refestelava-se no fim de semana no condomínio Terravista, na Bahia, onde mora o ex-chefão do Banco Central Francisco Gros. O nome do condomínio não é ironia e Jobim não é do ramo, mas ele participou do golfe noturno promovido pelo anfitrião. Dividiam tacos do evento o dono da Gol, Nenê Constantino, e o presidente da TAM, Marco Antônio Bologna. Ninguém deu bola pra ninguém e não conversaram, mas deviam. Assunto não falta.
Reforço
Calado e discreto até aqui, o ex-candidato tucano à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB-SP), desembarca hoje em Brasília para reunião dos tucanos. Vem engrossar o coro do "não" à prorrogação da CPMF contrapondo-se ao governador José Serra e ficando ao lado da bancada paulista, que votou contra a prorrogação. "O governo gasta mal e não se justifica essa sanha de gastança do PT", pondera o deputado José Aníbal (PSDB-SP).
Primeiras falas
A CPI das ONGs começa a ouvir hoje os primeiros depoimentos. Estarão na cadeira os presidentes de fundações públicas, como FNDE e Fundação do Banco do Brasil, que receberam repasses de R$ 140 milhões da União.
Cata-níquel
Na seqüência dos debates, a oposição vai requisitar todos os valores repassados para a ONG Cataventos Juventude e Cidadania. A micro-ONG recebeu a bolada de R$ 1 milhão para promover o primeiro congresso de igualdade racial em Brasília.
Livre e solto
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), quer mesmo se livrar das amarras. Primeiro surpreendeu a Corte ao anunciar a separação no casamento. Depois, na quinta-feira passada, apareceu trafegando em um carro sem o cinto de segurança no programa de TV dos Democratas. Tudo bem que ele goste de ficar solto, mas Brasília é referência nacional no respeito às leis de trânsito.
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), quer mesmo se livrar das amarras. Primeiro surpreendeu a Corte ao anunciar a separação no casamento. Depois, na quinta-feira passada, apareceu trafegando em um carro sem o cinto de segurança no programa de TV dos Democratas. Tudo bem que ele goste de ficar solto, mas Brasília é referência nacional no respeito às leis de trânsito.