antigas Publicado: 19/10/2007 | 10:06

Lula garante: nada muda na economia

Correio Braziliense

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou que a decisão de ontem do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), de não reduzir a taxa básica (Selic) de juros, “não modifica em nada” a política do governo na área econômica: “Há muito tempo, o governo vem trabalhando para que o Banco Central tenha a autonomia necessária, e as coisas deram certo até agora. O fato de o Banco Central achar que não é o momento de reduzir (a alíquota da Selic) em 0,25 (ponto percentual) não modifica em nada.”

O presidente acrescentou que a taxa pode ser reduzida ou em um mês ou em outro. “O que não vamos abdicar, em nenhum momento, é de uma política séria de controle da inflação. Eu sei que, quando a inflação volta, quem paga o pato é a parte que mais precisa.” Lula, que está em viagem à África, não admite rever a estimativa de crescimento para o país. Ele disse que quer um incremento de mais de 5%. “É o ’mínimus minimórum’ (o mínimo do mínimo) que o Brasil pode crescer”, afirmou.

Em Brasília, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, considerou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de interromper o ciclo de queda na taxa Selic como uma “parada técnica”, movida pela preocupação com a demanda interna e também com os problemas no mercado financeiro internacional.

“Mas temos condições para continuar com queda nos juros”, afirmou Bernardo, sem, no entanto, prognosticar a partir de quando seriam retomados os cortes na Selic. “Vamos aguardar a evolução do quadro. Tenho certeza de que o BC vai avaliar com parcimônia, mas também com o objetivo de ajustar os juros ao nível internacional”, justificou.

Correio Braziliense

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou que a decisão de ontem do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), de não reduzir a taxa básica (Selic) de juros, “não modifica em nada” a política do governo na área econômica: “Há muito tempo, o governo vem trabalhando para que o Banco Central tenha a autonomia necessária, e as coisas deram certo até agora. O fato de o Banco Central achar que não é o momento de reduzir (a alíquota da Selic) em 0,25 (ponto percentual) não modifica em nada.”

O presidente acrescentou que a taxa pode ser reduzida ou em um mês ou em outro. “O que não vamos abdicar, em nenhum momento, é de uma política séria de controle da inflação. Eu sei que, quando a inflação volta, quem paga o pato é a parte que mais precisa.” Lula, que está em viagem à África, não admite rever a estimativa de crescimento para o país. Ele disse que quer um incremento de mais de 5%. “É o ’mínimus minimórum’ (o mínimo do mínimo) que o Brasil pode crescer”, afirmou.

Em Brasília, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, considerou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de interromper o ciclo de queda na taxa Selic como uma “parada técnica”, movida pela preocupação com a demanda interna e também com os problemas no mercado financeiro internacional.

“Mas temos condições para continuar com queda nos juros”, afirmou Bernardo, sem, no entanto, prognosticar a partir de quando seriam retomados os cortes na Selic. “Vamos aguardar a evolução do quadro. Tenho certeza de que o BC vai avaliar com parcimônia, mas também com o objetivo de ajustar os juros ao nível internacional”, justificou.