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Publicado: 17/10/2007 | 10:02
Senado cobra queda de tarifas bancárias
Correio Braziliense
Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos diz que se bancos não reduzirem taxas, poder público terá de criar regras sobre o assunto
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado se juntou ontem à gritaria generalizada contra as altas tarifas bancárias no Brasil, cobrando dos bancos sua redução. O presidente da comissão, senador Aloizio Mercadante, afirmou que as instituições bancárias precisam trabalhar para reduzi-las. Caso contrário, o poder público regulamentará o assunto. “Se a auto-regulação não levar à queda de tarifas, o governo e o Congresso terão de tomar uma atitude”, ameaçou Mercadante. A equipe econômica está estudando a adoção de novas regras para o setor, mas evita falar em tabelamento.
A CAE fez ontem uma audiência pública para ouvir os presidentes da Federação Brasileiros de Bancos (Febraban), Fabio Barbosa, e da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNIF), Gabriel Jorge Ferreira. Barbosa tentou minimizar as críticas. Segundo ele, os bancos antes atendiam a poucas pessoas e, hoje, têm 104 milhões de clientes. Isso só teria sido possível por causa da “significativa redução” dos custos para os clientes. “Mas ainda há muito o que fazer. Podemos melhorar a governança e a transparência, permitindo que os clientes comparem as tarifas e estimulando a concorrência, afirmou. A federação montou um site com a comparação de tarifas entre os bancos.
Barbosa, entretanto, não se comprometeu com a redução das tarifas. Segundo ele, as receitas com prestação de serviços bancários têm se mantido relativamente estáveis nos últimos anos. Na apresentação na comissão, Barbosa garantiu que a receita unitária (por cliente) com serviços bancários na verdade caiu, em termos reais, 8,9%. No entanto, a base maior de clientes e o avanço do número de operações compensaram a redução, o que garantiu a relativa estabilidade no valor total da receita com serviços. Segundo os dados da Febraban, as receitas com serviços representavam 35% das receitas totais do sistema financeiro em 2001. Esse valor teria caído para 32,1% em 2004 e subiu para 33,5% em junho deste ano.
Correio Braziliense
Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos diz que se bancos não reduzirem taxas, poder público terá de criar regras sobre o assunto
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado se juntou ontem à gritaria generalizada contra as altas tarifas bancárias no Brasil, cobrando dos bancos sua redução. O presidente da comissão, senador Aloizio Mercadante, afirmou que as instituições bancárias precisam trabalhar para reduzi-las. Caso contrário, o poder público regulamentará o assunto. “Se a auto-regulação não levar à queda de tarifas, o governo e o Congresso terão de tomar uma atitude”, ameaçou Mercadante. A equipe econômica está estudando a adoção de novas regras para o setor, mas evita falar em tabelamento.
A CAE fez ontem uma audiência pública para ouvir os presidentes da Federação Brasileiros de Bancos (Febraban), Fabio Barbosa, e da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNIF), Gabriel Jorge Ferreira. Barbosa tentou minimizar as críticas. Segundo ele, os bancos antes atendiam a poucas pessoas e, hoje, têm 104 milhões de clientes. Isso só teria sido possível por causa da “significativa redução” dos custos para os clientes. “Mas ainda há muito o que fazer. Podemos melhorar a governança e a transparência, permitindo que os clientes comparem as tarifas e estimulando a concorrência, afirmou. A federação montou um site com a comparação de tarifas entre os bancos.
Barbosa, entretanto, não se comprometeu com a redução das tarifas. Segundo ele, as receitas com prestação de serviços bancários têm se mantido relativamente estáveis nos últimos anos. Na apresentação na comissão, Barbosa garantiu que a receita unitária (por cliente) com serviços bancários na verdade caiu, em termos reais, 8,9%. No entanto, a base maior de clientes e o avanço do número de operações compensaram a redução, o que garantiu a relativa estabilidade no valor total da receita com serviços. Segundo os dados da Febraban, as receitas com serviços representavam 35% das receitas totais do sistema financeiro em 2001. Esse valor teria caído para 32,1% em 2004 e subiu para 33,5% em junho deste ano.