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Publicado: 5/10/2007 | 08:49
Caixa entra no terceiro dia de greve
Luciano Pires
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Funcionários da Caixa Econômica Federal entram hoje no terceiro dia de greve e devem definir ao longo do dia, em assembléias estaduais, o futuro da paralisação. Ontem à noite, representantes dos trabalhadores e da diretoria da Caixa se reuniram para tentar fechar um acordo. A expectativa era de que o banco apresentasse uma proposta oficial, mas até as 21h o impasse se mantinha.
Os bancários da Caixa são os únicos a permanecer mobilizados. Na quarta-feira, os funcionários do Banco do Brasil e dos bancos privados resolveram acatar a oferta da Federação dos Bancos (Fenaban) e voltar ao trabalho. A proposta aceita é de aumento de 6%, o que representa uma elevação real de 1,13% nos salários e demais verbas como vale-refeição e cesta-alimentação. As instituições financeiras se comprometeram ainda a reajustar em 20% o valor adicional na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). No Banco do Brasil, o compromisso é de aumento real no Plano de Cargos e Salários.
No Distrito Federal, assim como em todo o país, os bancários da Caixa ampliaram o movimento. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), a adesão é de 75%. Nos estados do Norte e Nordeste, a paralisação é quase total, de acordo com a entidade. No Sul e Sudeste também, mas com maior peso em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Já no Centro-Oeste, quase todas as agências de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul fecharam.
Os funcionários do banco estatal exigem reajuste de 10,3%, maior participação nos lucros e pagamento da 13ª cesta-alimentação. A Caixa chamou a categoria a negociar na quarta-feira. Até então, o banco não havia dado sinais de que apresentaria uma proposta diferente daquela oferecida pela Fenaban.
Piquetes
Em vários estados do Brasil, mas principalmente nas capitais e regiões metropolitanas, houve piquetes na porta das agências de maior movimento. Em Brasília, sindicalistas entraram em choque com policiais militares em frente ao edifício sede, no Setor de Autarquias Sul. O secretário-geral do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, Enilson da Silva, foi detido, mas liberado logo em seguida.
O incidente teve início por volta das 10h. Concentrados em frente ao edifício da Caixa, um grupo de sindicalistas tentou convencer os colegas bancários a não trabalhar e a apoiar a greve. A PM foi chamada porque alguns funcionários reclamaram que estavam sendo impedidos de entrar no prédio. No momento mais tenso do protesto, grevistas bloquearam o acesso à portaria central e à garagem, o que acabou motivando o conflito.
Luciano Pires
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Funcionários da Caixa Econômica Federal entram hoje no terceiro dia de greve e devem definir ao longo do dia, em assembléias estaduais, o futuro da paralisação. Ontem à noite, representantes dos trabalhadores e da diretoria da Caixa se reuniram para tentar fechar um acordo. A expectativa era de que o banco apresentasse uma proposta oficial, mas até as 21h o impasse se mantinha.
Os bancários da Caixa são os únicos a permanecer mobilizados. Na quarta-feira, os funcionários do Banco do Brasil e dos bancos privados resolveram acatar a oferta da Federação dos Bancos (Fenaban) e voltar ao trabalho. A proposta aceita é de aumento de 6%, o que representa uma elevação real de 1,13% nos salários e demais verbas como vale-refeição e cesta-alimentação. As instituições financeiras se comprometeram ainda a reajustar em 20% o valor adicional na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). No Banco do Brasil, o compromisso é de aumento real no Plano de Cargos e Salários.
No Distrito Federal, assim como em todo o país, os bancários da Caixa ampliaram o movimento. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), a adesão é de 75%. Nos estados do Norte e Nordeste, a paralisação é quase total, de acordo com a entidade. No Sul e Sudeste também, mas com maior peso em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Já no Centro-Oeste, quase todas as agências de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul fecharam.
Os funcionários do banco estatal exigem reajuste de 10,3%, maior participação nos lucros e pagamento da 13ª cesta-alimentação. A Caixa chamou a categoria a negociar na quarta-feira. Até então, o banco não havia dado sinais de que apresentaria uma proposta diferente daquela oferecida pela Fenaban.
Piquetes
Em vários estados do Brasil, mas principalmente nas capitais e regiões metropolitanas, houve piquetes na porta das agências de maior movimento. Em Brasília, sindicalistas entraram em choque com policiais militares em frente ao edifício sede, no Setor de Autarquias Sul. O secretário-geral do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, Enilson da Silva, foi detido, mas liberado logo em seguida.
O incidente teve início por volta das 10h. Concentrados em frente ao edifício da Caixa, um grupo de sindicalistas tentou convencer os colegas bancários a não trabalhar e a apoiar a greve. A PM foi chamada porque alguns funcionários reclamaram que estavam sendo impedidos de entrar no prédio. No momento mais tenso do protesto, grevistas bloquearam o acesso à portaria central e à garagem, o que acabou motivando o conflito.