antigas Publicado: 3/10/2007 | 08:31

Dos sem-emprego aos supersalários

Mariana Flores
Correio Braziliense

Brasilienses enfrentam fila na tentativa de conseguir uma das 71 vagas de cuidador social oferecidas pelo Governo do Distrito Federal. Entrega de currículos termina hoje e o salário é de R$ 2.022
 
A oferta de 71 vagas levou mais de 6 mil brasilienses a enfrentar até cinco horas de fila para entregar um currículo nos últimos dois dias. A Secretaria de Desenvolvimento Social do Governo do Distrito Federal abriu na segunda-feira o processo de seleção temporária para contratar cuidadores sociais que deverão trabalhar nos abrigos de crianças do GDF. O contrato valerá por um ano. A entrega de currículos termina hoje e a expectativa da secretaria é que mais 2 mil pessoas preencham os cadastros. A concorrência deve passar de 110 pessoas por vaga. A elevada demanda se deve ao salário, de R$ 2.022, alto para a escolaridade exigida, apenas o ensino fundamental. A remuneração é compatível com os salários pagos na secretaria para cargos com exigência semelhante, como merendeira e copeiras, de acordo com a subsecretária de assistência social, Marta de Oliveira Sales.

Apesar da escolaridade exigida ser baixa, é essencial a comprovação de experiência anterior com crianças. De acordo com Marta, muitas pessoas se candidatam sem nunca ter trabalhado diretamente com crianças, o que não será aceito. “Mais do que a escolaridade vale a experiência. Tem que ter trabalhado diretamente na área de serviço social. Ter trabalhado como babá, professora ou em hospital também não vale. Tem que ser na área de assistência social, em creches, abrigos ou com atividades sócio-educativas na área de assistência social”, avisa.

Desempregada há cinco meses, Lélia Costa, de 54 anos, espera conseguir o emprego com a experiência obtida como voluntária em assistência social em igrejas. Ela veio de Goiânia para concorrer à vaga. Apesar de ser bacharel em educação religiosa, Lélia não consegue emprego desde que foi demitida de uma loja de calçados. “O salário é muito bom, por isso está atraindo tanta gente. Se for chamada me mudo imediatamente para Brasília”.

Nos dias 9 e 10 deste mês 211 pré-selecionados passarão por entrevistas, quando deverão comprovar as informações contidas nos currículos. Já no dia 15, começarão a trabalhar em um dos seis abrigos existentes ou nos que serão criados nos próximos meses. Após o período de um ano, os contratados serão dispensados e o GDF fará um concurso público para ocupar as vagas.

Mariana Flores
Correio Braziliense

Brasilienses enfrentam fila na tentativa de conseguir uma das 71 vagas de cuidador social oferecidas pelo Governo do Distrito Federal. Entrega de currículos termina hoje e o salário é de R$ 2.022
 
A oferta de 71 vagas levou mais de 6 mil brasilienses a enfrentar até cinco horas de fila para entregar um currículo nos últimos dois dias. A Secretaria de Desenvolvimento Social do Governo do Distrito Federal abriu na segunda-feira o processo de seleção temporária para contratar cuidadores sociais que deverão trabalhar nos abrigos de crianças do GDF. O contrato valerá por um ano. A entrega de currículos termina hoje e a expectativa da secretaria é que mais 2 mil pessoas preencham os cadastros. A concorrência deve passar de 110 pessoas por vaga. A elevada demanda se deve ao salário, de R$ 2.022, alto para a escolaridade exigida, apenas o ensino fundamental. A remuneração é compatível com os salários pagos na secretaria para cargos com exigência semelhante, como merendeira e copeiras, de acordo com a subsecretária de assistência social, Marta de Oliveira Sales.

Apesar da escolaridade exigida ser baixa, é essencial a comprovação de experiência anterior com crianças. De acordo com Marta, muitas pessoas se candidatam sem nunca ter trabalhado diretamente com crianças, o que não será aceito. “Mais do que a escolaridade vale a experiência. Tem que ter trabalhado diretamente na área de serviço social. Ter trabalhado como babá, professora ou em hospital também não vale. Tem que ser na área de assistência social, em creches, abrigos ou com atividades sócio-educativas na área de assistência social”, avisa.

Desempregada há cinco meses, Lélia Costa, de 54 anos, espera conseguir o emprego com a experiência obtida como voluntária em assistência social em igrejas. Ela veio de Goiânia para concorrer à vaga. Apesar de ser bacharel em educação religiosa, Lélia não consegue emprego desde que foi demitida de uma loja de calçados. “O salário é muito bom, por isso está atraindo tanta gente. Se for chamada me mudo imediatamente para Brasília”.

Nos dias 9 e 10 deste mês 211 pré-selecionados passarão por entrevistas, quando deverão comprovar as informações contidas nos currículos. Já no dia 15, começarão a trabalhar em um dos seis abrigos existentes ou nos que serão criados nos próximos meses. Após o período de um ano, os contratados serão dispensados e o GDF fará um concurso público para ocupar as vagas.