antigas Publicado: 28/09/2007 | 08:49

PT sugere a licença de Renan

Ricardo Rego Monteiro
Jornal do Brasil

Menos de 24 horas depois da fragorosa derrota na votação da Medida Provisória que criava a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, o governo decidiu endurecer o tom contra o PMDB. Identificado como o principal responsável pelo revés nas avaliações do próprio Planalto, o partido - que tem trabalhado para emplacar dois apadrinhados na diretoria da Petrobras - pode ter fechado uma porta com o governo. E o pior: a porta que garantiria a absolvição definitiva do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado pela Comissão de Ética da Casa de improbidade administrativa.

Ontem, a líder do bloco de apoio ao governo no Senado, Ideli Salvatti (PT-SC), foi bem clara, ao anunciar que o que classificou de rebelião do PMDB terá conseqüências. Irritada, a parlamentar chegou a sugerir que o senador Renan Calheiros, agora um ex-aliado do governo, deveria se licenciar para não aliviar a atmosfera de crise do Senado.

Embora tenha feito questão de assegurar que sua missão será "baixar a temperatura" das conversas com o partido da base aliada, e não aumentá-la, a senadora anunciou que o coordenador político do Planalto, ministro Walfrido Mares Guia, terá muito o que trabalhar nos próximos dias para evitar que a derrota de ontem se repita na Casa, na votação da emenda que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011. Questionada se a condição para aprovar a emenda será a entrega das diretorias da Petrobras ao PMDB, a senadora se esquivou.

Isso quem tem que negociar é o coordenador político do Planalto.

Para o senador Jéferson Perez, líder do PDT na Casa, a derrota da MP não se deveu apenas ao PMDB, mas ao conjunto de senadores. Ideli, porém, fez questão de reafirmar a responsabilidade do PMDB no que classificou de crise do Senado.

Tivemos uma rebelião do PMDB. Ficou explícita - acusou.

Ricardo Rego Monteiro
Jornal do Brasil

Menos de 24 horas depois da fragorosa derrota na votação da Medida Provisória que criava a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, o governo decidiu endurecer o tom contra o PMDB. Identificado como o principal responsável pelo revés nas avaliações do próprio Planalto, o partido - que tem trabalhado para emplacar dois apadrinhados na diretoria da Petrobras - pode ter fechado uma porta com o governo. E o pior: a porta que garantiria a absolvição definitiva do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado pela Comissão de Ética da Casa de improbidade administrativa.

Ontem, a líder do bloco de apoio ao governo no Senado, Ideli Salvatti (PT-SC), foi bem clara, ao anunciar que o que classificou de rebelião do PMDB terá conseqüências. Irritada, a parlamentar chegou a sugerir que o senador Renan Calheiros, agora um ex-aliado do governo, deveria se licenciar para não aliviar a atmosfera de crise do Senado.

Embora tenha feito questão de assegurar que sua missão será "baixar a temperatura" das conversas com o partido da base aliada, e não aumentá-la, a senadora anunciou que o coordenador político do Planalto, ministro Walfrido Mares Guia, terá muito o que trabalhar nos próximos dias para evitar que a derrota de ontem se repita na Casa, na votação da emenda que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011. Questionada se a condição para aprovar a emenda será a entrega das diretorias da Petrobras ao PMDB, a senadora se esquivou.

Isso quem tem que negociar é o coordenador político do Planalto.

Para o senador Jéferson Perez, líder do PDT na Casa, a derrota da MP não se deveu apenas ao PMDB, mas ao conjunto de senadores. Ideli, porém, fez questão de reafirmar a responsabilidade do PMDB no que classificou de crise do Senado.

Tivemos uma rebelião do PMDB. Ficou explícita - acusou.