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Publicado: 25/09/2007 | 08:38
"Dedo-duro de sonegadores"
Norberto Stavisky
Gazeta Mercantil
Gazeta Mercantil
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem que os sonegadores é que não querem a CPMF. "Há o interesse político e não podemos generalizar, mas não tem dúvida de que por trás do clamor que a sociedade faz para que se baixe a carga tributária, tem a parcela daqueles que sonegam e que vêem a CPMF com ódio porque é uma espécie de dedo-duro", afirmou Bernardo.
Durante visita ao Tribunal de Contas do Estado, o ministro insistiu na tese de que o governo não tem como abrir mão da receita prevista de R$ 38 bilhões no próximo ano com a CPMF "ou 9% da arrecadação federal". "Nós estamos discutindo um programa e falando de maneira clara e transparente que precisamos da receita e queremos aprová-la porque é importante", disse ele.
O ministro também falou sobre as medidas que o governo federal vem tomando para melhorar a qualidade da gestão e dos gastos públicos. "Nos sistema de compras, por exemplo, o pregão eletrônico já representa 60% dos gastos na aquisição de bens e serviços com a vantagem da agilidade já que em 17 dias o processo é concluído", revelou. Para Paulo Bernardo, ao invés de se acabar com a CPMF o caminho é outro: "A discussão que deveríamos ter é sobre como podemos aproveitar o momento positivo de crescimento econômico e fazer um movimento de redução gradativa da carga tributária", concluiu.
Norberto Stavisky
Gazeta Mercantil
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O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem que os sonegadores é que não querem a CPMF. "Há o interesse político e não podemos generalizar, mas não tem dúvida de que por trás do clamor que a sociedade faz para que se baixe a carga tributária, tem a parcela daqueles que sonegam e que vêem a CPMF com ódio porque é uma espécie de dedo-duro", afirmou Bernardo.
Durante visita ao Tribunal de Contas do Estado, o ministro insistiu na tese de que o governo não tem como abrir mão da receita prevista de R$ 38 bilhões no próximo ano com a CPMF "ou 9% da arrecadação federal". "Nós estamos discutindo um programa e falando de maneira clara e transparente que precisamos da receita e queremos aprová-la porque é importante", disse ele.
O ministro também falou sobre as medidas que o governo federal vem tomando para melhorar a qualidade da gestão e dos gastos públicos. "Nos sistema de compras, por exemplo, o pregão eletrônico já representa 60% dos gastos na aquisição de bens e serviços com a vantagem da agilidade já que em 17 dias o processo é concluído", revelou. Para Paulo Bernardo, ao invés de se acabar com a CPMF o caminho é outro: "A discussão que deveríamos ter é sobre como podemos aproveitar o momento positivo de crescimento econômico e fazer um movimento de redução gradativa da carga tributária", concluiu.