antigas Publicado: 20/09/2007 | 12:20

Reajuste diferenciado

Jornal de Brasília

Governo Federal altera a forma de correção de salários dos policiais civis, militares e bombeiros do DF. MP com nova fórmula deve ser editada até dia 10

O reajuste salarial dos policiais civis, militares e bombeiros do DF não será mais linear (igual para todos). Em reunião realizada ontem com o governador José Roberto Arruda, o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, anunciou que o aumento será escalonado em índices que variam até 8,40%, este ano, e até 14,20%, em 2008.

A medida provisória do reajuste deve ser editada até o dia 10 de outubro, abrangendo as três corporações que atuam na área de segurança do DF, custeada com recursos da União. A aplicação dos percentuais, entretanto, obedecerá critérios diferentes. Na Polícia Civil, os maiores reajustes serão para as categorias que estão no topo da hierarquia, como delegados. Na Polícia Militar e nos bombeiros, as patentes menores serão beneficiadas com reajustes maiores. A MP vai beneficiar mais de 40 mil servidores.

Pela proposta inicial enviada pelo GDF ao Ministério do Planejamento, aprovada em assembléia pelas categorias, o reajuste seria linear, nos índices de 8,40%, em setembro, e 14,20%, em fevereiro de 2008. Mas o ministro Paulo Bernardo considerou inviável essa forma. Ele alegou que isso iria ferir a isonomia existente entre os salários de policiais civis do DF e policiais federais. Na proposta de reajustes elaborada para os policiais federais, o ajuste é escalonado, ou seja, possui um percentual diferente para cada  um dos cargo.

Aumento até 2009
Outra mudança foi a incorporação de um terceiro reajuste, previsto na proposta dos policiais federais, a ser concedido em fevereiro de 2009. Assim, no total, a previsão é de que os policiais recebam até lá um reajuste que varia entre 21,20% e 27,99%. Os reajuste obedeceriam ao seguinte procedimento: enquanto a previsão para a inflação em 2007 varia entre 4% e 5%., o primeiro aumento, com efeito retroativo para o dia 1º de setembro, será entre 6,36% e 8,4%. Um segundo, a ser concedido em fevereiro de 2008, terá valor entre 11,66% e 14,2%. E um terceiro reajuste, marcado para fevereiro de 2009, de 3,18% a 4,2%.

Dessa forma, um delegado perito no topo da hierarquia da Polícia Civil, que hoje ganha R$ 15.391, passará a receber salário de R$ 16.683 imediatamente, R$ 19.053 em fevereiro do ano que vem, e R$ 19.699 em 2009. Um agente comum de terceiro escalão, que hoje recebe R$ 6.200, passará a receber R$ 6.594 agora, R$ 7.317 no começo do ano que vem e R$ 7.514 em 2009.

"Não é o ideal", afirmou o presidente do Sindicato dos Policiais do DF (Sinpol), Wellington Luiz de Souza. "As chances dos policiais entrarem em greve diminuíram, mas vai haver insatisfação. Agora acredito que a categoria vai aceitar a proposta do governo, para que não haja maiores prejuízos para a sociedade", adiantou Wellington.

Assembléia
Hoje, os policiais devem se reunir para avaliar se aceitam ou não a proposta do governo. Mas o governador Arruda está confiante de que os policiais não entrarão em greve. "Pedi que a Secretaria de Planejamento preparasse a folha de pagamento já com os reajustes", comentou, lembrando que possui "relação histórica" com a categoria.

A MP deverá conter também os reajustes de policiais militares e bombeiros do DF. Os ganhos salariais dessas categorias também serão escalonados. Só que, ao contrário do que ocorre na Polícia Civil, os cargos na base devem receber reajustes maiores do que os do topo. Enquanto coronéis irão obter aumento de 9%, o dos soldados deve ser de 13,6%. Além disso, a gratificação adicional, atualmente em R$ 350, deve passar a ser de R$ 500.

Para o secretário de Transportes Alberto Fraga, que também compareceu à reunião, os policiais civis não têm do que reclamar. "Aqui em Brasília eles têm um dos melhores salários do Brasil. É perto do ideal", avaliou. Policiais civis, militares e bombeiros têm seus salários pagos com recursos do Fundo Constitucional do DF. Por isso, os reajustes só podem ser concedidos com o aval do Governo Federal. Assim que for editada, a MP passa a valer, mas precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Jornal de Brasília

Governo Federal altera a forma de correção de salários dos policiais civis, militares e bombeiros do DF. MP com nova fórmula deve ser editada até dia 10

O reajuste salarial dos policiais civis, militares e bombeiros do DF não será mais linear (igual para todos). Em reunião realizada ontem com o governador José Roberto Arruda, o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, anunciou que o aumento será escalonado em índices que variam até 8,40%, este ano, e até 14,20%, em 2008.

A medida provisória do reajuste deve ser editada até o dia 10 de outubro, abrangendo as três corporações que atuam na área de segurança do DF, custeada com recursos da União. A aplicação dos percentuais, entretanto, obedecerá critérios diferentes. Na Polícia Civil, os maiores reajustes serão para as categorias que estão no topo da hierarquia, como delegados. Na Polícia Militar e nos bombeiros, as patentes menores serão beneficiadas com reajustes maiores. A MP vai beneficiar mais de 40 mil servidores.

Pela proposta inicial enviada pelo GDF ao Ministério do Planejamento, aprovada em assembléia pelas categorias, o reajuste seria linear, nos índices de 8,40%, em setembro, e 14,20%, em fevereiro de 2008. Mas o ministro Paulo Bernardo considerou inviável essa forma. Ele alegou que isso iria ferir a isonomia existente entre os salários de policiais civis do DF e policiais federais. Na proposta de reajustes elaborada para os policiais federais, o ajuste é escalonado, ou seja, possui um percentual diferente para cada  um dos cargo.

Aumento até 2009
Outra mudança foi a incorporação de um terceiro reajuste, previsto na proposta dos policiais federais, a ser concedido em fevereiro de 2009. Assim, no total, a previsão é de que os policiais recebam até lá um reajuste que varia entre 21,20% e 27,99%. Os reajuste obedeceriam ao seguinte procedimento: enquanto a previsão para a inflação em 2007 varia entre 4% e 5%., o primeiro aumento, com efeito retroativo para o dia 1º de setembro, será entre 6,36% e 8,4%. Um segundo, a ser concedido em fevereiro de 2008, terá valor entre 11,66% e 14,2%. E um terceiro reajuste, marcado para fevereiro de 2009, de 3,18% a 4,2%.

Dessa forma, um delegado perito no topo da hierarquia da Polícia Civil, que hoje ganha R$ 15.391, passará a receber salário de R$ 16.683 imediatamente, R$ 19.053 em fevereiro do ano que vem, e R$ 19.699 em 2009. Um agente comum de terceiro escalão, que hoje recebe R$ 6.200, passará a receber R$ 6.594 agora, R$ 7.317 no começo do ano que vem e R$ 7.514 em 2009.

"Não é o ideal", afirmou o presidente do Sindicato dos Policiais do DF (Sinpol), Wellington Luiz de Souza. "As chances dos policiais entrarem em greve diminuíram, mas vai haver insatisfação. Agora acredito que a categoria vai aceitar a proposta do governo, para que não haja maiores prejuízos para a sociedade", adiantou Wellington.

Assembléia
Hoje, os policiais devem se reunir para avaliar se aceitam ou não a proposta do governo. Mas o governador Arruda está confiante de que os policiais não entrarão em greve. "Pedi que a Secretaria de Planejamento preparasse a folha de pagamento já com os reajustes", comentou, lembrando que possui "relação histórica" com a categoria.

A MP deverá conter também os reajustes de policiais militares e bombeiros do DF. Os ganhos salariais dessas categorias também serão escalonados. Só que, ao contrário do que ocorre na Polícia Civil, os cargos na base devem receber reajustes maiores do que os do topo. Enquanto coronéis irão obter aumento de 9%, o dos soldados deve ser de 13,6%. Além disso, a gratificação adicional, atualmente em R$ 350, deve passar a ser de R$ 500.

Para o secretário de Transportes Alberto Fraga, que também compareceu à reunião, os policiais civis não têm do que reclamar. "Aqui em Brasília eles têm um dos melhores salários do Brasil. É perto do ideal", avaliou. Policiais civis, militares e bombeiros têm seus salários pagos com recursos do Fundo Constitucional do DF. Por isso, os reajustes só podem ser concedidos com o aval do Governo Federal. Assim que for editada, a MP passa a valer, mas precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional.