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Publicado: 20/09/2007 | 11:01
Tráfico tenta matar jornalista
Guilherme Goulart e Adriana Bernardes
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Repórter é baleado na barriga em Cidade Ocidental, a 48km do Plano Piloto. Autor de reportagens sobre a violência no Entorno publicadas no Correio, ele precisou ser operado no hospital do Gama e passa bem
O tráfico de drogas no Entorno desafiou a sociedade mais uma vez. Bandidos tentaram executar o jornalista do Estado de Minas Amaury Ribeiro Jr., 44 anos, que há duas semanas realiza para o Correio uma série de reportagens sobre a ação dos traficantes na região. O crime ocorreu por volta das 19h, em Cidade Ocidental, a 48km de Brasília. O repórter estava em um bar na Quadra 8, do Setor Colina Verde, distante 4km do centro do município. Um rapaz disparou três tiros contra ele.
Uma testemunha disse que o autor dos disparos é um jovem moreno. Na hora do atentado, o criminoso usava bermuda branca, camisa preta e um gorro na cabeça. “O rapaz disse que era um assalto, mas imediatamente apontou um revólver para o jornalista e disparou três vezes”, afirmou um policial militar, que pede para ter o nome preservado.
Um dos três tiros acertou a barriga do jornalista, nas proximidades da região pubiana. Os outros dois disparos atingiram a parede do bar. A dona do estabelecimento, que também pediu para não ser identificada, afirmou que minutos antes do crime serviu um caldo de galinha para o jornalista. Em seguida, Amaury pediu que ela aumentasse o volume da televisão para que pudesse assistir a um telejornal. A comerciante seguiu para os fundos do bar. “Ouvi barulhos de cadeira e os pipocos. Quando saí, ele (Amaury) já estava no chão e uma pessoa estancava o sangue que saía da barriga dele. Estou horrorizada. Nunca vou esquecer essa cena”, desabafou a mulher. O bandido fugiu em seguida.
Levado por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Regional do Gama (HRG), Amaury foi submetido às 21h30 a uma cirurgia para retirada da bala, que estava alojada entre a cintura e a púbis. Durante a operação, os médicos identificaram que o projétil entrou de cima para baixo e seguiu em direção à perna esquerda. A bala se despedaçou em vários fragmentos, parando pouco abaixo da virilha. “Ele nasceu de novo”, disse o cirurgião Giuliani Trombetta. Os médicos informaram que os fragmentos não foram retirados porque não causam problemas à saúde do jornalista. “O próprio organismo isola esse objeto estranho (fragmentos de bala)”, explicou o diretor do HRG, Norimassa Yoshida. A cirurgia terminou às 23h10 e o jornalista passa bem.
Até o fechamento desta edição, policiais militares de Cidade Ocidental e Valparaíso e agentes da Delegacia de Operações Especiais (DOE) da Polícia Civil do Distrito Federal vasculhavam bairros do município atrás do criminoso. Eles trabalham com três linhas de investigação, todas ligadas ao tráfico de drogas. Um suspeito foi detido à meia-noite de ontem.
Guilherme Goulart e Adriana Bernardes
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Repórter é baleado na barriga em Cidade Ocidental, a 48km do Plano Piloto. Autor de reportagens sobre a violência no Entorno publicadas no Correio, ele precisou ser operado no hospital do Gama e passa bem
O tráfico de drogas no Entorno desafiou a sociedade mais uma vez. Bandidos tentaram executar o jornalista do Estado de Minas Amaury Ribeiro Jr., 44 anos, que há duas semanas realiza para o Correio uma série de reportagens sobre a ação dos traficantes na região. O crime ocorreu por volta das 19h, em Cidade Ocidental, a 48km de Brasília. O repórter estava em um bar na Quadra 8, do Setor Colina Verde, distante 4km do centro do município. Um rapaz disparou três tiros contra ele.
Uma testemunha disse que o autor dos disparos é um jovem moreno. Na hora do atentado, o criminoso usava bermuda branca, camisa preta e um gorro na cabeça. “O rapaz disse que era um assalto, mas imediatamente apontou um revólver para o jornalista e disparou três vezes”, afirmou um policial militar, que pede para ter o nome preservado.
Um dos três tiros acertou a barriga do jornalista, nas proximidades da região pubiana. Os outros dois disparos atingiram a parede do bar. A dona do estabelecimento, que também pediu para não ser identificada, afirmou que minutos antes do crime serviu um caldo de galinha para o jornalista. Em seguida, Amaury pediu que ela aumentasse o volume da televisão para que pudesse assistir a um telejornal. A comerciante seguiu para os fundos do bar. “Ouvi barulhos de cadeira e os pipocos. Quando saí, ele (Amaury) já estava no chão e uma pessoa estancava o sangue que saía da barriga dele. Estou horrorizada. Nunca vou esquecer essa cena”, desabafou a mulher. O bandido fugiu em seguida.
Levado por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Regional do Gama (HRG), Amaury foi submetido às 21h30 a uma cirurgia para retirada da bala, que estava alojada entre a cintura e a púbis. Durante a operação, os médicos identificaram que o projétil entrou de cima para baixo e seguiu em direção à perna esquerda. A bala se despedaçou em vários fragmentos, parando pouco abaixo da virilha. “Ele nasceu de novo”, disse o cirurgião Giuliani Trombetta. Os médicos informaram que os fragmentos não foram retirados porque não causam problemas à saúde do jornalista. “O próprio organismo isola esse objeto estranho (fragmentos de bala)”, explicou o diretor do HRG, Norimassa Yoshida. A cirurgia terminou às 23h10 e o jornalista passa bem.
Até o fechamento desta edição, policiais militares de Cidade Ocidental e Valparaíso e agentes da Delegacia de Operações Especiais (DOE) da Polícia Civil do Distrito Federal vasculhavam bairros do município atrás do criminoso. Eles trabalham com três linhas de investigação, todas ligadas ao tráfico de drogas. Um suspeito foi detido à meia-noite de ontem.