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Publicado: 19/09/2007 | 09:21
Rigotto reclama da falta de vontade do Planalto
Marcos Seabra
Gazeta Mercantil
O Palácio do Planalto não está com vontade política suficiente para vencer as barreiras impostas pela área econômica do próprio governo e aprovar uma reforma tributária no Congresso. "O governo Lula se debate hoje com o que todos os governos que o antecederam não conseguiram vencer: a resistência das áreas econômicas para com uma reforma tributária", afirmou ontem em São Paulo o ex-governador do Rio Grande do Sul, o peemedebista Germano Rigotto.
Coordenador do comitê que estuda uma proposta para a reforma tributária ligado ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) - por sua vez vinculado à Presidência da República -, o ex-governador, em seminário ontem na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em São Paulo, listou pelo menos três etapas que devem ser cumpridas pelo governo além daquelas que constam da proposta tributária. "Primeiro é preciso estabelecer um limite para a carga tributária na Constituição, para evitar o seu crescimento constante, obviamente que deve ser acompanhada de uma limitação de despesa", disse Rigotto.
O segundo ponto, ainda de acordo com o ex-governador passa pela desoneração da folha de pagamento. "O terceiro diz respeito à CPMF que precisa voltar a ser apenas fiscalizatória com alíquota menos já a partir do próximo ano", acrescentou o presidente do comitê do CDES.
O ex-governador, juntamente com outros integrantes do CDES deve se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, amanhã, para expôr a proposta de reforma tributária formulada pelo comitê.
Ainda sob o ponto de vista de Rigotto, os setores econômicos do governo temem perder o poder de controle da máquina arrecadatória e de fiscalização. "Esses setores não querem ver diminuído o poder da máquina arrecadadora e fiscalizadora concretizada nos governos", disparou o ex-governador do Rio Grande do Sul.
Rigotto afirmou que "até agora" não viu vontade política do Planalto suficiente para levar adiante a reforma tributária no Congresso. "Uma reforma só irá adiante se houver uma decisão política, pois o governo tem maioria e condições de fazer uma reforma acontecer", acrescentou Rigotto. O ex-governador, depois de lembrar atitude semelhante durante o governo Fernando Henrique Cardoso quando foi líder de governo nos dois anos primeiros da administração do tucano, disse que o Planalto não pode apenas "cumprir tabela" ao enviar uma proposta de reforma tributária ao Congresso. "A primeira previsão era é de que o projeto seria enviado ao Congresso ainda em agosto, foi adiado por duas vezes e agora ficou para o final deste mês", reclamou Rigotto.
Nos próximos dias, Rigotto vai se encontrar com o governador de Minas Gerais, o tucano Aécio Neves, de quem quer escutar a opinião sobre a proposta do comitê do CDES. "Estamos escutando os principais personagens dentro da reforma tributária, quase sempre com os governadores o ponto principal é a questão do IVA estadual", acrescentou Rigotto.
O ex-governador encontrou resistências principalmente entre aqueles que fazem previsões de prejuízos para as contas estaduais com a cobrança do IVA no destino. "Um dos estados mais atingidos seria São Paulo, mas o governador Serra (o tucano José Serra) disse que não colocaria obstáculos diante da nossa proposta, que é a cobrança do IVA-E no destino", salientou Rigotto. Ele disse ainda que a preocupação de Serra esbarra no período de transição para o fim do ICMS e a adoção do IVA-E. "Sem São Paulo esta reforma tributária não sai", finalizou Rigotto.
Gazeta Mercantil
O Palácio do Planalto não está com vontade política suficiente para vencer as barreiras impostas pela área econômica do próprio governo e aprovar uma reforma tributária no Congresso. "O governo Lula se debate hoje com o que todos os governos que o antecederam não conseguiram vencer: a resistência das áreas econômicas para com uma reforma tributária", afirmou ontem em São Paulo o ex-governador do Rio Grande do Sul, o peemedebista Germano Rigotto.
Coordenador do comitê que estuda uma proposta para a reforma tributária ligado ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) - por sua vez vinculado à Presidência da República -, o ex-governador, em seminário ontem na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em São Paulo, listou pelo menos três etapas que devem ser cumpridas pelo governo além daquelas que constam da proposta tributária. "Primeiro é preciso estabelecer um limite para a carga tributária na Constituição, para evitar o seu crescimento constante, obviamente que deve ser acompanhada de uma limitação de despesa", disse Rigotto.
O segundo ponto, ainda de acordo com o ex-governador passa pela desoneração da folha de pagamento. "O terceiro diz respeito à CPMF que precisa voltar a ser apenas fiscalizatória com alíquota menos já a partir do próximo ano", acrescentou o presidente do comitê do CDES.
O ex-governador, juntamente com outros integrantes do CDES deve se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, amanhã, para expôr a proposta de reforma tributária formulada pelo comitê.
Ainda sob o ponto de vista de Rigotto, os setores econômicos do governo temem perder o poder de controle da máquina arrecadatória e de fiscalização. "Esses setores não querem ver diminuído o poder da máquina arrecadadora e fiscalizadora concretizada nos governos", disparou o ex-governador do Rio Grande do Sul.
Rigotto afirmou que "até agora" não viu vontade política do Planalto suficiente para levar adiante a reforma tributária no Congresso. "Uma reforma só irá adiante se houver uma decisão política, pois o governo tem maioria e condições de fazer uma reforma acontecer", acrescentou Rigotto. O ex-governador, depois de lembrar atitude semelhante durante o governo Fernando Henrique Cardoso quando foi líder de governo nos dois anos primeiros da administração do tucano, disse que o Planalto não pode apenas "cumprir tabela" ao enviar uma proposta de reforma tributária ao Congresso. "A primeira previsão era é de que o projeto seria enviado ao Congresso ainda em agosto, foi adiado por duas vezes e agora ficou para o final deste mês", reclamou Rigotto.
Nos próximos dias, Rigotto vai se encontrar com o governador de Minas Gerais, o tucano Aécio Neves, de quem quer escutar a opinião sobre a proposta do comitê do CDES. "Estamos escutando os principais personagens dentro da reforma tributária, quase sempre com os governadores o ponto principal é a questão do IVA estadual", acrescentou Rigotto.
O ex-governador encontrou resistências principalmente entre aqueles que fazem previsões de prejuízos para as contas estaduais com a cobrança do IVA no destino. "Um dos estados mais atingidos seria São Paulo, mas o governador Serra (o tucano José Serra) disse que não colocaria obstáculos diante da nossa proposta, que é a cobrança do IVA-E no destino", salientou Rigotto. Ele disse ainda que a preocupação de Serra esbarra no período de transição para o fim do ICMS e a adoção do IVA-E. "Sem São Paulo esta reforma tributária não sai", finalizou Rigotto.
Marcos Seabra
Gazeta Mercantil
O Palácio do Planalto não está com vontade política suficiente para vencer as barreiras impostas pela área econômica do próprio governo e aprovar uma reforma tributária no Congresso. "O governo Lula se debate hoje com o que todos os governos que o antecederam não conseguiram vencer: a resistência das áreas econômicas para com uma reforma tributária", afirmou ontem em São Paulo o ex-governador do Rio Grande do Sul, o peemedebista Germano Rigotto.
Coordenador do comitê que estuda uma proposta para a reforma tributária ligado ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) - por sua vez vinculado à Presidência da República -, o ex-governador, em seminário ontem na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em São Paulo, listou pelo menos três etapas que devem ser cumpridas pelo governo além daquelas que constam da proposta tributária. "Primeiro é preciso estabelecer um limite para a carga tributária na Constituição, para evitar o seu crescimento constante, obviamente que deve ser acompanhada de uma limitação de despesa", disse Rigotto.
O segundo ponto, ainda de acordo com o ex-governador passa pela desoneração da folha de pagamento. "O terceiro diz respeito à CPMF que precisa voltar a ser apenas fiscalizatória com alíquota menos já a partir do próximo ano", acrescentou o presidente do comitê do CDES.
O ex-governador, juntamente com outros integrantes do CDES deve se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, amanhã, para expôr a proposta de reforma tributária formulada pelo comitê.
Ainda sob o ponto de vista de Rigotto, os setores econômicos do governo temem perder o poder de controle da máquina arrecadatória e de fiscalização. "Esses setores não querem ver diminuído o poder da máquina arrecadadora e fiscalizadora concretizada nos governos", disparou o ex-governador do Rio Grande do Sul.
Rigotto afirmou que "até agora" não viu vontade política do Planalto suficiente para levar adiante a reforma tributária no Congresso. "Uma reforma só irá adiante se houver uma decisão política, pois o governo tem maioria e condições de fazer uma reforma acontecer", acrescentou Rigotto. O ex-governador, depois de lembrar atitude semelhante durante o governo Fernando Henrique Cardoso quando foi líder de governo nos dois anos primeiros da administração do tucano, disse que o Planalto não pode apenas "cumprir tabela" ao enviar uma proposta de reforma tributária ao Congresso. "A primeira previsão era é de que o projeto seria enviado ao Congresso ainda em agosto, foi adiado por duas vezes e agora ficou para o final deste mês", reclamou Rigotto.
Nos próximos dias, Rigotto vai se encontrar com o governador de Minas Gerais, o tucano Aécio Neves, de quem quer escutar a opinião sobre a proposta do comitê do CDES. "Estamos escutando os principais personagens dentro da reforma tributária, quase sempre com os governadores o ponto principal é a questão do IVA estadual", acrescentou Rigotto.
O ex-governador encontrou resistências principalmente entre aqueles que fazem previsões de prejuízos para as contas estaduais com a cobrança do IVA no destino. "Um dos estados mais atingidos seria São Paulo, mas o governador Serra (o tucano José Serra) disse que não colocaria obstáculos diante da nossa proposta, que é a cobrança do IVA-E no destino", salientou Rigotto. Ele disse ainda que a preocupação de Serra esbarra no período de transição para o fim do ICMS e a adoção do IVA-E. "Sem São Paulo esta reforma tributária não sai", finalizou Rigotto.
Gazeta Mercantil
O Palácio do Planalto não está com vontade política suficiente para vencer as barreiras impostas pela área econômica do próprio governo e aprovar uma reforma tributária no Congresso. "O governo Lula se debate hoje com o que todos os governos que o antecederam não conseguiram vencer: a resistência das áreas econômicas para com uma reforma tributária", afirmou ontem em São Paulo o ex-governador do Rio Grande do Sul, o peemedebista Germano Rigotto.
Coordenador do comitê que estuda uma proposta para a reforma tributária ligado ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) - por sua vez vinculado à Presidência da República -, o ex-governador, em seminário ontem na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em São Paulo, listou pelo menos três etapas que devem ser cumpridas pelo governo além daquelas que constam da proposta tributária. "Primeiro é preciso estabelecer um limite para a carga tributária na Constituição, para evitar o seu crescimento constante, obviamente que deve ser acompanhada de uma limitação de despesa", disse Rigotto.
O segundo ponto, ainda de acordo com o ex-governador passa pela desoneração da folha de pagamento. "O terceiro diz respeito à CPMF que precisa voltar a ser apenas fiscalizatória com alíquota menos já a partir do próximo ano", acrescentou o presidente do comitê do CDES.
O ex-governador, juntamente com outros integrantes do CDES deve se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, amanhã, para expôr a proposta de reforma tributária formulada pelo comitê.
Ainda sob o ponto de vista de Rigotto, os setores econômicos do governo temem perder o poder de controle da máquina arrecadatória e de fiscalização. "Esses setores não querem ver diminuído o poder da máquina arrecadadora e fiscalizadora concretizada nos governos", disparou o ex-governador do Rio Grande do Sul.
Rigotto afirmou que "até agora" não viu vontade política do Planalto suficiente para levar adiante a reforma tributária no Congresso. "Uma reforma só irá adiante se houver uma decisão política, pois o governo tem maioria e condições de fazer uma reforma acontecer", acrescentou Rigotto. O ex-governador, depois de lembrar atitude semelhante durante o governo Fernando Henrique Cardoso quando foi líder de governo nos dois anos primeiros da administração do tucano, disse que o Planalto não pode apenas "cumprir tabela" ao enviar uma proposta de reforma tributária ao Congresso. "A primeira previsão era é de que o projeto seria enviado ao Congresso ainda em agosto, foi adiado por duas vezes e agora ficou para o final deste mês", reclamou Rigotto.
Nos próximos dias, Rigotto vai se encontrar com o governador de Minas Gerais, o tucano Aécio Neves, de quem quer escutar a opinião sobre a proposta do comitê do CDES. "Estamos escutando os principais personagens dentro da reforma tributária, quase sempre com os governadores o ponto principal é a questão do IVA estadual", acrescentou Rigotto.
O ex-governador encontrou resistências principalmente entre aqueles que fazem previsões de prejuízos para as contas estaduais com a cobrança do IVA no destino. "Um dos estados mais atingidos seria São Paulo, mas o governador Serra (o tucano José Serra) disse que não colocaria obstáculos diante da nossa proposta, que é a cobrança do IVA-E no destino", salientou Rigotto. Ele disse ainda que a preocupação de Serra esbarra no período de transição para o fim do ICMS e a adoção do IVA-E. "Sem São Paulo esta reforma tributária não sai", finalizou Rigotto.