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Publicado: 18/09/2007 | 09:50
Avança a negociação com Correios
Luciano Pires
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Em mais um dia de intensas negociações, a direção dos Correios e o comando de greve dos funcionários se reuniram ontem para tentar fechar um acordo e acabar com a paralisação iniciada na última quarta-feira. Houve pequenos avanços. A companhia cedeu nas chamadas cláusulas sociais, que envolvem questões como plano de saúde para dependentes, auxílio-creche e plano de carreira. A empresa, no entanto, descartou qualquer alteração na proposta econômica já apresentada à categoria e recusada pelos grevistas em assembléia.
Se os trabalhadores não suspenderem o movimento até o meio-dia de hoje a companhia promete levar o caso para a Justiça do Trabalho. Os dias parados estão sendo descontados e os Correios contrataram mão-de-obra extra para suprir a falta de pessoal. A adesão à greve, segundo Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), chega a 80%. A estatal afirma que o movimento não mobiliza mais do que 20% dos empregados.
A greve se estende por 24 estados e o Distrito Federal. Os servidores exigem 4,91% de reajuste, uma parcela fixa de R$ 200, além da recuperação das perdas salariais de 47,77%. Os Correios oferecem aumento de 3,74%, R$ 50 em janeiro de 2008, reajuste do tíquete e um abono de R$ 400. Entre as cidades mais afetadas estão Curitiba, Porto Alegre, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belém. As agências em todo o país estão funcionando, mas não oferecem produtos como o Sedex 10 e o Sedex Hoje.
Concurso pode ser anulado
O Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) quer a anulação do concurso 113/2007, da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT-DF), realizado em 24 de junho. Uma ação civil pública, ajuizada na última quinta-feira, afirma que o edital de abertura é inconstitucional por fazer diversas exigências em relação à saúde dos candidatos.
As regras exigem que os profissionais não sejam portadores de uma extensa lista de doenças. Tal cobrança, na visão do procurador regional dos Direitos do Cidadão, Wellington Divino Marques de Oliveira, é feita sem a devida fundamentação sobre os motivos de tais condições e viola princípios como os de igualdade, dignidade da pessoa humana, impessoalidade e a vedação à discriminação.
Luciano Pires
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Em mais um dia de intensas negociações, a direção dos Correios e o comando de greve dos funcionários se reuniram ontem para tentar fechar um acordo e acabar com a paralisação iniciada na última quarta-feira. Houve pequenos avanços. A companhia cedeu nas chamadas cláusulas sociais, que envolvem questões como plano de saúde para dependentes, auxílio-creche e plano de carreira. A empresa, no entanto, descartou qualquer alteração na proposta econômica já apresentada à categoria e recusada pelos grevistas em assembléia.
Se os trabalhadores não suspenderem o movimento até o meio-dia de hoje a companhia promete levar o caso para a Justiça do Trabalho. Os dias parados estão sendo descontados e os Correios contrataram mão-de-obra extra para suprir a falta de pessoal. A adesão à greve, segundo Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), chega a 80%. A estatal afirma que o movimento não mobiliza mais do que 20% dos empregados.
A greve se estende por 24 estados e o Distrito Federal. Os servidores exigem 4,91% de reajuste, uma parcela fixa de R$ 200, além da recuperação das perdas salariais de 47,77%. Os Correios oferecem aumento de 3,74%, R$ 50 em janeiro de 2008, reajuste do tíquete e um abono de R$ 400. Entre as cidades mais afetadas estão Curitiba, Porto Alegre, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belém. As agências em todo o país estão funcionando, mas não oferecem produtos como o Sedex 10 e o Sedex Hoje.
Concurso pode ser anulado
O Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) quer a anulação do concurso 113/2007, da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT-DF), realizado em 24 de junho. Uma ação civil pública, ajuizada na última quinta-feira, afirma que o edital de abertura é inconstitucional por fazer diversas exigências em relação à saúde dos candidatos.
As regras exigem que os profissionais não sejam portadores de uma extensa lista de doenças. Tal cobrança, na visão do procurador regional dos Direitos do Cidadão, Wellington Divino Marques de Oliveira, é feita sem a devida fundamentação sobre os motivos de tais condições e viola princípios como os de igualdade, dignidade da pessoa humana, impessoalidade e a vedação à discriminação.