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Publicado: 4/09/2007 | 12:16
Retomada do setor gera 25 mil empregos no Rio este ano
Jornal do Brasil
A retomada da indústria naval brasileira deve gerar 40 mil empregos diretos até o fim do ano, dos quais 25 mil no Estado do Rio, prevê o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno. De acordo com o secretário, as encomendas da Transpetro representam oportunidade para o retorno das construções no setor.
O antigo estaleiro Verolme em Angra dos Reis, que esteve parado, hoje tem 8 mil trabalhadores e mostra como é importante o planejamento da Petrobras - aponta.
O secretário disse que o Rio receberá, nos próximos anos, investimentos de R$ 110 milhões a R$ 120 milhões. No auge da construção naval, entre 1970 e 1985, eram gerados 45 mil empregos diretos.
A expectativa agora é de mais 50 mil postos de trabalho em cinco anos. Mesmo com a evolução tecnológica e a automação das indústrias, serão criados também 160 mil empregos indiretos no mesmo período.
A indústria naval tem impacto na região metropolitana, o que a torna fundamental para a economia - acrescenta.
Bueno também destacou a importância do aço nacional nos navios, que é sempre superior a 70%. E, no momento, o preço do metal está muito alto no mercado interno.
Todos os países que são grandes produtores navais dispõem de forte produção siderúrgica - disse o secretário. - O alto preço do aço nacional é um problema e os integrantes do setor estão tentando entrar em um acordo com a indústria siderúrgica.
Outro fator fundamental identificado por Bueno para o desenvolvimento naval é a capacitação tecnológica. Apenas 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é aplicado em pesquisa e desenvolvimento, enquanto na Alemanha são 2,5%; na Coréia do Sul, 3%; e no Japão, 3,2%.
A qualificação e o conhecimento adquiridos pelos trabalhadores da construção naval conferem maior competitividade aos estaleiros que detêm mão-de-obra - observa o secretário.
Bueno citou o convênio entre o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Transpetro, firmado no ano passado, no Programa de Capacitação Tecnológica para apoio à indústria de construção naval. Pelo projeto, universidades de ponta e centros de pesquisa do país estão voltados para a modernização do setor. Inicitiva esta que, para Bueno, precisa ser ampliada.
O secretário disse que a consolidação da indústria naval no Brasil também envolve o resgate da Marinha Mercante Brasileira, o fortalecimento dos armadores nacionais, a redução do frete - que custa cerca de US$ 12 bilhões/ano - e o aumento do poder de negociação sobre o valor do frete internacional.
Hoje, 95% do frete internacional brasileiro são feitos por navios - disse.
Para Bueno, a cadeia de construção naval pode integrar uma estratégia de desenvolvimento econômico, por ser uma indústria que emprega grande quantidade de trabalhores e é estimuladora da demanda de diversos segmentos, como o siderúrgico, o metalúrgico e o de máquinas e equipamentos.
Jornal do Brasil
A retomada da indústria naval brasileira deve gerar 40 mil empregos diretos até o fim do ano, dos quais 25 mil no Estado do Rio, prevê o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno. De acordo com o secretário, as encomendas da Transpetro representam oportunidade para o retorno das construções no setor.
O antigo estaleiro Verolme em Angra dos Reis, que esteve parado, hoje tem 8 mil trabalhadores e mostra como é importante o planejamento da Petrobras - aponta.
O secretário disse que o Rio receberá, nos próximos anos, investimentos de R$ 110 milhões a R$ 120 milhões. No auge da construção naval, entre 1970 e 1985, eram gerados 45 mil empregos diretos.
A expectativa agora é de mais 50 mil postos de trabalho em cinco anos. Mesmo com a evolução tecnológica e a automação das indústrias, serão criados também 160 mil empregos indiretos no mesmo período.
A indústria naval tem impacto na região metropolitana, o que a torna fundamental para a economia - acrescenta.
Bueno também destacou a importância do aço nacional nos navios, que é sempre superior a 70%. E, no momento, o preço do metal está muito alto no mercado interno.
Todos os países que são grandes produtores navais dispõem de forte produção siderúrgica - disse o secretário. - O alto preço do aço nacional é um problema e os integrantes do setor estão tentando entrar em um acordo com a indústria siderúrgica.
Outro fator fundamental identificado por Bueno para o desenvolvimento naval é a capacitação tecnológica. Apenas 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é aplicado em pesquisa e desenvolvimento, enquanto na Alemanha são 2,5%; na Coréia do Sul, 3%; e no Japão, 3,2%.
A qualificação e o conhecimento adquiridos pelos trabalhadores da construção naval conferem maior competitividade aos estaleiros que detêm mão-de-obra - observa o secretário.
Bueno citou o convênio entre o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Transpetro, firmado no ano passado, no Programa de Capacitação Tecnológica para apoio à indústria de construção naval. Pelo projeto, universidades de ponta e centros de pesquisa do país estão voltados para a modernização do setor. Inicitiva esta que, para Bueno, precisa ser ampliada.
O secretário disse que a consolidação da indústria naval no Brasil também envolve o resgate da Marinha Mercante Brasileira, o fortalecimento dos armadores nacionais, a redução do frete - que custa cerca de US$ 12 bilhões/ano - e o aumento do poder de negociação sobre o valor do frete internacional.
Hoje, 95% do frete internacional brasileiro são feitos por navios - disse.
Para Bueno, a cadeia de construção naval pode integrar uma estratégia de desenvolvimento econômico, por ser uma indústria que emprega grande quantidade de trabalhores e é estimuladora da demanda de diversos segmentos, como o siderúrgico, o metalúrgico e o de máquinas e equipamentos.