antigas Publicado: 31/08/2007 | 10:57

Governo prevê receita e despesa menores

Rivadavia Severo
Gazeta Mercantil

De acordo com o Planejamento, o gasto com pessoal vai cair de 4,8% para 4,3% do PIB.. O governo prevê uma lenta redução de suas despesas e receitas para o próximo quadriênio. De acordo com suas projeções, as despesas devem cair de 18,9% para 18,6% do PIB entre 2008 e 2011 principalmente por causa da redução de gastos de pessoal e gastos não obrigatórios do Executivo. As receitas devem cair de 24,9% para 24,7% do PIB no quadriênio e a explicação seria a expectativa de queda na arrecadação das contribuições para seguridade social, segundo estimativas do Ministério do Planejamento, que antecipou ontem os números do próximo Plano Plurianual de Investimentos (PPA), a ser entregue hoje ao Congresso junto com o orçamento 2008.
A intenção do governo é centrar os gastos em programas de inclusão social e educação e também nos projetos de infra-estrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
De acordo com o Planejamento, os gastos com pessoal vão cair de 4,8% para 4,3% do PIB e os discricionários, como os investimentos, por exemplo, de 4,5% para 3,8% do PIB. O achatamento dessas despesas do governo ocorre por causa da maturação dos grandes projetos do PAC, que acabam em 2010, e a explicação para a queda nas despesas com pessoal, segundo o Planejamento, é o esperado aumento do PIB, que deve crescer 5% no final do quadriênio, se confirmadas as projeções do governo, disse o secretário-executivo do Planejamento, Orçamento e Gestão, João Bernardo Briengl. "Mesmo com o aumento de parte dos salários do Executivo, haverá uma redução proporcional ao crescimento do PIB", disse.
O governo prevê aumento da arrecadação do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) abaixo do crescimento do PIB, cuja previsão é de 5% nos próximos quatro anos. Isso explica a expectativa de queda na arrecadação. Já o aumento na arrecadação do INSS será resultado do crescimento da massa salarial e da formalização do emprego.
O governo quer centrar seus investimentos nos programas de educação e na agenda social. De acordo com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, essas ações irão complementar os investimentos em infra-estrutura do PAC. As novidades do governo são a criação de escolas técnicas com um aporte de R$ 5,6 bilhões para o período. Na agenda social, o governo anuncia investimentos em assistência técnica para a agricultura familiar, com investimentos de R$ 1,7 bilhões e melhorias nos assentamentos. Além disso, o PAC da Juventude vai receber R$ 7,4 bilhões. Estão entre as metas prioritárias do governo o aumento das exportações até R$ 200 bilhões em 2011 e a colheita de 150 milhões de toneladas de grãos.

Rivadavia Severo
Gazeta Mercantil

De acordo com o Planejamento, o gasto com pessoal vai cair de 4,8% para 4,3% do PIB.. O governo prevê uma lenta redução de suas despesas e receitas para o próximo quadriênio. De acordo com suas projeções, as despesas devem cair de 18,9% para 18,6% do PIB entre 2008 e 2011 principalmente por causa da redução de gastos de pessoal e gastos não obrigatórios do Executivo. As receitas devem cair de 24,9% para 24,7% do PIB no quadriênio e a explicação seria a expectativa de queda na arrecadação das contribuições para seguridade social, segundo estimativas do Ministério do Planejamento, que antecipou ontem os números do próximo Plano Plurianual de Investimentos (PPA), a ser entregue hoje ao Congresso junto com o orçamento 2008.
A intenção do governo é centrar os gastos em programas de inclusão social e educação e também nos projetos de infra-estrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
De acordo com o Planejamento, os gastos com pessoal vão cair de 4,8% para 4,3% do PIB e os discricionários, como os investimentos, por exemplo, de 4,5% para 3,8% do PIB. O achatamento dessas despesas do governo ocorre por causa da maturação dos grandes projetos do PAC, que acabam em 2010, e a explicação para a queda nas despesas com pessoal, segundo o Planejamento, é o esperado aumento do PIB, que deve crescer 5% no final do quadriênio, se confirmadas as projeções do governo, disse o secretário-executivo do Planejamento, Orçamento e Gestão, João Bernardo Briengl. "Mesmo com o aumento de parte dos salários do Executivo, haverá uma redução proporcional ao crescimento do PIB", disse.
O governo prevê aumento da arrecadação do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) abaixo do crescimento do PIB, cuja previsão é de 5% nos próximos quatro anos. Isso explica a expectativa de queda na arrecadação. Já o aumento na arrecadação do INSS será resultado do crescimento da massa salarial e da formalização do emprego.
O governo quer centrar seus investimentos nos programas de educação e na agenda social. De acordo com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, essas ações irão complementar os investimentos em infra-estrutura do PAC. As novidades do governo são a criação de escolas técnicas com um aporte de R$ 5,6 bilhões para o período. Na agenda social, o governo anuncia investimentos em assistência técnica para a agricultura familiar, com investimentos de R$ 1,7 bilhões e melhorias nos assentamentos. Além disso, o PAC da Juventude vai receber R$ 7,4 bilhões. Estão entre as metas prioritárias do governo o aumento das exportações até R$ 200 bilhões em 2011 e a colheita de 150 milhões de toneladas de grãos.