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Publicado: 23/08/2007 | 12:08
CPMF só pode cair em quatro anos
Tales Farias, Claudia Dianni e Juliana Rocha
Gazeta Mercantil
Gazeta Mercantil
Em entrevista a este jornal, o ministro afirmou que nos próximos quatro anos não admite prescindir do imposto, sob pena de afetar os programas sociais e a área da saúde.[...]
Tranqüilo sobre os efeitos da mais recente crise financeira, falou das conquistas macroeconômicas que permitiram ao País cruzar a turbulência sem grande perda de capitais, e acha que o Copom não tem motivos para deixar de cortar os juros, apesar da expansão do PIB.
23 de Agosto de 2007 - Portanto, não venham me dizer que a CPMF é dinheiro jogado fora. Financia a área social do governo e é imprescindível por isso. Usamos cada centavo que o governo arrecada para investimento, programas sociais, despesas obrigatórias e para o superávit primário. Não tem nenhum centavo desperdiçado. Reduzir a CPMF significa ameaçar o equilíbrio fiscal do governo, ou ameaçar os programas sociais, reduzir os recursos para a Saúde e dos fundos de pobreza que se mostraram extremamente eficientes. O Brasil hoje é um dos poucos países que está reduzindo a pobreza e a desigualdade social. Nos Estados Unidos, na Europa, na China, ela aumenta. Isso graças ao crescimento e aos programas sociais.
Gazeta Mercantil - A redução dos tributos não é necessária?
Claro que sim. Temos que continuar reduzindo tributo no Brasil. Mas não a CPMF. Este é o tributo que mais pega sonegador. Ninguém escapa da CPMF. O sonegador escapa do Imposto de Renda, do PIS/Cofins, do IPI, mas não da CPMF. A menos que coloque o dinheiro debaixo do colchão. Se há espaço fiscal, acho mais produtivo diminuir a tributação da folha de pagamentos. Isto vai acontecer porque estou programando. É mais produtivo para a economia e para a sociedade. Não dá para desonerar todos os tributos brasileiros. Por que não desonerar o IPI, o Imposto de Renda, o ICMS? Por que escolheram desonerar a CPMF? A CPMF representa só 1% no bolso do brasileiro. Estão fazendo um cavalo de batalha, mas isso é falso. É enganar a população. Mais importante nesse momento é que o espaço fiscal hoje seja utilizado para reduzir os encargos da folha de pagamentos. Aí vai estimular a produção.
Tales Farias, Claudia Dianni e Juliana Rocha
Gazeta Mercantil
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Em entrevista a este jornal, o ministro afirmou que nos próximos quatro anos não admite prescindir do imposto, sob pena de afetar os programas sociais e a área da saúde.[...]
Tranqüilo sobre os efeitos da mais recente crise financeira, falou das conquistas macroeconômicas que permitiram ao País cruzar a turbulência sem grande perda de capitais, e acha que o Copom não tem motivos para deixar de cortar os juros, apesar da expansão do PIB.
23 de Agosto de 2007 - Portanto, não venham me dizer que a CPMF é dinheiro jogado fora. Financia a área social do governo e é imprescindível por isso. Usamos cada centavo que o governo arrecada para investimento, programas sociais, despesas obrigatórias e para o superávit primário. Não tem nenhum centavo desperdiçado. Reduzir a CPMF significa ameaçar o equilíbrio fiscal do governo, ou ameaçar os programas sociais, reduzir os recursos para a Saúde e dos fundos de pobreza que se mostraram extremamente eficientes. O Brasil hoje é um dos poucos países que está reduzindo a pobreza e a desigualdade social. Nos Estados Unidos, na Europa, na China, ela aumenta. Isso graças ao crescimento e aos programas sociais.
Gazeta Mercantil - A redução dos tributos não é necessária?
Claro que sim. Temos que continuar reduzindo tributo no Brasil. Mas não a CPMF. Este é o tributo que mais pega sonegador. Ninguém escapa da CPMF. O sonegador escapa do Imposto de Renda, do PIS/Cofins, do IPI, mas não da CPMF. A menos que coloque o dinheiro debaixo do colchão. Se há espaço fiscal, acho mais produtivo diminuir a tributação da folha de pagamentos. Isto vai acontecer porque estou programando. É mais produtivo para a economia e para a sociedade. Não dá para desonerar todos os tributos brasileiros. Por que não desonerar o IPI, o Imposto de Renda, o ICMS? Por que escolheram desonerar a CPMF? A CPMF representa só 1% no bolso do brasileiro. Estão fazendo um cavalo de batalha, mas isso é falso. É enganar a população. Mais importante nesse momento é que o espaço fiscal hoje seja utilizado para reduzir os encargos da folha de pagamentos. Aí vai estimular a produção.