antigas Publicado: 22/08/2007 | 10:51

Governador não recebe servidores

Denise de Almeida, Marcello Gazzaneo e Renato Grandelle Jornal do Brasil

A luta dos funcionários das áreas de segurança pública, educação e saúde contra o reajuste anunciado pelo governo do Estado bateu à porta do governador Sérgio Cabral. Cerca de 800 servidores marcharam, na manhã de ontem, até a entrada do Palácio Guanabara, em Laranjeiras, onde fizeram uma manifestação contra os 25% concedidos a título de aumento salarial. Não houve tumultos, mas o trânsito deu um nó, com reflexos no Túnel Santa Bárbara e até no Catumbi. A pista da Rua Pinheiro Machado, no sentido Botafogo, e o Túnel Santa Bárbara ficaram fechados por quase uma hora.

O governador Sérgio Cabral não recebeu a comissão formada por servidores das três áreas. A intenção era abrir um novo canal de diálogo com o governo para tentar modificar a forma de reajuste, uma vez que cada categoria tem propostas diferentes. O aumento de 25% anunciado pelo Estado será pago em 24 parcelas e representa um acréscimo real nos salários de 8% apenas.

Por causa falta de resposta de Cabral, os professores vão continuar em greve até sexta-feira. Amanhã, às 13h, os servidores da saúde, ensino e segurança vão fazer uma assembléia para decidir os rumos do movimento.

O governador, que não estaria no Palácio no momento da manifestação, voltou a justificar o índice de reajuste como o possível sem que o orçamento do Estado seja prejudicado.

O impacto do aumento dado sobre o caixa do Estado, em 2008, será de R$ 100 milhões. A folha salarial dos três poderes, em um ano, deve chegar a R$ 14,5 bilhões - argumentou o governador. - Temos de ter foco. Disse não a várias categorias para atender às que eu julgo essenciais e que estavam com salários vilipendiados.

Por volta das 10h, professores, servidores da saúde e do Judiciário começaram a concentrar-se no Largo do Machado para seguir em passeata até a porta do Palácio Guanabara. Os policiais civis saíram da sede da Polícia, no Centro, e caminharam pelo Túnel Santa Bárbara para encontrar-se com os outros manifestantes. Os policiais pararam os carros para pedir esmolas, com copinhos plásticos nas mãos. O inspetor Francisco Chao criticou a declaração do governador, de que poderá cortar o ponto dos grevistas.

Estamos cumprindo a lei e o Judiciário não decretou a ilegalidade da greve - reclamou Chao.

A princípio, o protesto seria só dos servidores da educação, mas acabou recebendo a adesão de outras categorias atingidas pelo pacote dos 25%. Os estudantes e os pais de alunos da rede pública também apoiaram o ato. Vera Nepomuceno, coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), acusou o governo de divulgar uma tabela de aumentos mentirosa.

Sérgio Cabral fez as contas, incluindo o valor do triênio, mas esqueceu que o professor de nível 2 ainda não recebe essa gratificação - explicou Vera.

Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos disse que o aumento de R$ 0,10 por dia é um desrespeito.

Vamos recolher esse valor de cada médico, para doar ao governo - reagiu Darze.

Denise de Almeida, Marcello Gazzaneo e Renato Grandelle Jornal do Brasil

A luta dos funcionários das áreas de segurança pública, educação e saúde contra o reajuste anunciado pelo governo do Estado bateu à porta do governador Sérgio Cabral. Cerca de 800 servidores marcharam, na manhã de ontem, até a entrada do Palácio Guanabara, em Laranjeiras, onde fizeram uma manifestação contra os 25% concedidos a título de aumento salarial. Não houve tumultos, mas o trânsito deu um nó, com reflexos no Túnel Santa Bárbara e até no Catumbi. A pista da Rua Pinheiro Machado, no sentido Botafogo, e o Túnel Santa Bárbara ficaram fechados por quase uma hora.

O governador Sérgio Cabral não recebeu a comissão formada por servidores das três áreas. A intenção era abrir um novo canal de diálogo com o governo para tentar modificar a forma de reajuste, uma vez que cada categoria tem propostas diferentes. O aumento de 25% anunciado pelo Estado será pago em 24 parcelas e representa um acréscimo real nos salários de 8% apenas.

Por causa falta de resposta de Cabral, os professores vão continuar em greve até sexta-feira. Amanhã, às 13h, os servidores da saúde, ensino e segurança vão fazer uma assembléia para decidir os rumos do movimento.

O governador, que não estaria no Palácio no momento da manifestação, voltou a justificar o índice de reajuste como o possível sem que o orçamento do Estado seja prejudicado.

O impacto do aumento dado sobre o caixa do Estado, em 2008, será de R$ 100 milhões. A folha salarial dos três poderes, em um ano, deve chegar a R$ 14,5 bilhões - argumentou o governador. - Temos de ter foco. Disse não a várias categorias para atender às que eu julgo essenciais e que estavam com salários vilipendiados.

Por volta das 10h, professores, servidores da saúde e do Judiciário começaram a concentrar-se no Largo do Machado para seguir em passeata até a porta do Palácio Guanabara. Os policiais civis saíram da sede da Polícia, no Centro, e caminharam pelo Túnel Santa Bárbara para encontrar-se com os outros manifestantes. Os policiais pararam os carros para pedir esmolas, com copinhos plásticos nas mãos. O inspetor Francisco Chao criticou a declaração do governador, de que poderá cortar o ponto dos grevistas.

Estamos cumprindo a lei e o Judiciário não decretou a ilegalidade da greve - reclamou Chao.

A princípio, o protesto seria só dos servidores da educação, mas acabou recebendo a adesão de outras categorias atingidas pelo pacote dos 25%. Os estudantes e os pais de alunos da rede pública também apoiaram o ato. Vera Nepomuceno, coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), acusou o governo de divulgar uma tabela de aumentos mentirosa.

Sérgio Cabral fez as contas, incluindo o valor do triênio, mas esqueceu que o professor de nível 2 ainda não recebe essa gratificação - explicou Vera.

Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos disse que o aumento de R$ 0,10 por dia é um desrespeito.

Vamos recolher esse valor de cada médico, para doar ao governo - reagiu Darze.