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Publicado: 21/08/2007 | 10:56
Greve teve adesão de 95% das DPs
Jornal do Brasil
O estudante universitário Othon Merçon, 24 anos, teve o cartão bancário clonado no fim de semana. Ontem, por volta das 13h, tentava fazer o registro da ocorrência na 13ª DP (Copacabana) para desbloquear a conta. Em vão. Foi aconselhado, por um policial, a voltar na quinta-feira, quando termina a paralisação de 72 horas dos policiais civis, deflagrada às 8h de ontem. De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis do Rio (Sinpol), a greve de advertência atingiu 95% das delegacias.
Estou surpreso com essa greve. Meu cartão está em débito e não tenho como recuperar o dinheiro enquanto não tiver o registro de ocorrência - contou o estudante, que veio de Vitória, no Espírito Santo, há pouco mais de um ano. - Acho que o direito à greve todos têm. Mas a polícia é um serviço essencial. Então, acho que podiam dimensionar essa greve para que mais serviços fossem atendidos.
Presidente do Sinpol, Fernando Bandeira disse que as delegacias só estão registrando prisões em flagrante e com mandado expedido pela Justiça, casos de roubos e furtos de veículos, homicídios e remoção de cadáveres. Nas delegacias, ontem, uma cartilha de greve ajudava a esclarecer a população sobre o movimento da categoria. A continuidade da greve, no entanto, praticamente foi descartada por Bandeira.
Vamos encontrar outras formas de pressionar o governo e protestar - disse o dirigente. - Não queremos um estado permanente de greve porque sabemos que não traria benefícios para ninguém, principalmente para a sociedade.
Apesar de considerar a greve um direito legítimo, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, disse ontem lamentar a opção da categoria pela paralisação. E revelou que os policiais grevistas poderão ser punidos, além de terem o ponto cortado.
Assim como punimos os grandes desvios de conduta, vamos punir também os pequenos desvios - adiantou Beltrame. - Não vamos com pactuar com o erro.
Na quinta-feira, os policiais fazem nova assembléia para avaliar o movimento.
Jornal do Brasil
O estudante universitário Othon Merçon, 24 anos, teve o cartão bancário clonado no fim de semana. Ontem, por volta das 13h, tentava fazer o registro da ocorrência na 13ª DP (Copacabana) para desbloquear a conta. Em vão. Foi aconselhado, por um policial, a voltar na quinta-feira, quando termina a paralisação de 72 horas dos policiais civis, deflagrada às 8h de ontem. De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis do Rio (Sinpol), a greve de advertência atingiu 95% das delegacias.
Estou surpreso com essa greve. Meu cartão está em débito e não tenho como recuperar o dinheiro enquanto não tiver o registro de ocorrência - contou o estudante, que veio de Vitória, no Espírito Santo, há pouco mais de um ano. - Acho que o direito à greve todos têm. Mas a polícia é um serviço essencial. Então, acho que podiam dimensionar essa greve para que mais serviços fossem atendidos.
Presidente do Sinpol, Fernando Bandeira disse que as delegacias só estão registrando prisões em flagrante e com mandado expedido pela Justiça, casos de roubos e furtos de veículos, homicídios e remoção de cadáveres. Nas delegacias, ontem, uma cartilha de greve ajudava a esclarecer a população sobre o movimento da categoria. A continuidade da greve, no entanto, praticamente foi descartada por Bandeira.
Vamos encontrar outras formas de pressionar o governo e protestar - disse o dirigente. - Não queremos um estado permanente de greve porque sabemos que não traria benefícios para ninguém, principalmente para a sociedade.
Apesar de considerar a greve um direito legítimo, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, disse ontem lamentar a opção da categoria pela paralisação. E revelou que os policiais grevistas poderão ser punidos, além de terem o ponto cortado.
Assim como punimos os grandes desvios de conduta, vamos punir também os pequenos desvios - adiantou Beltrame. - Não vamos com pactuar com o erro.
Na quinta-feira, os policiais fazem nova assembléia para avaliar o movimento.