antigas Publicado: 24/07/2007 | 10:20

Brasil tem maior taxa de aposentados da AL, diz Ipea

Rosana Hessel
Gazeta Mercantil

Na América Latina, o Brasil tem o maior índice de pagamento de aposentadorias a idosos. Isso corresponde a 87,2% da população de 65 anos ou mais. Esta taxa é o dobro da registrada pelo segundo colocado no ranking, a Costa Rica, com 36,6% do total dos idosos contemplados pela previdência social, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou ontem o relatório "Envelhecimento, pobreza e proteção social na América Latina".
Na Argentina, 68,3% da população idosa urbana tem benefícios. O estudo não inclui dados da população rural. Entre os brasileiros, essa taxa chegou a 86,1% da população urbana e a 92,7% da rural.
Uma constatação que não surpreendeu foi o fato de que a população está aumentando e vivendo mais. "Estou cansada de fazer esse tipo de constatação", comentou Ana Amélia Camarano, coordenadora de pesquisa da área de população e família e diretora de estudos macroeconômicos do Ipea. Segundo o estudo, esse crescimento deverá continuar nos próximos 40 anos em função da alta fecundidade do passado e da redução no índice de mortalidade. As mulheres vivem mais que os homens.
Camarano, em parceira com a também pesquisadora do instituto, Maria Tereza Pasinato, produziu o texto para discussão de 32 páginas divulgado ontem e que analisa aspectos demográficos e socioeconômicos de seis países latino-americanos: Argentina, Bolívia, Brasil, Costa Rica, México e Peru. A base do estudo foram os censos dos países listados e também a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Os anos de comparação, no entanto, são diferentes.
"Além do destaque na penetração da aposentadoria, o relatório revelou um outro dado novo: a aposentadoria contribui para a redução da pobreza", disse Camarano por telefone. Ela lembrou que o Brasil possui 16 milhões de idosos e 64% deles contribuem na renda familiar. De acordo com a pesquisadora, a Argentina é o país com a maior população de idosos (13,5%) entre os pesquisados pois tem características mais européias que os demais. "Eles começaram mais cedo o controle da natalidade do que os vizinhos".

Rosana Hessel
Gazeta Mercantil

Na América Latina, o Brasil tem o maior índice de pagamento de aposentadorias a idosos. Isso corresponde a 87,2% da população de 65 anos ou mais. Esta taxa é o dobro da registrada pelo segundo colocado no ranking, a Costa Rica, com 36,6% do total dos idosos contemplados pela previdência social, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou ontem o relatório "Envelhecimento, pobreza e proteção social na América Latina".
Na Argentina, 68,3% da população idosa urbana tem benefícios. O estudo não inclui dados da população rural. Entre os brasileiros, essa taxa chegou a 86,1% da população urbana e a 92,7% da rural.
Uma constatação que não surpreendeu foi o fato de que a população está aumentando e vivendo mais. "Estou cansada de fazer esse tipo de constatação", comentou Ana Amélia Camarano, coordenadora de pesquisa da área de população e família e diretora de estudos macroeconômicos do Ipea. Segundo o estudo, esse crescimento deverá continuar nos próximos 40 anos em função da alta fecundidade do passado e da redução no índice de mortalidade. As mulheres vivem mais que os homens.
Camarano, em parceira com a também pesquisadora do instituto, Maria Tereza Pasinato, produziu o texto para discussão de 32 páginas divulgado ontem e que analisa aspectos demográficos e socioeconômicos de seis países latino-americanos: Argentina, Bolívia, Brasil, Costa Rica, México e Peru. A base do estudo foram os censos dos países listados e também a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Os anos de comparação, no entanto, são diferentes.
"Além do destaque na penetração da aposentadoria, o relatório revelou um outro dado novo: a aposentadoria contribui para a redução da pobreza", disse Camarano por telefone. Ela lembrou que o Brasil possui 16 milhões de idosos e 64% deles contribuem na renda familiar. De acordo com a pesquisadora, a Argentina é o país com a maior população de idosos (13,5%) entre os pesquisados pois tem características mais européias que os demais. "Eles começaram mais cedo o controle da natalidade do que os vizinhos".