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Publicado: 23/07/2007 | 11:15
Captação da caderneta de poupança vai subir mais
Jornal do Brasil
A poupança teve seu melhor primeiro semestre desde a implantação do real. Nunca se captou tanto dinheiro como nos primeiros seis meses de 2007. E as novas regras anunciadas pelo Banco Central para o cálculo do rendimento das cadernetas tendem a intensificar esse fluxo de recursos, de acordo com a área econômica do governo.
Na primeira metade deste ano, a captação de recursos da poupança superou os resgates em R$ 8,77 bilhões. Desde 95, o melhor primeiro semestre havia sido em 97, quando R$ 4,28 bilhões líquidos haviam ido para a caderneta de poupança.
Na outra ponta, quem tem sofrido pesadas perdas de recursos são os fundos DI (que pagam taxas de juros). Neste ano, os fundos DI, que sempre foram uma referência de investimento, já tiveram resgates líquidos de R$ 12,64 bilhões, segundo dados da Anbid.
Com a queda da taxa básica da economia, a Selic (hoje em 11,5% ao ano), que serve de parâmetro para os juros no mercado, as aplicações financeiras têm rendido cada vez menos. O que o BC anunciou na quinta-feira passada é que, quando as taxas de juros recuarem mais, a poupança será menos punida, o que pode aumentar ainda mais sua atratividade em relação a outros investimentos.
Dessa forma, analistas alertam que os bancos terão de se virar para tornar vários de seus produtos mais atraentes, sob o risco de perderem aplicadores para a poupança. Uma dessas mudanças poderia ser feita com a diminuição das taxas de administração - cobradas pelas instituições financeiras quando se aplica em um fundo.
Essas taxas variam bastante, mas oscilam principalmente em uma faixa que vai de 1% a 4%. Diminuir essas taxas poderia tornar a rentabilidade final de alguns fundos mais atraente.
A caderneta de poupança é remunerada pela Taxa Referencial (TR) mais cerca de 6,1% ao ano. É no cálculo dessa TR que o BC anunciou novidades. A TR representa uma parcela da Taxa Básica Financeira ( TBF), que, por sua vez, é calculada a partir da taxa média dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs).
Até então, o governo não havia criado regras específicas para quando a TBF caísse abaixo de 11% - hoje está em 11,2%.
Segundo cálculos do matemático José Dutra Vieira Sobrinho, se não houvesse as regras novas, quando a TBF fosse de 10%, a poupança daria um rendimento médio anual de 6,70%. Com as novas regras, para uma TBF de 10%, a poupança pagará uma taxa média de 6,80% anuais - considerando um mês com 21 dias úteis.
Um outro exemplo: em um cenário de TBF a 9,25%, a poupança renderia 6,21% antes das novas regras; agora, o rendimento deve ser de 7,05%.
Jornal do Brasil
A poupança teve seu melhor primeiro semestre desde a implantação do real. Nunca se captou tanto dinheiro como nos primeiros seis meses de 2007. E as novas regras anunciadas pelo Banco Central para o cálculo do rendimento das cadernetas tendem a intensificar esse fluxo de recursos, de acordo com a área econômica do governo.
Na primeira metade deste ano, a captação de recursos da poupança superou os resgates em R$ 8,77 bilhões. Desde 95, o melhor primeiro semestre havia sido em 97, quando R$ 4,28 bilhões líquidos haviam ido para a caderneta de poupança.
Na outra ponta, quem tem sofrido pesadas perdas de recursos são os fundos DI (que pagam taxas de juros). Neste ano, os fundos DI, que sempre foram uma referência de investimento, já tiveram resgates líquidos de R$ 12,64 bilhões, segundo dados da Anbid.
Com a queda da taxa básica da economia, a Selic (hoje em 11,5% ao ano), que serve de parâmetro para os juros no mercado, as aplicações financeiras têm rendido cada vez menos. O que o BC anunciou na quinta-feira passada é que, quando as taxas de juros recuarem mais, a poupança será menos punida, o que pode aumentar ainda mais sua atratividade em relação a outros investimentos.
Dessa forma, analistas alertam que os bancos terão de se virar para tornar vários de seus produtos mais atraentes, sob o risco de perderem aplicadores para a poupança. Uma dessas mudanças poderia ser feita com a diminuição das taxas de administração - cobradas pelas instituições financeiras quando se aplica em um fundo.
Essas taxas variam bastante, mas oscilam principalmente em uma faixa que vai de 1% a 4%. Diminuir essas taxas poderia tornar a rentabilidade final de alguns fundos mais atraente.
A caderneta de poupança é remunerada pela Taxa Referencial (TR) mais cerca de 6,1% ao ano. É no cálculo dessa TR que o BC anunciou novidades. A TR representa uma parcela da Taxa Básica Financeira ( TBF), que, por sua vez, é calculada a partir da taxa média dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs).
Até então, o governo não havia criado regras específicas para quando a TBF caísse abaixo de 11% - hoje está em 11,2%.
Segundo cálculos do matemático José Dutra Vieira Sobrinho, se não houvesse as regras novas, quando a TBF fosse de 10%, a poupança daria um rendimento médio anual de 6,70%. Com as novas regras, para uma TBF de 10%, a poupança pagará uma taxa média de 6,80% anuais - considerando um mês com 21 dias úteis.
Um outro exemplo: em um cenário de TBF a 9,25%, a poupança renderia 6,21% antes das novas regras; agora, o rendimento deve ser de 7,05%.
