Manifestações em todo o país pedem o corte de juros
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Publicado: 19/07/2007 | 09:45
Empresários aprovam decisão tomada pelo Copom; sindicatos cobram "ousadia"
Folha de S. Paulo
O corte de meio ponto percentual na taxa de juros Selic, já esperado pelo mercado financeiro, é positivo, na avaliação da indústria e do comércio. Com a inflação sob controle, os empresários ressaltam que há espaço para mais reduções.
Analistas e economistas não estão tão certos, entretanto, de que esse ritmo vá continuar nas próximas reuniões do Copom porque o placar de ontem foi apertado: foram quatro votos a favor da redução de 0,5 ponto e três para a de de 0,25.
"Essa seqüência de cortes na taxa de juros demonstra que há intenção do governo em abandonar o conservadorismo e, coerente com o que tem dito, ter como meta o percentual de 10% para fechar este ano", disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Para o Ciesp (centro das indústrias paulistas), o que determinou a diminuição dos juros nesse patamar foi "o deslizamento do câmbio" para abaixo de R$ 1,90. "A contínua valorização do câmbio, ainda que não compense integralmente o aumento de preços de determinados grupos de produto, é fator importante para frear esse crescimento e tem servido a esse fim", afirmou Boris Tabacof, diretor do centro.
Na avaliação do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), a redução é "adequada" ao momento. "A decisão segue um padrão no qual o BC procura não surpreender o mercado financeiro. Por outro lado, embora possam ser aventadas possíveis ameaças ao cenário de inflação controlada que se apresenta no Brasil, ainda não há inequívoco sinal de problemas à vista para o horizonte influenciado por mudanças na taxa básica de juros no presente."
Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria), o Copom "acertadamente deu mais um passo para eliminar um dos obstáculos ao desenvolvimento do país: o alto custo de oportunidade do investimento produtivo". Mas reforçou a necessidade de reformas estruturais para promover o crescimento.
O comércio espera que os juros possam chegar ao menos a 10% ainda neste ano -a taxa está em 11,5%. "O Brasil precisa de investimentos para crescer, e eles só virão com juros em patamar civilizado. Esperamos que o ciclo draconiano do Copom esteja definitivamente encerrado e que as reduções mais vigorosas se mantenham", disse Abram Szajman, presidente da Fecomercio SP.
Para o mercado financeiro, o placar apertado da decisão eleva as chances de corte de 0,25 ponto a partir de setembro. "Entendo que os dois diretores [que votaram pelo corte de 0,25 ponto na reunião anterior] convenceram um terceiro. Se o Copom fala que vai avaliar o cenário para ver se muda, ele já se prepara para isso. Nos últimos 45 dias houve uma mudança para pior na inflação, na atividade econômica e no preço das commodities", disse José Francisco Gonçalves, do Fator.
Já as centrais sindicais pediram mais ousadia. "O corte não condiz com a pressa que os trabalhadores desempregados têm de conseguir empregos e a que os trabalhadores empregados têm de conquistar reajustes salariais mais altos", afirmou João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical.
Em alusão irônica ao Pan, a CUT afirmou que o Brasil conquistou mais uma medalha de ouro. "Ninguém tira sua condição de campeão pan-americano dos juros reais altos. Muito menos essa pequenina redução anunciada hoje, de 0,5 ponto."
O corte de meio ponto percentual na taxa de juros Selic, já esperado pelo mercado financeiro, é positivo, na avaliação da indústria e do comércio. Com a inflação sob controle, os empresários ressaltam que há espaço para mais reduções.
Analistas e economistas não estão tão certos, entretanto, de que esse ritmo vá continuar nas próximas reuniões do Copom porque o placar de ontem foi apertado: foram quatro votos a favor da redução de 0,5 ponto e três para a de de 0,25.
"Essa seqüência de cortes na taxa de juros demonstra que há intenção do governo em abandonar o conservadorismo e, coerente com o que tem dito, ter como meta o percentual de 10% para fechar este ano", disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Para o Ciesp (centro das indústrias paulistas), o que determinou a diminuição dos juros nesse patamar foi "o deslizamento do câmbio" para abaixo de R$ 1,90. "A contínua valorização do câmbio, ainda que não compense integralmente o aumento de preços de determinados grupos de produto, é fator importante para frear esse crescimento e tem servido a esse fim", afirmou Boris Tabacof, diretor do centro.
Na avaliação do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), a redução é "adequada" ao momento. "A decisão segue um padrão no qual o BC procura não surpreender o mercado financeiro. Por outro lado, embora possam ser aventadas possíveis ameaças ao cenário de inflação controlada que se apresenta no Brasil, ainda não há inequívoco sinal de problemas à vista para o horizonte influenciado por mudanças na taxa básica de juros no presente."
Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria), o Copom "acertadamente deu mais um passo para eliminar um dos obstáculos ao desenvolvimento do país: o alto custo de oportunidade do investimento produtivo". Mas reforçou a necessidade de reformas estruturais para promover o crescimento.
O comércio espera que os juros possam chegar ao menos a 10% ainda neste ano -a taxa está em 11,5%. "O Brasil precisa de investimentos para crescer, e eles só virão com juros em patamar civilizado. Esperamos que o ciclo draconiano do Copom esteja definitivamente encerrado e que as reduções mais vigorosas se mantenham", disse Abram Szajman, presidente da Fecomercio SP.
Para o mercado financeiro, o placar apertado da decisão eleva as chances de corte de 0,25 ponto a partir de setembro. "Entendo que os dois diretores [que votaram pelo corte de 0,25 ponto na reunião anterior] convenceram um terceiro. Se o Copom fala que vai avaliar o cenário para ver se muda, ele já se prepara para isso. Nos últimos 45 dias houve uma mudança para pior na inflação, na atividade econômica e no preço das commodities", disse José Francisco Gonçalves, do Fator.
Já as centrais sindicais pediram mais ousadia. "O corte não condiz com a pressa que os trabalhadores desempregados têm de conseguir empregos e a que os trabalhadores empregados têm de conquistar reajustes salariais mais altos", afirmou João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical.
Em alusão irônica ao Pan, a CUT afirmou que o Brasil conquistou mais uma medalha de ouro. "Ninguém tira sua condição de campeão pan-americano dos juros reais altos. Muito menos essa pequenina redução anunciada hoje, de 0,5 ponto."
Folha de S. Paulo
O corte de meio ponto percentual na taxa de juros Selic, já esperado pelo mercado financeiro, é positivo, na avaliação da indústria e do comércio. Com a inflação sob controle, os empresários ressaltam que há espaço para mais reduções.
Analistas e economistas não estão tão certos, entretanto, de que esse ritmo vá continuar nas próximas reuniões do Copom porque o placar de ontem foi apertado: foram quatro votos a favor da redução de 0,5 ponto e três para a de de 0,25.
"Essa seqüência de cortes na taxa de juros demonstra que há intenção do governo em abandonar o conservadorismo e, coerente com o que tem dito, ter como meta o percentual de 10% para fechar este ano", disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Para o Ciesp (centro das indústrias paulistas), o que determinou a diminuição dos juros nesse patamar foi "o deslizamento do câmbio" para abaixo de R$ 1,90. "A contínua valorização do câmbio, ainda que não compense integralmente o aumento de preços de determinados grupos de produto, é fator importante para frear esse crescimento e tem servido a esse fim", afirmou Boris Tabacof, diretor do centro.
Na avaliação do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), a redução é "adequada" ao momento. "A decisão segue um padrão no qual o BC procura não surpreender o mercado financeiro. Por outro lado, embora possam ser aventadas possíveis ameaças ao cenário de inflação controlada que se apresenta no Brasil, ainda não há inequívoco sinal de problemas à vista para o horizonte influenciado por mudanças na taxa básica de juros no presente."
Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria), o Copom "acertadamente deu mais um passo para eliminar um dos obstáculos ao desenvolvimento do país: o alto custo de oportunidade do investimento produtivo". Mas reforçou a necessidade de reformas estruturais para promover o crescimento.
O comércio espera que os juros possam chegar ao menos a 10% ainda neste ano -a taxa está em 11,5%. "O Brasil precisa de investimentos para crescer, e eles só virão com juros em patamar civilizado. Esperamos que o ciclo draconiano do Copom esteja definitivamente encerrado e que as reduções mais vigorosas se mantenham", disse Abram Szajman, presidente da Fecomercio SP.
Para o mercado financeiro, o placar apertado da decisão eleva as chances de corte de 0,25 ponto a partir de setembro. "Entendo que os dois diretores [que votaram pelo corte de 0,25 ponto na reunião anterior] convenceram um terceiro. Se o Copom fala que vai avaliar o cenário para ver se muda, ele já se prepara para isso. Nos últimos 45 dias houve uma mudança para pior na inflação, na atividade econômica e no preço das commodities", disse José Francisco Gonçalves, do Fator.
Já as centrais sindicais pediram mais ousadia. "O corte não condiz com a pressa que os trabalhadores desempregados têm de conseguir empregos e a que os trabalhadores empregados têm de conquistar reajustes salariais mais altos", afirmou João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical.
Em alusão irônica ao Pan, a CUT afirmou que o Brasil conquistou mais uma medalha de ouro. "Ninguém tira sua condição de campeão pan-americano dos juros reais altos. Muito menos essa pequenina redução anunciada hoje, de 0,5 ponto."
O corte de meio ponto percentual na taxa de juros Selic, já esperado pelo mercado financeiro, é positivo, na avaliação da indústria e do comércio. Com a inflação sob controle, os empresários ressaltam que há espaço para mais reduções.
Analistas e economistas não estão tão certos, entretanto, de que esse ritmo vá continuar nas próximas reuniões do Copom porque o placar de ontem foi apertado: foram quatro votos a favor da redução de 0,5 ponto e três para a de de 0,25.
"Essa seqüência de cortes na taxa de juros demonstra que há intenção do governo em abandonar o conservadorismo e, coerente com o que tem dito, ter como meta o percentual de 10% para fechar este ano", disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Para o Ciesp (centro das indústrias paulistas), o que determinou a diminuição dos juros nesse patamar foi "o deslizamento do câmbio" para abaixo de R$ 1,90. "A contínua valorização do câmbio, ainda que não compense integralmente o aumento de preços de determinados grupos de produto, é fator importante para frear esse crescimento e tem servido a esse fim", afirmou Boris Tabacof, diretor do centro.
Na avaliação do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), a redução é "adequada" ao momento. "A decisão segue um padrão no qual o BC procura não surpreender o mercado financeiro. Por outro lado, embora possam ser aventadas possíveis ameaças ao cenário de inflação controlada que se apresenta no Brasil, ainda não há inequívoco sinal de problemas à vista para o horizonte influenciado por mudanças na taxa básica de juros no presente."
Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria), o Copom "acertadamente deu mais um passo para eliminar um dos obstáculos ao desenvolvimento do país: o alto custo de oportunidade do investimento produtivo". Mas reforçou a necessidade de reformas estruturais para promover o crescimento.
O comércio espera que os juros possam chegar ao menos a 10% ainda neste ano -a taxa está em 11,5%. "O Brasil precisa de investimentos para crescer, e eles só virão com juros em patamar civilizado. Esperamos que o ciclo draconiano do Copom esteja definitivamente encerrado e que as reduções mais vigorosas se mantenham", disse Abram Szajman, presidente da Fecomercio SP.
Para o mercado financeiro, o placar apertado da decisão eleva as chances de corte de 0,25 ponto a partir de setembro. "Entendo que os dois diretores [que votaram pelo corte de 0,25 ponto na reunião anterior] convenceram um terceiro. Se o Copom fala que vai avaliar o cenário para ver se muda, ele já se prepara para isso. Nos últimos 45 dias houve uma mudança para pior na inflação, na atividade econômica e no preço das commodities", disse José Francisco Gonçalves, do Fator.
Já as centrais sindicais pediram mais ousadia. "O corte não condiz com a pressa que os trabalhadores desempregados têm de conseguir empregos e a que os trabalhadores empregados têm de conquistar reajustes salariais mais altos", afirmou João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical.
Em alusão irônica ao Pan, a CUT afirmou que o Brasil conquistou mais uma medalha de ouro. "Ninguém tira sua condição de campeão pan-americano dos juros reais altos. Muito menos essa pequenina redução anunciada hoje, de 0,5 ponto."