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Publicado: 16/07/2007 | 08:49
Novatos, mas influentes
Leonel Rocha
Correio Braziliense
Correio Braziliense
CONGRESSO
Levantamento do Diap sobre os 100 “cabeças” do Parlamento inclui 23 deputados ou senadores que estão em primeiro mandato
Em apenas cinco meses de atuação nesta legislatura, uma bancada de parlamentares se destaca: a dos novatos. Segundo levantamento anual do Departamento Intersindical de Asssessoria Parlamentar (Diap), dos 100 “cabeças” do Legislativo, 23 estão no primeiro mandato. É um número inédito, já que a experiência era o principal critério para ser escolhido integrante da elite parlamentar. Destes novatos, 16 são senadores e sete deputados. Entre eles, um grupo de oito parlamentares se destacou na articulação, organização, formulação e debates no Parlamento. Apesar de novos nos cargos que ocupam, esses políticos têm experiência no Executivo federal e estadual, nas assembléias legislativas, no Judiciário e na iniciativa privada (veja quadro ao lado).
Entre os oito novatos mais influentes na Câmara e Senado, predominam os governistas. É o caso dos deputados Ciro Gomes (PSB-CE), Cândido Vaccarezza (PT-SP), Flávio Dino (PCdoB-MA), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), e do senador Renato Casagrande (PSB-ES). Entre os oposicionistas estão os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Kátia Abreu (DEM-TO), além do deputado tucano Paulo Renato de Souza (PSDB-SP). A mesma proporção se repete entre os 100 mais importantes congressistas. De acordo com o Diap, neste primeiro ano da 53ª Legislatura, a maior parte dos parlamentares, apesar de estreantes, desponta com desenvoltura de veteranos ocupando o espaço de quem já enfrentou mais de uma eleição vitoriosa. O Diap identificou 21 parlamentares em segundo mandato — 15 deputados e seis senadores. Com três mandatos no Legislativo há outros 21 congressistas — 17 deputados e quatro senadores.
Os mais antigos no Congresso estão perdendo espaço para os novatos. Entre os veteranos com mais de quatro eleições estão 21 deputados e apenas um senador. Com duas décadas de Congresso foi contabilizado um pequeno grupo com sete deputados. Com seis e nove mandatos há, respectivamente, três e dois congressistas. No décimo mandato há apenas um deputado — Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), eleito pela primeira vez em 1970 — e nenhum, senador. “As várias crises políticas que atingiram o Legislativo provocaram uma renovação também na elite do Congresso”, analisa o diretor técnico do Diap, Antônio Augusto de Queiroz . Nas últimas eleições, a renovação de deputados foi de 43%.
Renovação
Os dois partidos com maior número de parlamentares na elite são o PT, partido do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (SP), e o PMDB, que tem a maior bancada no Congresso. O PSDB, o maior partido da oposição, está empatado em terceiro lugar no ranking de parlamentares influentes com o PMDB, que tem a maior bancada. Segundo o levantamento do Diap, os partidos da base de sustentação do Palácio do Planalto — PT, PMDB, PP, PTB, PR, PCdoB e PSB — reúnem 62% da elite do Congresso.
Proporcionalmente, o Senado tem maior participação na lista dos 100 “cabeças” do Congresso. A representação dos senadores na composição do Congresso é de 13,64% . Mas na elite do Legislativo a participação dos senadores é 27%.
QUEM É QUEM
Confira alguns dos “novatos” que estão na lista dos influentes
Ciro Gomes (PSB-CE)
Mesmo sem cargo na bancada ou na Câmara, passou a ser referência no Congresso. A experiência de ministro do governo Lula, ex-governador do Ceará e ex-prefeito de Fortaleza o levou a ser um dos principais articuladores da Câmara.
Flávio Dino (PCdoB-MA)
Ex-magistrado, é um dos principais destaques na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara(CCJ). Revelou-se um jurista competente. Foi um dos principais negociadores para tentar salvar uma parte da reforma política.
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
Ex-deputado distrital e um dos principais assessores do Ministério de Ciência e Tecnologia no primeiro governo Lula, foi escolhido vice-líder da sua bancada. É presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público.
Cândido Vaccarezza (PT-SP)
Antes de tomar posse em fevereiro, passou a ser o principal coordenador e articulador da campanha de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à Presidência da Câmara. Não tem cargo de direção, mas hoje é um dos principais articuladores do PT.
Paulo Renato de Souza (PSDB-SP)
Ministro da Educação do governo Fernando Henrique Cardoso, no Congresso é a voz mais credenciada do ex-presidente. Se destacou como articulador da oposição com trânsito e credibilidade entre os governistas.
Kátia Abreu (DEM-TO)
A senadora rapidamente passou a ser a principal interlocutora do agronegócio no Congresso, superando a influência de Ronaldo Caiado (DEM-GO) e de Abelardo Lupion (DEM-PR). Para colegas, tem consistência técnica e é atuante
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
Ex-deputado e ex-governador, chegou ao Senado pela primeira vez e já teve coragem de dizer que a Casa estava “fedendo” por conta do caso Renan Calheiros. Não poupa críticas ao presidente Lula, embora seu partido integre a coalizão governista.
Renato Casagrande (PSB-ES)
O ex-deputado socialista, com atuação mediana na Câmara, ganhou asas com sua atuação no Senado. Passou a ser um dos esteios da fiscalização do Executivo e nas críticas ao próprio Parlamento. É um dos relatores do processo contra Renan.
O ex-deputado socialista, com atuação mediana na Câmara, ganhou asas com sua atuação no Senado. Passou a ser um dos esteios da fiscalização do Executivo e nas críticas ao próprio Parlamento. É um dos relatores do processo contra Renan.
Leonel Rocha
Correio Braziliense
Correio Braziliense
CONGRESSO
Levantamento do Diap sobre os 100 “cabeças” do Parlamento inclui 23 deputados ou senadores que estão em primeiro mandato
Em apenas cinco meses de atuação nesta legislatura, uma bancada de parlamentares se destaca: a dos novatos. Segundo levantamento anual do Departamento Intersindical de Asssessoria Parlamentar (Diap), dos 100 “cabeças” do Legislativo, 23 estão no primeiro mandato. É um número inédito, já que a experiência era o principal critério para ser escolhido integrante da elite parlamentar. Destes novatos, 16 são senadores e sete deputados. Entre eles, um grupo de oito parlamentares se destacou na articulação, organização, formulação e debates no Parlamento. Apesar de novos nos cargos que ocupam, esses políticos têm experiência no Executivo federal e estadual, nas assembléias legislativas, no Judiciário e na iniciativa privada (veja quadro ao lado).
Entre os oito novatos mais influentes na Câmara e Senado, predominam os governistas. É o caso dos deputados Ciro Gomes (PSB-CE), Cândido Vaccarezza (PT-SP), Flávio Dino (PCdoB-MA), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), e do senador Renato Casagrande (PSB-ES). Entre os oposicionistas estão os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Kátia Abreu (DEM-TO), além do deputado tucano Paulo Renato de Souza (PSDB-SP). A mesma proporção se repete entre os 100 mais importantes congressistas. De acordo com o Diap, neste primeiro ano da 53ª Legislatura, a maior parte dos parlamentares, apesar de estreantes, desponta com desenvoltura de veteranos ocupando o espaço de quem já enfrentou mais de uma eleição vitoriosa. O Diap identificou 21 parlamentares em segundo mandato — 15 deputados e seis senadores. Com três mandatos no Legislativo há outros 21 congressistas — 17 deputados e quatro senadores.
Os mais antigos no Congresso estão perdendo espaço para os novatos. Entre os veteranos com mais de quatro eleições estão 21 deputados e apenas um senador. Com duas décadas de Congresso foi contabilizado um pequeno grupo com sete deputados. Com seis e nove mandatos há, respectivamente, três e dois congressistas. No décimo mandato há apenas um deputado — Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), eleito pela primeira vez em 1970 — e nenhum, senador. “As várias crises políticas que atingiram o Legislativo provocaram uma renovação também na elite do Congresso”, analisa o diretor técnico do Diap, Antônio Augusto de Queiroz . Nas últimas eleições, a renovação de deputados foi de 43%.
Renovação
Os dois partidos com maior número de parlamentares na elite são o PT, partido do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (SP), e o PMDB, que tem a maior bancada no Congresso. O PSDB, o maior partido da oposição, está empatado em terceiro lugar no ranking de parlamentares influentes com o PMDB, que tem a maior bancada. Segundo o levantamento do Diap, os partidos da base de sustentação do Palácio do Planalto — PT, PMDB, PP, PTB, PR, PCdoB e PSB — reúnem 62% da elite do Congresso.
Proporcionalmente, o Senado tem maior participação na lista dos 100 “cabeças” do Congresso. A representação dos senadores na composição do Congresso é de 13,64% . Mas na elite do Legislativo a participação dos senadores é 27%.
QUEM É QUEM
Confira alguns dos “novatos” que estão na lista dos influentes
Ciro Gomes (PSB-CE)
Mesmo sem cargo na bancada ou na Câmara, passou a ser referência no Congresso. A experiência de ministro do governo Lula, ex-governador do Ceará e ex-prefeito de Fortaleza o levou a ser um dos principais articuladores da Câmara.
Flávio Dino (PCdoB-MA)
Ex-magistrado, é um dos principais destaques na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara(CCJ). Revelou-se um jurista competente. Foi um dos principais negociadores para tentar salvar uma parte da reforma política.
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
Ex-deputado distrital e um dos principais assessores do Ministério de Ciência e Tecnologia no primeiro governo Lula, foi escolhido vice-líder da sua bancada. É presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público.
Cândido Vaccarezza (PT-SP)
Antes de tomar posse em fevereiro, passou a ser o principal coordenador e articulador da campanha de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à Presidência da Câmara. Não tem cargo de direção, mas hoje é um dos principais articuladores do PT.
Paulo Renato de Souza (PSDB-SP)
Ministro da Educação do governo Fernando Henrique Cardoso, no Congresso é a voz mais credenciada do ex-presidente. Se destacou como articulador da oposição com trânsito e credibilidade entre os governistas.
Kátia Abreu (DEM-TO)
A senadora rapidamente passou a ser a principal interlocutora do agronegócio no Congresso, superando a influência de Ronaldo Caiado (DEM-GO) e de Abelardo Lupion (DEM-PR). Para colegas, tem consistência técnica e é atuante
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
Ex-deputado e ex-governador, chegou ao Senado pela primeira vez e já teve coragem de dizer que a Casa estava “fedendo” por conta do caso Renan Calheiros. Não poupa críticas ao presidente Lula, embora seu partido integre a coalizão governista.
Renato Casagrande (PSB-ES)
O ex-deputado socialista, com atuação mediana na Câmara, ganhou asas com sua atuação no Senado. Passou a ser um dos esteios da fiscalização do Executivo e nas críticas ao próprio Parlamento. É um dos relatores do processo contra Renan.
O ex-deputado socialista, com atuação mediana na Câmara, ganhou asas com sua atuação no Senado. Passou a ser um dos esteios da fiscalização do Executivo e nas críticas ao próprio Parlamento. É um dos relatores do processo contra Renan.