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Publicado: 12/07/2007 | 11:25
Mantega discute centro da meta hoje no Congresso
Juliana Rocha
Gazeta Mercantil
Ministro diz que não considera descartar atual sistema para adotar bandas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tentou encerrar ontem a discussão sobre a meta de inflação, que se arrasta desde a última reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), no mês passado. Mas hoje mesmo terá que retomar o assunto, alvo de discussões na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Ele garantiu que não considera descartar o sistema de metas para adotar o mecanismo que admite a oscilação da inflação entre bandas previamente fixadas.
Em seguida, porém, Mantega entrou em contradição ao dizer que o Banco Central mira o centro da meta, mas busca a menor inflação possível. O centro da meta para os próximos dois anos é de 4,5%, mas a expectativa do mercado financeiro é de que os preços subam até 4%. Depois da reunião do CMN, o governo admitiu que, apesar de ter fixado a meta em 4,5%, poderia perseguir inflação de 4% até 2009.
O ministro recusou as críticas do mercado financeiro, segundo as quais a dupla informação teria gerado confusão. De acordo com o ministro, as taxas dos títulos de longo prazo caíram nos dias seguintes à reunião. O DI 2010, por exemplo, estava cotado em 10,79% em 25 de junho, dia anterior à reunião, e caiu para 10,78% em 26 de junho. Ontem, fechou a 10,70%. "Depois do CMN, houve oscilação favorável, ou seja, reduziram as taxas dos nossos títulos".
O economista-chefe do Unibanco Asset Management, Alexandre Mathias, disse que os títulos atrelados à inflação, como os NTN-B, papéis indexados ao IPCA, estão em alta, o que mostra expectativas piores sobre os preços desde a última reunião do CMN. Ele também afirma que os títulos DI não são a melhor referência, porque indicam os juros, mas não a expectativa de inflação e os juros reais para os próximos anos. Segundo ele, a expectativa de inflação para 2010 subiu de 3,3%, em maio, para 3,8% em junho.
Para chegar a essa conclusão, o economista utiliza a relação entre o DI 2010 e a NTN-B 2010. Segundo ele, essa relação representa a expectativa de inflação do mercado. Em janeiro, a expectativa de inflação implícita nos papéis de longo prazo era de 4,10%. Seguiu em queda até maio, para 3,30% e voltou a subir quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não abriria mão da meta de inflação de 4,5%, o que foi ratificado pelo CMN.
"As expectativas de inflação se moveram para cima", garante Mathias. "Mas é melhor encerrar essa discussão. A decisão de fixar a meta de inflação em 4,5% foi um equívoco, mas não tem porque estender ainda mais uma discussão que só gera ruído. Quanto mais se discute, mais obscuro fica."
O mercado financeiro avalia que o CMN errou ao divulgar a meta de 4,5%, com a ressalva de que a autoridade monetária vai perseguir a inflação de 4%. Para a maioria dos analistas, os integrantes do CMN não deixaram claro qual é o verdadeiro alvo do Banco Central, que vai calibrar a política de juros dos próximos anos. Esta confusão mexe com as expectativas das instituições financeiras, que são justamente o objetivo da divulgação clara da meta de inflação.
"Não muda nada no sistema de metas de inflação. O Banco Central continua mirando o centro da meta, como tem feito nos últimos anos. A política monetária é a mesma, o BC é o mesmo e nós vamos continuar combatendo a inflação, buscando a menor inflação possível", concluiu.
kicker: Expectativa de inflação para 2010 subiu de 3,3%, em maio, para 3,8%, em junho, segundo economista do Unibanco.
Gazeta Mercantil
Ministro diz que não considera descartar atual sistema para adotar bandas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tentou encerrar ontem a discussão sobre a meta de inflação, que se arrasta desde a última reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), no mês passado. Mas hoje mesmo terá que retomar o assunto, alvo de discussões na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Ele garantiu que não considera descartar o sistema de metas para adotar o mecanismo que admite a oscilação da inflação entre bandas previamente fixadas.
Em seguida, porém, Mantega entrou em contradição ao dizer que o Banco Central mira o centro da meta, mas busca a menor inflação possível. O centro da meta para os próximos dois anos é de 4,5%, mas a expectativa do mercado financeiro é de que os preços subam até 4%. Depois da reunião do CMN, o governo admitiu que, apesar de ter fixado a meta em 4,5%, poderia perseguir inflação de 4% até 2009.
O ministro recusou as críticas do mercado financeiro, segundo as quais a dupla informação teria gerado confusão. De acordo com o ministro, as taxas dos títulos de longo prazo caíram nos dias seguintes à reunião. O DI 2010, por exemplo, estava cotado em 10,79% em 25 de junho, dia anterior à reunião, e caiu para 10,78% em 26 de junho. Ontem, fechou a 10,70%. "Depois do CMN, houve oscilação favorável, ou seja, reduziram as taxas dos nossos títulos".
O economista-chefe do Unibanco Asset Management, Alexandre Mathias, disse que os títulos atrelados à inflação, como os NTN-B, papéis indexados ao IPCA, estão em alta, o que mostra expectativas piores sobre os preços desde a última reunião do CMN. Ele também afirma que os títulos DI não são a melhor referência, porque indicam os juros, mas não a expectativa de inflação e os juros reais para os próximos anos. Segundo ele, a expectativa de inflação para 2010 subiu de 3,3%, em maio, para 3,8% em junho.
Para chegar a essa conclusão, o economista utiliza a relação entre o DI 2010 e a NTN-B 2010. Segundo ele, essa relação representa a expectativa de inflação do mercado. Em janeiro, a expectativa de inflação implícita nos papéis de longo prazo era de 4,10%. Seguiu em queda até maio, para 3,30% e voltou a subir quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não abriria mão da meta de inflação de 4,5%, o que foi ratificado pelo CMN.
"As expectativas de inflação se moveram para cima", garante Mathias. "Mas é melhor encerrar essa discussão. A decisão de fixar a meta de inflação em 4,5% foi um equívoco, mas não tem porque estender ainda mais uma discussão que só gera ruído. Quanto mais se discute, mais obscuro fica."
O mercado financeiro avalia que o CMN errou ao divulgar a meta de 4,5%, com a ressalva de que a autoridade monetária vai perseguir a inflação de 4%. Para a maioria dos analistas, os integrantes do CMN não deixaram claro qual é o verdadeiro alvo do Banco Central, que vai calibrar a política de juros dos próximos anos. Esta confusão mexe com as expectativas das instituições financeiras, que são justamente o objetivo da divulgação clara da meta de inflação.
"Não muda nada no sistema de metas de inflação. O Banco Central continua mirando o centro da meta, como tem feito nos últimos anos. A política monetária é a mesma, o BC é o mesmo e nós vamos continuar combatendo a inflação, buscando a menor inflação possível", concluiu.
kicker: Expectativa de inflação para 2010 subiu de 3,3%, em maio, para 3,8%, em junho, segundo economista do Unibanco.
Juliana Rocha
Gazeta Mercantil
Ministro diz que não considera descartar atual sistema para adotar bandas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tentou encerrar ontem a discussão sobre a meta de inflação, que se arrasta desde a última reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), no mês passado. Mas hoje mesmo terá que retomar o assunto, alvo de discussões na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Ele garantiu que não considera descartar o sistema de metas para adotar o mecanismo que admite a oscilação da inflação entre bandas previamente fixadas.
Em seguida, porém, Mantega entrou em contradição ao dizer que o Banco Central mira o centro da meta, mas busca a menor inflação possível. O centro da meta para os próximos dois anos é de 4,5%, mas a expectativa do mercado financeiro é de que os preços subam até 4%. Depois da reunião do CMN, o governo admitiu que, apesar de ter fixado a meta em 4,5%, poderia perseguir inflação de 4% até 2009.
O ministro recusou as críticas do mercado financeiro, segundo as quais a dupla informação teria gerado confusão. De acordo com o ministro, as taxas dos títulos de longo prazo caíram nos dias seguintes à reunião. O DI 2010, por exemplo, estava cotado em 10,79% em 25 de junho, dia anterior à reunião, e caiu para 10,78% em 26 de junho. Ontem, fechou a 10,70%. "Depois do CMN, houve oscilação favorável, ou seja, reduziram as taxas dos nossos títulos".
O economista-chefe do Unibanco Asset Management, Alexandre Mathias, disse que os títulos atrelados à inflação, como os NTN-B, papéis indexados ao IPCA, estão em alta, o que mostra expectativas piores sobre os preços desde a última reunião do CMN. Ele também afirma que os títulos DI não são a melhor referência, porque indicam os juros, mas não a expectativa de inflação e os juros reais para os próximos anos. Segundo ele, a expectativa de inflação para 2010 subiu de 3,3%, em maio, para 3,8% em junho.
Para chegar a essa conclusão, o economista utiliza a relação entre o DI 2010 e a NTN-B 2010. Segundo ele, essa relação representa a expectativa de inflação do mercado. Em janeiro, a expectativa de inflação implícita nos papéis de longo prazo era de 4,10%. Seguiu em queda até maio, para 3,30% e voltou a subir quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não abriria mão da meta de inflação de 4,5%, o que foi ratificado pelo CMN.
"As expectativas de inflação se moveram para cima", garante Mathias. "Mas é melhor encerrar essa discussão. A decisão de fixar a meta de inflação em 4,5% foi um equívoco, mas não tem porque estender ainda mais uma discussão que só gera ruído. Quanto mais se discute, mais obscuro fica."
O mercado financeiro avalia que o CMN errou ao divulgar a meta de 4,5%, com a ressalva de que a autoridade monetária vai perseguir a inflação de 4%. Para a maioria dos analistas, os integrantes do CMN não deixaram claro qual é o verdadeiro alvo do Banco Central, que vai calibrar a política de juros dos próximos anos. Esta confusão mexe com as expectativas das instituições financeiras, que são justamente o objetivo da divulgação clara da meta de inflação.
"Não muda nada no sistema de metas de inflação. O Banco Central continua mirando o centro da meta, como tem feito nos últimos anos. A política monetária é a mesma, o BC é o mesmo e nós vamos continuar combatendo a inflação, buscando a menor inflação possível", concluiu.
kicker: Expectativa de inflação para 2010 subiu de 3,3%, em maio, para 3,8%, em junho, segundo economista do Unibanco.
Gazeta Mercantil
Ministro diz que não considera descartar atual sistema para adotar bandas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tentou encerrar ontem a discussão sobre a meta de inflação, que se arrasta desde a última reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), no mês passado. Mas hoje mesmo terá que retomar o assunto, alvo de discussões na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Ele garantiu que não considera descartar o sistema de metas para adotar o mecanismo que admite a oscilação da inflação entre bandas previamente fixadas.
Em seguida, porém, Mantega entrou em contradição ao dizer que o Banco Central mira o centro da meta, mas busca a menor inflação possível. O centro da meta para os próximos dois anos é de 4,5%, mas a expectativa do mercado financeiro é de que os preços subam até 4%. Depois da reunião do CMN, o governo admitiu que, apesar de ter fixado a meta em 4,5%, poderia perseguir inflação de 4% até 2009.
O ministro recusou as críticas do mercado financeiro, segundo as quais a dupla informação teria gerado confusão. De acordo com o ministro, as taxas dos títulos de longo prazo caíram nos dias seguintes à reunião. O DI 2010, por exemplo, estava cotado em 10,79% em 25 de junho, dia anterior à reunião, e caiu para 10,78% em 26 de junho. Ontem, fechou a 10,70%. "Depois do CMN, houve oscilação favorável, ou seja, reduziram as taxas dos nossos títulos".
O economista-chefe do Unibanco Asset Management, Alexandre Mathias, disse que os títulos atrelados à inflação, como os NTN-B, papéis indexados ao IPCA, estão em alta, o que mostra expectativas piores sobre os preços desde a última reunião do CMN. Ele também afirma que os títulos DI não são a melhor referência, porque indicam os juros, mas não a expectativa de inflação e os juros reais para os próximos anos. Segundo ele, a expectativa de inflação para 2010 subiu de 3,3%, em maio, para 3,8% em junho.
Para chegar a essa conclusão, o economista utiliza a relação entre o DI 2010 e a NTN-B 2010. Segundo ele, essa relação representa a expectativa de inflação do mercado. Em janeiro, a expectativa de inflação implícita nos papéis de longo prazo era de 4,10%. Seguiu em queda até maio, para 3,30% e voltou a subir quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não abriria mão da meta de inflação de 4,5%, o que foi ratificado pelo CMN.
"As expectativas de inflação se moveram para cima", garante Mathias. "Mas é melhor encerrar essa discussão. A decisão de fixar a meta de inflação em 4,5% foi um equívoco, mas não tem porque estender ainda mais uma discussão que só gera ruído. Quanto mais se discute, mais obscuro fica."
O mercado financeiro avalia que o CMN errou ao divulgar a meta de 4,5%, com a ressalva de que a autoridade monetária vai perseguir a inflação de 4%. Para a maioria dos analistas, os integrantes do CMN não deixaram claro qual é o verdadeiro alvo do Banco Central, que vai calibrar a política de juros dos próximos anos. Esta confusão mexe com as expectativas das instituições financeiras, que são justamente o objetivo da divulgação clara da meta de inflação.
"Não muda nada no sistema de metas de inflação. O Banco Central continua mirando o centro da meta, como tem feito nos últimos anos. A política monetária é a mesma, o BC é o mesmo e nós vamos continuar combatendo a inflação, buscando a menor inflação possível", concluiu.
kicker: Expectativa de inflação para 2010 subiu de 3,3%, em maio, para 3,8%, em junho, segundo economista do Unibanco.