Publicado: 2/07/2007 | 15:11
NEPOTISMO GERA POLÊMICA NO VALE DO AÇO
O emprego de parentes e “camaradas” pela porta dos fundos tem sido uma prática recorrente nas câmaras e administrações municipais do Estado.Legenda da foto: Túlio Araújo e Daniel Camargos, advogados do Departamento Jurídico da FESEMPRE.
E, infelizmente, na Região Metropolitana do Vale do Aço não é diferente. Em cidades como Ipatinga e Timóteo o fato é comum e não ocorre isoladamente, apenas com determinados vereadores. Seguramente, pode-se dizer que são exceções aqueles que não o praticam.
Enraizada na cultura brasileira, a extinção do nepotismo ainda depende da boa vontade dos agentes políticos, justamente os mais devotos do empreguismo, para chegar ao fim. Segundo Túlio Marcos, assessor jurídico da FESEMPRE, a Constituição já proíbe, em tese, a prática. “Ela regulamenta a ocupação das vagas por meio de concurso, ressalvadas restritas situações, como no caso dos cargos de confiança. Essa discussão não é de hoje e há muito tempo o princípio da moralidade é uma norma de conduta para a administração pública”, destaca ele.
Como frisado anteriormente, a FESEMPRE considera que tal prática, se não for limitada, prejudica os servidores de carreira. Daniel Camargos, assessor jurídico da FESEMPRE, acredita que o problema está nas diferentes interpretações da lei. "O veto na lei se restringe a legislações específicas, regimentos internos, como no caso do Conselho Nacional de Justiça, que proíbe nepotismo no judiciário. As leis auxiliam, são o primeiro passo para implementar a ética no serviço público. Mas, por enquanto, o que fica para o senso comum, é a idéia de beneficiamento pelo companheirismo ou parentesco”, avalia o advogado.