Publicado: 4/06/2007 | 15:10

SINSERPU LUTA POR REAJUSTE DIGNO

Servidores de Juiz de Fora enfrentam longa luta por melhores salários. Depois dos professores municipais, foi a vez das outras categorias protestarem

 

O Sindicato dos Servidores Municipais de Juiz de Fora, SINSERPU, realizou nesta sexta-feira, 1º de junho, uma assembléia geral para discutir o tão esperado reajuste para as categorias públicas. O evento, que contou com o apoio do Sindicato dos médicos e do Sindicato dos Engenheiros de Juiz de Fora, teve início às 10h no Teatro do Pró-Música (Av. Rio Branco, nº 2329). Os cerca de 1500 presentes saíram em passeata pelas ruas da cidade logo após a assembléia, em sinal de protesto pela morosidade e desrespeito com que a administração municipal vem tratando o reajuste salarial dos servidores.

A pauta de reivindicações de todos os sindicatos foi entregue para a Prefeitura no mês de abril. No entanto, até hoje nenhum índice foi apresentado aos servidores. “Tendo em vista o descaso com que somos tratados pela Prefeitura, que, após uma indecorosa proposta de 3% de reposição, ofereceu a mudança irrisória de 3,3% em três vezes, optamos por nova paralisação na quarta-feira (6), quando nos reuniremos novamente no Teatro pró-Música”, destaca Cosme Nogueira, presidente do SINSERPU. A expectativa é de que até a data o prefeito Alberto Bejani reveja sua posição.
 

Reivindicações

Segundo Cosme, para que os vencimentos sejam repostos de forma a repor as perdas salariais dos últimos anos, considerada a média dos vários indicadores de reposição da inflação, é necessário que os servidores municipais tenham um aumento mínimo de 14 por cento. “Mas também queremos outras melhorias, como o ticket-alimentação e o plano de saúde, a assinatura do anexo do plano de cargos e salários da Empav (Empresa Municipal de Pavimentação) e a volta das férias coletivas para os servidores das creches”, ressalta ele.

É importante lembrar que, apesar da paralisação, foram mantidos os serviços considerados essenciais para os cidadãos. Ainda, quem esteve presente no teatro Pró-Música teve a oportunidade de realizar um gesto solidário: vários servidores doaram sangue para o Hemominas, conferindo exemplo de cidadania.
 

Escolas fechadas

Desde a segunda-feira, 28 de maio, os professores da rede municipal de ensino optaram pela greve. Como se não bastasse a proposta insatisfatória, o prefeito Alberto Bejani apresentou queixa-crime contra nove professores, quatro deles também diretores do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora, SINPRO-JF, que representa os trabalhadores em educação da municipal e particular. No entendimento do prefeito, estes professores teriam se exaltado e ofendido sua honra. Segundo o coordenador do SINPRO-JF, Flávio Bitarello, o incidente só ocorreu por causa da negligência da administração municipal. Os professores saíram em passeata, pacificamente, quando o prefeito teria acionado a polícia militar, que impediu o acesso dos servidores ao pátio da Prefeitura. "Além disso, eles filmaram e fotografaram os manifestantes e também divulgaram nota paga em um jornal local, ameaçando cortar o ponto dos professores grevistas", salienta o coordenador.

Legenda da foto: Cosme Nogueira (direita), Aldo Liberato (de terno ao fundo), pres. da FESEMPRE, em encontro com o prefeito de Juiz de Fora, discutindo melhorias para os servidores da Saúde.

Servidores de Juiz de Fora enfrentam longa luta por melhores salários. Depois dos professores municipais, foi a vez das outras categorias protestarem

 

O Sindicato dos Servidores Municipais de Juiz de Fora, SINSERPU, realizou nesta sexta-feira, 1º de junho, uma assembléia geral para discutir o tão esperado reajuste para as categorias públicas. O evento, que contou com o apoio do Sindicato dos médicos e do Sindicato dos Engenheiros de Juiz de Fora, teve início às 10h no Teatro do Pró-Música (Av. Rio Branco, nº 2329). Os cerca de 1500 presentes saíram em passeata pelas ruas da cidade logo após a assembléia, em sinal de protesto pela morosidade e desrespeito com que a administração municipal vem tratando o reajuste salarial dos servidores.

A pauta de reivindicações de todos os sindicatos foi entregue para a Prefeitura no mês de abril. No entanto, até hoje nenhum índice foi apresentado aos servidores. “Tendo em vista o descaso com que somos tratados pela Prefeitura, que, após uma indecorosa proposta de 3% de reposição, ofereceu a mudança irrisória de 3,3% em três vezes, optamos por nova paralisação na quarta-feira (6), quando nos reuniremos novamente no Teatro pró-Música”, destaca Cosme Nogueira, presidente do SINSERPU. A expectativa é de que até a data o prefeito Alberto Bejani reveja sua posição.
 

Reivindicações

Segundo Cosme, para que os vencimentos sejam repostos de forma a repor as perdas salariais dos últimos anos, considerada a média dos vários indicadores de reposição da inflação, é necessário que os servidores municipais tenham um aumento mínimo de 14 por cento. “Mas também queremos outras melhorias, como o ticket-alimentação e o plano de saúde, a assinatura do anexo do plano de cargos e salários da Empav (Empresa Municipal de Pavimentação) e a volta das férias coletivas para os servidores das creches”, ressalta ele.

É importante lembrar que, apesar da paralisação, foram mantidos os serviços considerados essenciais para os cidadãos. Ainda, quem esteve presente no teatro Pró-Música teve a oportunidade de realizar um gesto solidário: vários servidores doaram sangue para o Hemominas, conferindo exemplo de cidadania.
 

Escolas fechadas

Desde a segunda-feira, 28 de maio, os professores da rede municipal de ensino optaram pela greve. Como se não bastasse a proposta insatisfatória, o prefeito Alberto Bejani apresentou queixa-crime contra nove professores, quatro deles também diretores do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora, SINPRO-JF, que representa os trabalhadores em educação da municipal e particular. No entendimento do prefeito, estes professores teriam se exaltado e ofendido sua honra. Segundo o coordenador do SINPRO-JF, Flávio Bitarello, o incidente só ocorreu por causa da negligência da administração municipal. Os professores saíram em passeata, pacificamente, quando o prefeito teria acionado a polícia militar, que impediu o acesso dos servidores ao pátio da Prefeitura. "Além disso, eles filmaram e fotografaram os manifestantes e também divulgaram nota paga em um jornal local, ameaçando cortar o ponto dos professores grevistas", salienta o coordenador.

Legenda da foto: Cosme Nogueira (direita), Aldo Liberato (de terno ao fundo), pres. da FESEMPRE, em encontro com o prefeito de Juiz de Fora, discutindo melhorias para os servidores da Saúde.