Notícias
Publicado: 7/10/2026 | 05:37
Pressão golpista no STF tenta forçar revisão criminal e livrar Bolsonaro da cadeia

Ministro Kassio Nunes Marques vaza na imprensa que após eleição pode rever condenação de Jair Bolsonaro, contrariando parecer da PGR

por Davi Dmolir
A extrema direita e seus operadores acionaram a máquina de propaganda nos bastidores do Judiciário para tentar desmontar a histórica condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão. Reportagens publicadas na imprensa corporativa indicam que o ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo próprio ex-presidente, acena a aliados com a intenção de aceitar o pedido da defesa do ex-presidente de Revisão Criminal, logo após o segundo turno das eleições, dia 25 de outubro.
A manobra expõe o empenho da ala bolsonarista em desgastar a decisão da Primeira Turma do STF. Interlocutores do gabinete de Nunes Marques vazaram acusações de supostos “exageros” na condução das investigações pelo ministro Alexandre de Moraes, questionando o rigor da pena e o direito de defesa do réu que liderou a intentona golpista.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) já manifestou oposição categórica ao pedido de anulação. Em parecer de 159 páginas encaminhado ao tribunal em 16 de junho, o procurador-geral Paulo Gonet cobrou o indeferimento sumário da revisão, ressaltando a ausência de qualquer fato novo ou erro judiciário.
A PGR enfatizou que a condenação está fundada em um “vigoroso conjunto probatório” que comprova o papel de Bolsonaro como “ponto nevrálgico” e “mentor do esquema delituoso”.
De acordo com o parecer, “o controle da máquina pública, a instrumentalização de recursos do Estado e a manipulação de suas funções foram usados para fomentar a radicalização e a ruptura da ordem democrática”.
As alegações apresentadas pela defesa, de anulação da sentença, nulidade da colaboração de Mauro Cid e julgamento via Plenário, não encontram sustentação na jurisprudência da Corte.
Por outro lado, a pregação eleitoral da família Bolsonaro sobre um suposto perdão em caso de vitória e que Flávio Bolsonaro subiria a rampa do Palácio do Planalto com o pai não passa de retórica política. Apesar do indulto ser prerrogativa exclusiva do presidente empossado em 2027, o ato estaria sujeito ao imediato controle de constitucionalidade pelo Supremo.
Dificilmente, o pedido de revisão criminal avançaria no STF. O regimento exige que a revisão de julgados vá ao Plenário, onde ministros como Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes mantêm posição intransigente na defesa da democracia. Sem liminar, sem despacho oficial e sem respaldo do Ministério Público, o que se observa é apenas a tentativa desesperada do fascismo de deslegitimar as instituições republicanas.
Fonte: Portal Vermelho
Compartilhe essa notícia
Mais lidas dos últimos 30 dias
01
CSPB mobiliza entidades para ampliar adesão à Carta de Compromisso nas eleições de 2026 (3609 views • 14/09/2026)
02
Unidade Internacional: FGE e CSPB lançam manifesto em defesa da democracia, soberania e do serviço público no Brasil (3181 views • 08/09/2026)
03
CSPB leva defesa da democracia e dos direitos sociais à mobilização em Buenos Aires (3136 views • 24/09/2026)
04
CSPB e NCST reforçam protagonismo sindical no debate sobre reforma (2979 views • 29/09/2026)
05
CSPB participa de encontro internacional e destaca luta permanente em defesa da Previdência Social (2819 views • 25/09/2026)
06
CSPB participa de Conferência da ISP em defesa dos serviços públicos e dos direitos dos trabalhadores (2812 views • 17/09/2026)
07
Site revela escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro, orgias, presentes caros e lobby (2715 views • 01/10/2026)
08
Eleições 2026: Entidades Sindicais mobilizam servidores pelo voto consciente para mudar a correlação de forças no Congresso (2651 views • 16/09/2026)
09
Flávio Bolsonaro se diz contra o fim das bets e critica Lula (2635 views • 24/09/2026)
10