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Publicado: 2/06/2021 | 09:39
SP: ‘Comórbido’ em trabalho presencial na prefeitura ‘é absurdo’, diz Sindest
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Fábio Pimentel, presidente do Sindest, defende que portadores de comorbidades continuem em trabalho virtual
Fábio Pimentel, presidente do Sindest, defende que portadores de comorbidades continuem em trabalho virtual
por Paulo Passos
O decreto do prefeito de Santos, determinando o retorno ao trabalho presencial do funcionalismo portador de comorbidades, a partir de 14 de junho, “é de alto risco, absurdo e inaceitável”.
A consideração é do presidente do sindicato dos 12 mil servidores e 4 mil aposentados da prefeitura (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, que se recupera, em casa, de covid-19.
Na segunda-feira (31), os diretores Daniel Gomes e Rogério Catarino participaram de audiência pública, na câmara municipal, convocada pela vereadora Telma de Souza (PT), que preside a comissão de saúde.
O decreto do prefeito Rogério Santos, de sexta-feira (28), foi debatido e repudiado por meio de nota conjunta, na audiência, que contou com participação de especialistas em contaminação pelo novo coronavírus.
“Mesmo que a pessoa tenha sido vacinada”, diz Fábio, “isso não significa que ela esteja imunizada. A ação da vacina não é individual. É coletiva. Só terá efeito quando a maioria da população estiver imunizada”.
Ele cita o caso do compositor e cantor de samba carioca Nelson Sargento, morto por comorbidade na quinta-feira (27), aos 96 anos. “Mesmo vacinado, ele morreu de câncer agravado pela covid”.
Iminência da terceira onda
O presidente do Sindest diz que, segundo avaliação dos especialistas ouvidos na audiência do legislativo, a imunidade ocorre quando mais de 75% da comunidade está vacinada, como na cidade de Serrana (SP).
Daniel, por sua vez, lembra que está iminente a terceira onda da pandemia e que ela pode atingir os portadores de comorbidades que saírem do trabalho em casa para o presencial.
Para o diretor de comunicação do Sindest, o prefeito “poderia ter tido a ética de conversar com o sindicato, os vereadores e principalmente com especialistas dignos de crédito antes de assinar o decreto”.
“Ninguém está de férias em casa”, pondera o sindicalista. “As pessoas estão trabalhando, inclusive assumindo custos de energia elétrica, internet e outros serviços justamente para preservar a saúde”.
Daniel observa ainda que os índices de contaminação e ocupação de unidades de terapia intensiva “estão muito altos, embora estáveis. É realmente um absurdo expor desnecessariamente os servidores”.
Fonte: Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos - Sindest
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