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Publicado: 11/08/2017 | 08:49
Diretor da CSPB afirma que resistência e greve são as armas contra congelamento de salários dos servidores
O presidente Michel Temer e sua equipe econômica anunciaram na quarta-feira (9) o congelamento dos salários dos servidores públicos por dois anos. Para o diretor de Assuntos Legislativos da entidade, João Paulo Ribeiro "JP", o anúncio não surpreende, já que o desmonte do Estado está entre as prioridades de Temer.

João Paulo Ribeiro "JP", diretor de Assuntos Legislativos da CSPB e secretário do Serviço Público e do Trabalhador Público da CTB
por Cinthia Ribas
O presidente Michel Temer e sua equipe econômica anunciaram, na última quarta-feira (9), o congelamento dos salários dos servidores públicos por dois anos.
Para João Paulo Ribeiro, diretor de Assuntos Legislativos da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB e secretário do Serviço Público e do Trabalhador Público da CTB, o anúncio não surpreende, já que o desmonte do Estado está entre as prioridades do governo.
“Temer quer implantar o Estado mínimo. Portanto, não é surpresa para a CTB esse anúncio de um governo que aprovou a Emenda Constitucional 95, que limita por 20 anos os gastos públicos”, afirmou João Paulo Ribeiro.
O congelamento atingirá auditores da Receita Federal e do Trabalho, peritos médico previdenciário, diplomatas, oficiais de chancelaria, entre outras categorias.
“Como o servidor público não tem negociação coletiva, algumas categorias fecharam um termo de acordo com reajuste de 5% para os próximos dois anos. O não cumprimento desse acordo vai levar a briga para a Justiça. Mas como vamos garantir o cumprimento do termo se não nos dão direito de negociar? Como vamos apelar para essa Justiça que comete injustiças contra o trabalhador e está de cócoras para o golpe?”, questionou o sindicalista.
O prazo para inserir peças no orçamento e assim garantir o reajuste das carreiras é dia 21 de agosto.
De acordo com João Paulo, a Constituição, que garante reajuste anual aos servidores, não está sendo cumprida, e a saída para esse embate está na resistência e na unidade do setor.
O sindicalista, inclusive, cogita a realização de uma nova greve geral, com ampla adesão dos servidores públicos federais. “Vamos construir a resistência, com a possibilidade de uma paralisação das atividades do setor púbico por tempo indeterminado. Não vamos aceitar mais arrocho salarial. Convocamos todos para a resistência de maneira a barrar mais esse golpe contra o funcionalismo público”, destacou.
Fonte: Portal CTB com adaptações da Secom/CSPB
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