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Publicado: 19/08/2015 | 14:18
Clipping: Fessergs: declaração de Sartori pode intensificar mobilizações
Presidente da federação sindical critica "imobilidade" do Governo do Rio Grande do Sul
O governador, José Ivo Sartori, voltou a se manifestar aos servidores estaduais "pelo bem da sociedade" contra as paralisações. Mas para o presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado do RS (Fessergs), Sérgio Augusto Jury Arnoud, a promessa de corte de ponto dos trabalhadores que participarem da greve de três dias deve agravar os protestos: "Essa declaração poderá servir como combustível à mobilização de professores e servidores em geral", enfatizou.
"Entendemos que essa declaração vai alterar muito pouco. O que vi de determinação das diversas categorias, após participar de cinco assembleias de vários filiados é de disposição inabalável", avaliou Arnoud. "Inclusive, a ideia de muitos era greve por tempo indeterminado. Atendendo a negociações, aprovaram porém paralisação por três dias como advertência ao governo", explicou o dirigente sindical.
Para Arnoud, a manutenção do discurso de "apequenar" o Estado com prejuízo aos servidores poderá levar a mais paralisações. "Inclusive, já está prevista e aprovada na assembleia conjunta que, se houver novo atraso ou parcelamento, teremos nova greve unificada", alertou. Para o dirigente, o Palácio Piratini deve prestar atenção no grande contingente de trabalhadores que se reuniram para protestar contra as medidas tomadas até aqui. "Avaliamos que foi surpreendente a mobilização, com mais de 50 mil presentes. Isso mostrou a indignação dos servidores em relação aos projetos e à forma como o governo vem tratando o serviço público. Isso nos deixa com mais responsabilidade para conduzir o movimento de forma unitária", frisou.
O presidente da Fessergs criticou a imobilidade da administração Sartori, inclusive após o bloqueio de contas do Rio Grande do Sul por não pagamento de parcela à União. "Eles têm que cobrar dos sonegadores e renegociar a dívida. Até agora, não fizeram nada contra o bloqueio das contas do Estado", disparou. "Parece inadmissível que um governador assista passivamente sem reagir ao congelamento, sem qualquer resposta em discurso político ou pela rota judicial", destacou Arnoud.
Ele informou, inclusive, que dentro dos interesses do RS e para viabilizar a manutenção dos vencimentos dos servidores, a Fessergs entrou por conta própria com ação judicial. "Ingressamos com mandado de segurança contra o bloqueio das contas, no Supremo Tribunal Federal (STF), já que o governador que deveria ser o representante não o faz", relatou.
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Fonte: Jornal Correio do Povo
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