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Publicado: 10/06/2015 | 16:40
CSPB apoia manifestação da UNE e da UBES contra cortes no orçamento da Educação
Centenas de estudantes universitários e secundaristas estão acampados em frente Ministério da Fazenda para solicitar uma audiência com representantes do Órgão.
A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, representada pelo diretor de Assuntos Legislativos, João Paulo Ribeiro (JP), participou, nesta quarta-feira (10), da manifestação organizada pela União Nacional dos Estudantes – UNE e pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas - UBES, contra o ajuste fiscal do governo e os sucessivos cortes no orçamento da Educação. Centenas de estudantes universitários e secundaristas estão acampados em frente Ministério da Fazenda, em Brasília, para solicitar uma audiência com representantes do órgão e costurar, pelo caminho das negociações, um acordo que busque a manutenção integral do orçamento da pasta e que não penalize, ainda mais, o já combalido sistema educacional do país.
Para JP, o comportamento incoerente do governo, sobretudo no campo econômico, com a trajetória política do Partido dos Trabalhadores (PT), não é um fenômeno recente. “A política econômica dos governos petistas na esfera federal é exatamente a mesma desde o governo Lula. E ela é, tal qual os governos que os antecederam, neoliberal e conservadora. As mudanças que efetivamente distinguiram os governos comandados pelo Partido dos Trabalhadores vieram pelas políticas públicas e sociais implementadas. O Brasil tirou, de fato, milhões de brasileiros da linha de pobreza (a taxa de desempregos diminuiu bastante em relação a governos anteriores); a destinação orçamentária para investimentos em educação foi significativamente ampliada e a CSPB reconhece esses avanços. No entanto, esses maciços investimentos realizados num passado recente estão, nos dias atuais, sendo abandonados . Temos restaurantes universitários sendo fechados por falta de pagamento; seguranças terceirizados paralisados por não receber salários, técnicos em greve por melhores condições de trabalho e de salário. Este último vem sendo severamente corroído pela inflação. Enfim, o sistema está em colapso e, mais uma vez, o movimento estudantil dá exemplo em se organizar e formar resistência frente ao ajuste fiscal do governo que, mesmo ostentando o slogan Pátria Educadora, não se intimida em retirar recursos da Educação para atender aos interesses do mercado financeiro global”, argumentou o diretor da CSPB.
Para o sindicalista, somente com intensa mobilização do movimento sindical e dos movimentos sociais, será possível colocar um freio na política econômica conservadora do governo a sacrificar, “impiedosamente” um modelo de desenvolvimento econômico que contemple, também, ganhos trabalhistas e sociais de maneira permanente e sustentável. “Considero muito acertada a decisão dos dirigentes da UNE e da UBES de acompanharem em frente ao Ministério da Fazenda. É aqui que as decisões orçamentárias são deliberadas. A CSPB veio prestar sua solidariedade e, também, juntar-se a estes estudantes contra os cortes anunciados e contra as privatizações dos portos, aeroportos e das rodovias do nosso país. Realmente nós precisamos pegar o exemplo dessa juventude e nos mobilizar. A CSPB vai estar, em qualquer movimento social ou reivindicatório, ao lado dos trabalhadores, dos servidores públicos e dos estudantes. Essa postura mostra a coerência de uma entidade de luta como a nossa Confederação.”, disse João Paulo.
Para a estudante de enfermagem da Universidade Federal Fluminense (UFE) e militante do movimento estudantil, Gabriele Dalmeida, o governo comete um grande equivoco, em plena crise, ao retirar recursos de uma área tão essencial ao desenvolvimento como é o caso da Educação. Gabriele garante que o movimento estudantil vai pressionar o governo com todos os instrumentos possíveis para que sejam asseguradas condições mínimas para o desenvolvimento educacional do país. “Nós não temos a menor intensão de sair deste acampamento sem que um mínimo de nossas reivindicações sejam atendidas. Na nossa opinião, para além da abertura de um debate junto ao Governo Federal de que é errado combater a crise retirando direitos sociais e cortando orçamento da educação, da saúde, da segurança e da habitação; é importante fazer opções após o modelo universitário que foi construído à partir do REUNI, do PROUNI, do FIES e das reservas de vagas que garantiram uma nova composição social nas universidades que precisa se manter. O DCE da UFE, em conjunto com a UNE, lançou uma campanha com os dizeres: Quem entrou quer ficar! É importante pensar que essa nova composição da universidade exige, também, novas responsabilidades do Estado e do movimento social. Diante deste novo cenário, o debate do incontigenciamento da assistência estudantil é um debate que nós temos defendido. A UNE apresentou, no Congresso Nacional, um Projeto de Lei que prevê que áreas como ciência, tecnologia, educação e saúde não possam ser contingenciadas. Nós entendemos que, encarar a crise cortando da Educação, é boicotar o desenvolvimento do nosso país a médio e longo prazo”, defendeu a estudante.
Secom/CSPB
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