Conselho Deliberativo do Sinditamaraty realiza primeira reunião de trabalho de 2016
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Publicado: 9/06/2014 | 16:16
Servidores técnico-administrativos das universidades exigem reabertura das negociações
Há 84 dias em greve, os servidores reivindicam valorização, formação continuada e melhores condições de trabalho.
por Valmir Ribeiro
Nesta segunda-feira (9), representantes da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativo em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), fizeram plantão em frente ao Ministério da Educação (MEC) com o objetivo de pressionar o governo a reabrir negociação com a categoria. No dia 19 de maio as negociações foram encerradas tanto no Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOG), quanto no MEC.
Há 84 dias em greve, os servidores reivindicam valorização, formação continuada e melhores condições de trabalho. Os sindicalistas argumentam que a proposta salarial ofertada pelo governo em 2012, que prevê aumento de 15% nos salários com reajustes de 5% divididos em 3 anos, não cobre, nem mesmo, a inflação acumulada no período. Os servidores alegam, também, que o reajuste salarial representa, apenas, uma fração das reivindicações e que isso não evita doenças no trabalho por conta do assédio moral, da sobrecarga de trabalho e da desvalorização que reduz a autoestima dos trabalhadores.
Para o diretor de Assuntos Legislativos da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), João Paulo Ribeiro, apesar dos recentes e significativos aumentos destinados à Educação no País, a categoria dos servidores técnico-administrativo das universidades segue como a mais desvalorizada entre os servidores federais. “É contraditório o governo investir tanto na expansão universitária, sem valorizar os trabalhadores dessas universidades. Temos a terceirização aumentando, a precarização numa trajetória ascendente e as contratações de novos servidores, embora estejam aumentando, estão muito aquém de atender a enorme demanda que surgiu. Enfim, nossa expectativa é que o governo se sensibilize com o problema e entenda que o diálogo é sempre a melhor solução para resolver qualquer tipo de conflito”, concluiu.
SECOM/CSPB

