CLIPPING Publicado: 12/06/2012 | 09:17

CLIPPING 12 DE JUNHO



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O Globo

Militares pedem aumento de salários

12/06

Forças Armadas aproveitam solenidade para pressionar Dilma, que se esquiva

BRASÍLIA. Mais uma vez, um evento das Forças Armadas com a presença da presidente Dilma Rousseff transformou-se em palco de cobranças por melhores condições de trabalho. Ontem, na comemoração do 147 aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, em que autoridades e membros das Forças Armadas foram condecorados, a Marinha reafirmou seus pleitos de melhoria nos salários e reequipamento das tropas.

Em discurso, o comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, cobrou a concretização das promessas do governo.

- Cabe-me destacar a preocupação permanente com o preparo profissional, o bem- estar social e a valorização das carreiras dos homens e mulheres que integram a instituição - disse o almirante em seu discurso: - Em sintonia com o crescimento da nação, hoje uma das maiores economias do mundo, e de acordo com as orientações emanadas da Estratégia Nacional de Defesa, permanecemos empenhados em poder contar com uma força à altura da nossa relevância no cenário internacional.

Dilma não discursou. Em mensagem lida por um locutor, destacou a necessidade de ampliação da "capacidade dissuasória" do país, e falou novamente em compromisso com o reaparelhamento das Forças Armadas, mas passou longe da questão salarial:

- Sabemos que nosso papel na preservação da paz depende da capacidade dissuasória do Brasil (...) Diante dessa realidade, os esforços de reaparelhamento da Marinha são uma exigência estratégica.

As negociações para reajuste salarial da caserna estão sendo conduzidas pelos ministérios do Planejamento e da Defesa, mas ainda estão em estudo técnico.

Valor Econômico

Greve avança e problemas da expansão universitária preocupam autoridades

Luciano Máximo
12/06

A greve dos professores universitários federais do país entra hoje no 27º dia com uma média de 90% das atividades de graduação, pós-graduação e pesquisa paralisadas em 49 universidades e três institutos de tecnologia, de acordo com informações do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).

O movimento preocupa o governo, que "teme ver manchada" a expansão do setor que ocorre desde 2005, com a criação de 14 novas instituições e a ampliação de muitos campi existentes. Além da aprovação da reestruturação do plano de carreira da categoria, uma das principais reivindicações dos grevistas é melhorar as condições de trabalho nas novas unidades e naquelas que passaram por reformas.

A última greve da categoria, em 2005, coincide com os primeiros anúncios das novas universidades e obras de expansão. Agora, sete anos depois, os professores reclamam melhores condições de trabalho. "Nesse tempo todo estava se gestando uma situação delicada na categoria. As condições de trabalho não acompanharam a expansão: faltam bibliotecas, prédios, laboratório, professores em número adequado para a nova estrutura. O ambiente de aprendizado está comprometido", afirma Marina Barbosa, presidente do Andes.

Ela pondera que o processo de expansão não contabilizou o que o movimento grevista chama hoje de passivo profissional estrutural. "Nossa avaliação é que quando a expansão vem, traz muita novidade, novos cursos. Aí contrata-se o número de funcionários e professores para preencher a nova demanda, mas deixa um buraco nos programas existentes, que também receberam novos estudantes."

Aluno de história no campus de Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Diógenes Sousa não vai à aula desde o dia 4. Nas últimas semanas, os alunos aproveitaram a paralisação dos professores para protestar contra problemas de infraestrutura na unidade, que também passou por um processo de ampliação. "Construíram algumas salas e ampliaram laboratórios. Temos muitos livros encaixotados, porque não tem espaço na biblioteca", relata Sousa.

Em texto publicado ontem em seu site, o sociólogo Simon Schwartzman, pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, associa a greve com "a política de expansão acelerada". "Ela não obedeceu a nenhum plano ou avaliação cuidadosa sobre prioridades, abrindo instituições aonde não havia demanda, admitindo alunos antes de existirem os edifícios e instalações adequadas, forçando as universidades a criar cursos noturnos e contratar mais professores, mesmo quando não haviam candidatos qualificados, e sobretudo sem preparar as universidades para lidar com alunos que chegavam do ensino médio cada vez menos preparados", avalia o pesquisador.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, tem dito que cabe ao Ministério do Planejamento conduzir as negociações e considera a greve dos docentes é precipitada. O ministro defende os investimentos feitos nos últimos anos - criação de 220 mil novas vagas, 14 universidades e 132 novos campi e R$ 8,4 bilhões em investimentos desde 2005.

Na tarde de hoje, o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, recebe dirigentes dos três sindicatos envolvidos na greve - Andes, Proifes e Sinasefe. O governo só se posicionará após a reunião. A expectativa dos sindicalistas é que o governo apresente uma proposta de reestruturação para a carreira docente, dando início às negociações com os docentes federais.

"Nós queremos negociar, mas para que isso ocorra, o governo federal tem que apresentar propostas concretas sobre as quais possamos discutir e buscar uma solução positiva ao impasse estabelecido o mais rapidamente possível", disse Marina, dirigente do Andes.

Segundo ela, o acordo emergencial firmado com o governo em 2011 não foi cumprido e não aconteceram os avanços previstos para a conclusão dos trabalhos referente a reestruturação do plano de carreira no prazo estabelecido (31 de março). "Na última reunião antes da greve, em 15 de maio, o governo nos apresentou verbalmente alguns pontos, que eram a repetição da proposta apresentada em dezembro de 2010. Ou seja, as negociações não avançam", diz a sindicalista. A reestruturação prevê o estabelecimento de carreira única para todos os professores com 13 níveis salariais, com promoções a cada dois anos.

Ontem,o movimento foi engrossado com a convocação da greve dos técnicos administrativos da educação superior federal, que cruzaram os braços por mais de cem dias no ano passado por melhores salários.

Correio Braziliense
Greve para todo lado

GUSTAVO HENRIQUE BRAGA
12/06

A primeira onda de greves do governo de Dilma Rousseff começou a tomar conta do funcionalismo público federal. Depois dos professores universitários, os técnicos administrativos das universidades também cruzaram os braços, ontem, em protesto por reajustes salariais. Já os auditores fiscais da Receita Federal prometem uma paralisação de alerta para hoje e amanhã e, caso não sejam atendidos, ameaçam greve geral a partir da semana que vem.

Médicos dos hospitais federais também farão paralisação de alerta hoje, contra a Medida Provisória nº 568/2012, que reduz o salário da categoria. Amanhã, será a vez dos quadros das escolas técnicas pararem, bem como servidores do Judiciário e do Ministério Público, movimento que será seguido, dia 18, por empregados do Executivo.

Na avaliação de Pedro Delarue, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco), o conjunto de paralisações demonstra um erro de estratégia do governo na negociação com os servidores. A insatisfação é geral. Faltou sensibilidade política, ponderou Delarue.

Avaliação semelhante tem o coordenador de organização sindical da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), José Ronaldo Esmeraldo: A greve generalizada entre diversas categorias demonstra que ninguém suporta mais uma política de arrocho. Além da pauta geral, que prevê reajuste salarial de 22%, a Fasubra cobra aumento do piso da categoria, que atualmente é de 1,3 salário mínimo, para três salários mínimos.

Correio Braziliense
Mobilização por reajustes desafia Dilma

ROSANA HESSEL e ANA D"ANGELO
12/06

A presidente reuniu ministros para discutir a campanha salarial do funcionalismo. O governo teme uma onda de greves, principalmente de algumas categorias que estão há dois anos sem aumento. Já é certo que o Judiciário será beneficiado no próximo Orçamento.

Com orçamento apertado, mobilização de servidores por reajustes salariais preocupa Dilma e ministros

Ogoverno está preocupado com o aumento das pressões para que conceder reajuste aos servidores federais, incluindo os militares. Esse foi o principal assunto da conversa na manhã de ontem da presidente Dilma Rousseff com as ministras Miriam Belchior (Planejamento) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, e o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, no Palácio do Planalto. Na mesa, foram colocadas as dificuldades para o governo fechar o Orçamento de 2013, se tiver de conceder aumentos para todas as categorias que já começam a fazer campanha e greves. A proposta orçamentária tem que ser enviada ao Congresso até 31 de agosto.

O pessoal do Judiciário deve ser o primeiro da fila, e Miriam Belchior já sinalizou que o governo deve liberar algum percentual em 2013. Só o que eles pedem — reajuste linear de 56% — representará gasto adicional de R$ 7,4 bilhões por ano. O problema é que todos os servidores do Executivo estão com o pires na mão, mesmo os 937 mil — entre ativos e inativos — que estão sendo contemplados neste ano com aumento de até 31%, previsto na Medida Provisória 568.

Magistratura
Entre 2008 e 2010, o governo Lula distribuiu generosos reajustes para todos os servidores do Executivo, que chegaram a mais de 100%. A maior parte foi concedida em julho de 2008 e de 2009. Porém, boa parte já vai completar dois anos sem aumento. Não querem chegar em 2013 sem nada. A equipe econômica já terá que arcar com a elevação de 20,3% dos vencimentos da magistratura retroativo a janeiro deste ano, já aprovado pela Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados. Com isso, o teto do funcionalismo, o vencimento de ministro do Supremo Tribunal Federal, passará de R$ 26.723,13 para R$ 32.147,90. Isso significará reajustes para vários outros servidores do Executivo e do Judiciário, que recebem acima do teto e sofrem o corte no salário.

O governo nem cogita conceder um aumento linear para todos como querem os dirigentes sindicais, pois só aumentaria a distorção que existe hoje dentro do Executivo entre as diversas carreiras. No Orçamento de 2012, foram contempladas somente os 937 mil servidores. A MP 568 substituiu o projeto de lei 2.203/2011 enviado ao Congresso no ano passado com o texto orçamentário de 2012, que beneficia 15 categorias, entre elas as que integram o Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE) e a Carreira da Previdência, Saúde e Trabalho (PST).

As lideranças da base governista no Congresso já estão se mobilizando para retirar do texto da MP a redução de 50% nos salários dos médicos e veterinários e de 70% nos rendimentos dos profissionais do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). A expectativa dos líderes aliados é de serem recebidos por Dilma esta semana. O mais provável é que isso ocorra nesta sexta-feira, mas o Palácio do Planalto não confirmou o encontro.

» Mais rapidez

A gestão das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi o outro tema da reunião ontem da presidente Dilma com Miriam Belchior e as outras autoridades. A presidente cobrou mais eficiência e rapidez. Um levantamento do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgado ontem revela que dos R$ 13,6 bilhões em investimentos autorizados nas estradas neste ano, apenas R$ 2,5 bilhões foram pagos até maio. A presidente viaja hoje para Belo Horizonte para visitar várias obras, entre elas, as de uma ferrovia da Vale e do anel viário da capital mineira.

AGÊNCIA CÂMARA
Educação discute cumprimento do piso salarial de professores

A Comissão de Educação e Cultura realiza hoje audiência pública para discutir o cumprimento por estados e municípios do piso nacional dos professores do ensino básico, previsto na Lei 11.738/08 e fixado, hoje, em R$ 1.451.

O debate, que tem o apoio da Frente Parlamentar em Defesa do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público, é uma iniciativa da deputada Fátima Bezerra (PT-RN). Ela lembra que o valor do piso para 2012 foi anunciado em fevereiro pelo Ministério da Educação (MEC). A correção de 22,22% em comparação ao ano anterior reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente no (Fundeb) de 2011 em relação ao índice de 2010.

De acordo com a parlamentar, após o anúncio, houve uma reação “despropositada” de diversos entes federativos, alegando que o pagamento do valor de R$ 1.451 (para 40 horas semanais de trabalho) traria sérias dificuldades financeiras a estados e municípios. “Os mais exaltados chegaram a afirmar que teriam de redirecionar recursos de áreas vitais para o cumprimento da medida do MEC”, comenta Fátima Bezerra.

Segundo a deputada, é necessário que os setores organizados da população atuem de forma coesa no sentido de convencerem os gestores públicos ainda renitentes em aplicar a lei do piso a mudarem de ideia.

Em debate na Câmara, representantes de estados e municípios já pediram a mudança da regra em vigor.

Convidados
Foram convidados para a audiência:
- o secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC, Arnóbio Júnior;
- o coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Cláudio Trinchão;
- o presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais do Planejamento (Conseplan), Gustavo Maurício Filgueiras Nogueira;
- o representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps;
- a presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Rodrigues Repulho;
- o presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), João Carlos Coser;
- o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski;
- o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Milton Canuto;
- o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara; e
- a presidente da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), Maria das Graças Costa.

A reunião será realizada no Plenário 10, às 10 horas.

AGÊNCIA CÂMARA
Comissão especial pode votar o Plano Nacional de Educação

A comissão especial criada para analisar o novo Plano Nacional de Educação (PNE - PL 8035/10) se reúne hoje para votar o parecer do relator, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR).

O relatório foi lido nos últimos dias 29 e 20. O parlamentar manteve sua proposta de que o investimento público em educação atinja 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020.

O percentual a ser investido é um dos pontos mais polêmicos do PNE, já que muitos deputados e movimentos ligados à educação defendem a destinação de 10% do PIB para a área. O texto original enviado pelo Executivo previa 7%.

A proposta do PNE também destina 50% dos recursos da União resultantes do Fundo Social do Pré-Sal - royalties e participações especiais referentes ao petróleo – para a manutenção e o desenvolvimento do ensino público.

Segundo Vanhoni, hoje o País aplica 5,1% do PIB em educação. Esse percentual inclui recursos da União, dos estados e municípios.

Vanhoni também incluiu no texto final a previsão de que serão destinados R$ 20 bilhões para a alfabetização nos próximos dez anos. O relator afirmou que o País tem hoje 28 milhões de analfabetos funcionais – aqueles que sabem ler, mas não compreendem o que leem. “Pela proposta encaminhada pelo governo, não havia destinação de recursos porque, segundo o governo, já existem verbas suficientes para a alfabetização”, explicou o parlamentar.

A reunião será realizada às 14h30, no Plenário 10.

AGÊNCIA CÂMARA
Trabalho debaterá unificação das polícias Civil e Militar

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público realizará nesta quinta-feira (14) audiência pública sobre a unificação das polícias Civil e Militar.

O debate foi proposto pelo deputado Chico Lopes (PCdoB-CE). “As estatísticas dos órgãos de prevenção e repressão não param de revelar o crescimento contínuo da criminalidade no País. Convém lembrar como chegamos à situação atual – o fato de haver duas polícias: uma militar, encarregada do policiamento ostensivo, e outra civil, com atribuições de polícia investigativa”, disse ele.

“A proposta da unificação das polícias tem causado muita polêmica, e constantes debates estão sendo realizados entre os profissionais de segurança pública, agentes políticos e a sociedade em geral. Por isso, considero oportuna a realização desta audiência pública”, acrescentou.

Foram convidados:
- representantes dos ministérios da Justiça e da Defesa;
- o secretário de Segurança de São Bernardo do Campo (SP), Benedito Mariano, que é membro do Conselho de Gestores das Guardas Municipais;
- o presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia, Ranolfo Vieira Jr.;
- o presidente do Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares, Nazareno Marcineiro.

A reunião será realizada às 10 horas, no Plenário 12.

AGÊNCIA SENADO
Valdir Raupp manifesta indignação com demora na transferência de servidores de RO para a União

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) voltou a manifestar sua indignação com a demora do governo federal em regulamentar a transferência dos servidores do ex-território de Rondônia para os quadros da União. Ele informou que quase mil servidores, representando 28 sindicatos, vieram a Brasília protestar com a lentidão do governo federal.

O senador disse que a transferência virou motivo de humilhação e desmoralização do estado. Segundo ele, ninguém acredita mais que ela vá acontecer.

- ‘Tá virando chacota – afirmou, da tribuna, em pronunciamento nesta segunda-feira (11).

Valdir Raupp informou que o advogado-geral da União, Luís Adams, marcou uma audiência com a bancada do estado, mais algumas lideranças dos servidores, para esta terça-feira (12). Ele agradeceu a atenção dada pelo advogado-geral.

O parlamentar explicou que os servidores dos ex-territórios federais que originaram os estados de Roraima e Amapá tiveram esse direito garantido na Constituição de 1988, mas Rondônia não teve o mesmo tratamento. A dívida da União com o estado, portanto, já tem 23 anos.

O senador informou que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) determinando a transferência foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2009, mas não há a regulamentação pelo governo. Ele disse que há resistência de setores do governo e lamentou a morte precoce do secretário nacional de Recursos Humanos, Duvanier Paiva, que “estava inteirado de tudo” e chegou a acompanhar a presidente Dilma Rousseff em uma visita a Roraima. O senador informou que a medida atinge 20 mil servidores do estado.

AGÊNCIA SENADO

Ivo Cassol pede ao governo que pague aposentadoria de servidores de ex-territórios

O senador Ivo Cassol (PP-RO) protestou, nesta segunda-feira (11), pelo fato de o governo federal não assumir a aposentadoria dos servidores públicos do ex- território de Rondônia que serão transferidos para o quadro da União. O senador lembrou que uma proposta de emenda à Constituição (PEC) transferiu os ex-funcionários do território para os quadros da União, tenso sito rejeitada, no entanto, emenda que transferia para a União o pagamento dos aposentados.

- Aqueles que vão se aposentar ficam na insegurança jurídica de quem vai pagar a aposentadoria – explicou.

O senador lamentou que o governo tenha levado expectativas para o estado de Rondônia e não tenha cumprido.

- A pior coisa que existe na vida pública é quando os agentes públicos assumem um compromisso com a sociedade e não realizam - disse.

Ivo Cassol lembrou que outros estados da região amazônica, ex-territórios federais, já foram contemplados com a transferência de seus funcionários para a União e cobrou do governo igualdade no tratamento dos estados.

AGÊNCIA SENADO

Paulo Davim critica MP que reduziu salários de médicos de hospitais públicos

O senador Paulo Davim (PV-RN) manifestou em Plenário, nesta segunda-feira (11), sua preocupação com a redução salarial para médicos de hospitais públicos, como consequência da Medida Provisória (MP) 568/2012.

Editada pelo governo federal no início de maio, a MP reajusta o salário de servidores públicos federais, mas, por outro lado, aumenta a carga de trabalho de medidos de 20h para 40h semanais, o que deverá levar, de acordo com Paulo Davim, à redução pela metade dos salários atuais.

— A nosso ver, reduzir os vencimentos básicos dos médicos da rede pública em um país que deveria ter melhor distribuição dos médicos, profissionais mais qualificados e com melhor remuneração, é, sob qualquer pretexto e circunstância, para dizer o mínimo, decisão desprovida de sensatez e de compromisso com o bem comum, reveladora de uma preocupante visão, ou pior, de uma visão nefasta — disse.

Na avaliação de Paulo Davim, que é médico, a MP elimina ainda conquistas históricas da classe de médicos e de trabalhadores brasileiros que são a insalubridade e a periculosidade.

O senador alertou também para o risco de que tais alterações propostas pelo governo federal venham a desestimular os profissionais médicos que trabalham no serviço público, gerando uma onda de pedidos de exoneração, licenças, afastamentos e greves.

Paulo Davim lamentou que o governo, em vez de enviar para o Congresso Nacional uma proposta que buscasse corrigir várias distorções existentes na saúde pública, tenha piorado ainda mais as condições atuais com a MP, usurpando direitos conquistados há muitos anos e desestimulando novos profissionais a atuar no serviço público.

FESSERGS

Conferência da OIT ingressa em fase decisiva

Foram concluídos os trabalhos das Comissões Técnicas que prepararam os textos a serem examinados pelo Plenário que se reúne a partir desta segunda-feira no Palácio das Nações. Os principais assuntos a serem submetidos à apreciação final são a adoção do Piso de Proteção Social, a definição de políticas específicas para enfrentar o desemprego juvenil, a reafirmação da luta pela liberdade sindical, a negociação coletiva e o fim do trabalho infantil e escravo.

Segundo Sérgio Arnoud, secretário de Relações Internacionais da Nova Central Sindical que acompanha a 101a. Conferência anual da OIT, é grande a expectativa pelas decisões que devem orientar os governos de todo o mundo na defesa dos direitos fundamentais do trabalho.

Além dos debates finais que irão até dia 14, várias autoridades internacionais estarão ocupando a tribuna principal, dentre elas o ministro do Trabalho do Brasil, Brizola Neto que falará pela primeira vez perante a OIT, reafirmando os compromissos do Brasil com a promoção do Trabalho Decente.

FESSERGS
OIT discute politicas para atender 75 milhões de jovens desempregados

A OIT discute um projeto de conclusões sobre a crise do emprego juvenil que já atinge a 75 milhões de jovens desempregados, número que supera em quatro milhões a cifra levantada em 2007. Somados a estes, cerca de 200 milhões de jovens trabalhadores ganham abaixo de dois dólares por dia, quantia considerada insuficiente para sua manutenção.

Para enfrentar esse problema que se agravou com a crise mundial, é necessário o engajamento de todos os governos, dos empregadores e dos trabalhadores.

Outro ponto importante a destacar é o acesso a educação básica, considerado um direito fundamental, bem como a formação e a qualificação profissional.

Segundo o secretário de Relações Internacionais da Nova Central Sindical, Sergio Arnoud, a inadequação da qualificação formal e profissional segue sendo uma limitação importante que dificulta a empregabilidade dos jovens, inclusive para o ingresso no Setor Público.

FESSPUMG
Notícias : Nova Central tem postura crítica quanto intenções da RIO+20

A Rio+20 começou sob desconfiança de muitas centrais sindicais brasileiras. A Conferência estava sendo conduzida pela ONU de forma quase sigilosa, sem participação ou consulta à sociedade civil. Grupos de composição de consenso foram cooptados para algumas atividades periféricas, mas, a representação efetiva da classe trabalhadora e da sociedade civil estava afastada até de informações básicas.

Não foram garantidos espaços para que a sociedade civil pudesse falar e ser ouvida.

Por isto a Nova Central, a Força Sindical, a CGTB, a CTB e a UGT uniram-se para buscar transparência junto ao Governo do Brasil e também na ONU com relação à participação das centrais sindicais.

A Nova Central preparou-se para participar da Rio + 20 com presença e propostas. Discutiu o tema entre diretores, organizou comissão para cuidar e organizar a participação da Central nas atividades programadas para a cidade do Rio de Janeiro.

Inclusive a Nova Central preparou estudos e projetos sobre a questão do trabalho digno, a partir de situações reais de vida e de trabalho de grande parte da população brasileira.

De um lado, a Nova Central propõe ações efetivas e imediatas para conter a degradação, devastação e destruição definitiva do Cerrado Brasileiro.

De outro, a questão das condições de trabalho nesta região, como demonstração do que são, em geral, “Saúde e trabalho na economia da área do Cerrado Brasileiro”.

Estes dois aspectos serão destacados pela Nova Central.

BV NEWS
Governo vai lançar censo do servidor

A partir do dia 25 de junho, o Instituto de Previdência de Roraima (IPER) estará realizando o Censo do Servidor. O objetivo é atualizar os dados cadastrais de todos servidores estaduais ativos, inativos e pensionistas, que atuam na Capital e no interior.

O censo é uma iniciativa do Governo do Estado, em parceria com o Ministério da Previdência Social. Em Boa Vista, o atendimento para os servidores ativos será realizado na Secretaria de Estado da Gestão Estratégica e Administração (Segad).

A intenção do Governo é possibilitar que os dados dos servidores sejam atualizados, com informações precisas, para que seja realizado um planejamento para uma gestão de pessoal com melhor qualidade e definir uma política de valorização do servidor público. Após a conclusão do censo, as informações sobre os servidores do Estado estarão disponíveis em um cadastro único.

“O servidor que não entregar a documentação até dia 21 de novembro terá o salário de junho bloqueado”, advertiu Tatiene Ferreira, diretora de previdência do IPER, ao frisar que essa medida foi adotada para evitar que a meta deixe de ser alcançada. “Para o Instituto de Previdência é relevante ter mais segurança quanto ao calculo da contribuição o que pode mudar até o que o servidor recebe e o que paga ao Iper”, explicou.

O Censo faz parte da política do Governo Federal, que está fazendo o cadastro de todos os servidores ativos, inativos, pensionistas e demais categorias que integram o quadro da para fins de atualização do Cadastro Nacional de Informação Social.
DOCUMENTOS
Para participar do censo, o servidor terá que preencher um formulário cadastral e entregar junto com a seguinte documentação: carteira de identidade, CPF, e comprovante de residência (conta de telefone ou água) além do PIS/Pasep e titulo de eleitor, extrato da previdência, contra cheque do mês anterior, certidão de tempo de contribuição, declaração de não acumulação de cargo. Para os dependentes do servidor ativo e inativo é necessário apresentar certidão de nascimento, de casamento e atestado de dependência econômica, quando for o caso. Procuradores devem apresentar procuração válida judicial para essa finalidade.

G1
Servidores da UFS entram em greve por tempo indeterminado em Sergipe

Decisão foi tomada em assembleia realizada na manhã desta segunda (11). Grevistas cobram ampliação da universidade e valorização dos trabalhadores.

Os servidores técnicos administrativos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (11). A decisão veio após assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da UFS (Sintufs), no auditório do Colégio Aplicação, localizado no campus de São Cristóvão (SE), região metropolitana de Aracaju.

De acordo com Gentil Melo, dirigente do Sintufs, a greve foi a melhor opção encontrada pelos servidores para chamar a atenção do Governo Federal para as reivindicações feitas pela categoria. . "Nossos representantes, juntamente com a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Técnico-administrativos das Universidades Brasileiras (FASUBRA), tiveram mais de 50 reuniões com o Governo Federal, sem avanço nas negociações. Depois de muito protelar, demos o prazo até 30 de maio para que eles apresentassem uma proposta, mas não recebemos nada. Por isso, os técnicos administrativos da UFS e de todo o Brasil decidiram entrar em greve hoje", afirmou.

Segundo o servidor Joseilton Nery, a categoria quer a expansão da universidade com qualidade, abertura de concurso e valorização dos trabalhadores. "Nesta greve nós precisamos ocupar os espaços da universidade para discutir as questões da UFS e dos seus trabalhadores atreladas às questões nacionais. Precisamos esclarecer para a população sergipana que nós queremos sim a expansão da universidade, mas não esta que foi proposta. Queremos a expansão da UFS com qualidade, concurso público e valorização dos seus trabalhadores. Queremos mais pessoas trabalhando nos laboratórios, atendendo no Hospital Universitário e nos campi do interior do estado", destacou.

Valorização
Os trabalhadores federais reivindicam um posicionamento do Governo Federal sobre o reajuste salarial da categoria. O último acordo salarial dos técnicos administrativos aconteceu em 2007 e terminou de ser aplicado pelo governo federal em 2010. De acordo com o SINTUFS, desde então, não houve qualquer alteração nos salários dos trabalhadores.

“Os servidores públicos federais, especialmente os técnicos administrativos das universidades precisam levar ao conhecimento da sociedade nossas reivindicações. Precisamos do apoio de todos, pois além de salários nós lutamos por melhorias das condições de trabalho e por uma universidade pública, gratuita e de qualidade para todos.”, afirmou Edjanária Borges, presidente do SINTUFS.

Manifestações
Nesta terça-feira (12), às 7h, os técnicos administrativos da UFS irão participar da ‘Paralisação Nacional dos Médicos Federais’ contra a Medida Provisória 568/2012, em frente ao Hospital Universitário (HU), na Zona Norte de Aracaju. Às 10h, os manifestantes participarão de um protesto organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese). No período da tarde, às 15h, os servidores participaram do Lançamento Nacional da Campanha da CUT pela Erradicação do Trabalho Infantil, no auditório da Escola do Legislativo.

JORNAL DE BRASÍLIA - PONTO DO SERVIDOR