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Publicado: 7/07/2011 | 09:52
MANIFESTO POR UMA JORNADA NACIONAL DE LUTAS
Em defesa da agenda unitária da classe trabalhadora mais de 500 pessoas entre aposentados, pensionistas e servidores públicos estiveram presentes na manifestação organizada pela nova central sindical dos trabalhadores. O evento realizado na esplanada dos ministérios teve como mote a mobilização por uma jornada nacional de lutas.
Na pauta das reivindicações estão: á mudança na política econômica com a redução de juros, desenvolvimento com valorização do trabalho, distribuição de renda e fortalecimento do mercado interno; a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução do salário; o fim do fator previdenciário; a regulamentação da terceirização; ratificar as convenções da OIT 158 contra dispensa imotivada, e 151 que diz respeito ao direito a negociação coletiva dos servidores públicos; a reforma agrária e urbana; destinar 10% do PIB para educação; salário igual para trabalho igual e o combate á discriminação e violência.
Segundo o presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), José Calixto, a destinação de 10% do PIB para a educação pode não ser suficiente, mas vai melhorar a vida do trabalhador.
“Hoje, por exemplo, falta mão de obra especializada e nós não temos escolas profissionais suficiente para profissionalizar milhões de trabalhadores. Muitas vezes eles saem da escola, e só tem o curso primário e se ele tiver um curso profissionalizante de repente ele pode arranjar uma colocação melhor logo em seguida”, afirmou o presidente.
Em relação á Regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho o representante da União Geral dos Trabalhadores – UGT, e diretor da CSPB, Lineu Mazano, antecipou como está o andamento dos debates junto aos Ministérios do Trabalho, Planejamento e na Câmara Federal. “Teremos uma oficina já programada para o dia 20 de julho, coordenada pelo Dieese, onde nós vamos estar sentados juntos á seis centrais sindicais buscando unificar nossa proposta para que possamos encaminhar a presidente Dilma uma proposta do conjunto dos servidores públicos representados pelas centrais sindicais, e logo que iniciar o mês de agosto teremos uma Audiência Pública onde vamos começar os debates na Câmara Federal para debater as propostas e buscar um entendimento comum em defesa do interesse dos servidores”.
Presente também na passeata a presidenta do Sindicato Nacional dos Aposentados e vice-presidenta da Força Sindical, Maria Antônia Rodrigues que acredita ser importante a existir um diálogo mais facilitado entre as centrais sindicais e o governo principalmente no que diz respeito ao fator previdenciário. “Quando nós aposentamos é quando mais precisamos de dinheiro pra comprar remédio, para ter um plano de saúde. É justamente nessa hora que nós precisamos de um melhor salário”, desabafou a presidenta.
O próximo manifesto será no estádio do Pacaembu em São Paulo no dia 3 de agosto e está prevista a participação de mais de 50 mil trabalhadores.
Secom/CSPB
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