antigas Publicado: 11/09/2009 | 11:35

Pobreza no Brasil manteve-se estável com a crise, cujo futuro é incerto

Ainda com os efeitos da crise econômica mundial cercando o Brasil, o país mantem as taxas de pobreza do período pré-crise - de setembro de 2008. A avaliação foi feita por instituições que fazem estudos sobre a economia, como a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A crise teria tido o papel de desacelerar o crescimento econômico que o Brasil apresentava nos últimos anos, segundo a fundação, mas sem provocar o aumento da pobreza.

O economista e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochman, relaciona o fôlego do país com as políticas anticíclicas, como a ampliação do Bolsa Família.

Pochman explica os aspectos que ajudaram a crise a não ter um efeito tão agressivo na camada mais pobre do país.

"Primeiro, a própria natureza da crise. Ela se concentrou no setor industrial, não atingindo todos os setores de forma equivalente. O segundo aspecto: os segmentos mais atingidos pela crise, principalmente do ponto de vista do emprego, acabaram sendo o de renda intermediária. Por outro lado, a crise enfrentou, no caso brasileiro, um conjunto de políticas que protege a base da pirâmide social".

Caso a crise se mantenha estável, o país pode ter uma melhoria em médio prazo, o que ajudaria a diminuir o desemprego. Mas Pochman pondera dizendo que não há certezas sobre o futuro desta crise.

"Os elementos que levaram à própria crise, como o problema do financiamento externo, o comércio e o papel das grandes corporações que operam sem regulamentação no mundo, não foram ainda plenamente resolvidos. Embora haja casos de melhoras, no qual o caso brasileiro pode estar incluído, com uma recuperação mais sustentada da economia, não se pode dizer para o mundo como um todo que a crise está superada".

(Fonte: Radioagência NP)


 

Ainda com os efeitos da crise econômica mundial cercando o Brasil, o país mantem as taxas de pobreza do período pré-crise - de setembro de 2008. A avaliação foi feita por instituições que fazem estudos sobre a economia, como a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A crise teria tido o papel de desacelerar o crescimento econômico que o Brasil apresentava nos últimos anos, segundo a fundação, mas sem provocar o aumento da pobreza.

O economista e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochman, relaciona o fôlego do país com as políticas anticíclicas, como a ampliação do Bolsa Família.

Pochman explica os aspectos que ajudaram a crise a não ter um efeito tão agressivo na camada mais pobre do país.

"Primeiro, a própria natureza da crise. Ela se concentrou no setor industrial, não atingindo todos os setores de forma equivalente. O segundo aspecto: os segmentos mais atingidos pela crise, principalmente do ponto de vista do emprego, acabaram sendo o de renda intermediária. Por outro lado, a crise enfrentou, no caso brasileiro, um conjunto de políticas que protege a base da pirâmide social".

Caso a crise se mantenha estável, o país pode ter uma melhoria em médio prazo, o que ajudaria a diminuir o desemprego. Mas Pochman pondera dizendo que não há certezas sobre o futuro desta crise.

"Os elementos que levaram à própria crise, como o problema do financiamento externo, o comércio e o papel das grandes corporações que operam sem regulamentação no mundo, não foram ainda plenamente resolvidos. Embora haja casos de melhoras, no qual o caso brasileiro pode estar incluído, com uma recuperação mais sustentada da economia, não se pode dizer para o mundo como um todo que a crise está superada".

(Fonte: Radioagência NP)