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Publicado: 12/08/2009 | 09:32
Desemprego seguirá caindo, mas em ritmo menor, diz Meirelles
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, avaliou que o ritmo de queda na taxa de desemprego registrado entre maio e junho deste ano pelo IBGE não deve se repetir nos proximos meses, embora estime continuidade na melhora desse indicador ao longo do ano.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego em junho caiu para 8,1%, ante 8,8% em maio.
"Não se prevê uma queda pronunciada (do desemprego) nos próximos meses, a previsão é de que haja uma trajetória de descida gradual até o fim do ano", disse Meirelles em discurso na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
Ele acrescentou que o impacto da crise global sobre o mercado de trabalho no Brasil foi menos intenso do que em outros países.
O Brasil sairá mais fortalecido da turbulência internacional e em totais condições de voltar a crescer perto de 4%, afirmou o presidente do BC.
"O Brasil entrou e sairá da crise sem deterioração das condições monetária e financeira, preparado para crescer e ainda com margem de manobra. Se necessário, temos ainda poder de fogo", afirmou.
Meirelles disse, ainda, esperar que os bancos privados de pequeno e médio portes - mais afetados pela crise - recuperem logo o fôlego na concessão de crédito.
Dados do BC mostram que, de setembro de 2008 até junho, os bancos pequenos e médios acumulam uma queda de 1,5% nos empréstimos concedidos, enquanto os grandes bancos somavam uma retração de 9,8%.
Os bancos públicos, por sua vez, acumulavam no mesmo período um ganho de 25,2%.
"Vamos ver se um julho já entra no terreno positivo", afirmou.
O presidente do BC também comentou os dados da Anfavea, que mostraram queda na produção e venda de veículos em julho.
Para ele, os números não contradizem a previsão mais otimista para a economia. Meirelles argumentou que o encolhimento na produção e vendas refletiu uma antecipação nas compras de automóveis.
"Um dos fatores a ser analisado é que no mês de junho houve uma antecipação de compra em função de uma expectativa de que a isenção de IPI nao fosse prorrogada, como aconteceu de março para abril", afirmou.
Meirelles também destacou a tendência de "crescimento continuado" do crédito nos bancos pequenos e médios.
Segundo ele, de setembro do ano passado até o fim de junho, o crédito no setor acumulava queda de 1,5%.
Nesse período, houve aumento de 25,2% nos bancos públicos e de 9,8% nos privados.
No entanto, disse ele, em junho, os números já se aproximavam do positivo.
Meirelles mostrou-se otimista com as perspectivas para julho.
"Vamos ver agora os números do final de julho para aguardar se já entrou no terreno do positivo. Tão logo tenhamos os cálculos, vamos divulgar."
Ele afirmou que apoia a reivindicação do setor industrial de mudanças estruturais no país, especialmente a reforma tributária, mas lembrou que sua realização não depende apenas do Executivo.
"É uma prerrogativa congressual. Esperamos que, no momento adequado, o Congresso Nacional aprecie e vote a reforma tributária".
Meirelles reafirmou que atualmente o Brasil está com credibilidade "extremamente reforçada" no mundo todo, devido ao comportamento da economia diante da crise financeira internacional e à trajetória de recuperação prevista para a economia nacional neste ano e no próximo.
Ele ressaltou, contudo, que é necessário manter políticas responsáveis em todas as áreas "para que essa credibilidade continue a prevalecer".
Perguntado sobre uma possível candidatura sua a um cargo eletivo em 2010, Meirelles disse que decidirá até março. (Fonte: Blog O outro lado da notícia, com Agência Brasil)
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, avaliou que o ritmo de queda na taxa de desemprego registrado entre maio e junho deste ano pelo IBGE não deve se repetir nos proximos meses, embora estime continuidade na melhora desse indicador ao longo do ano.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego em junho caiu para 8,1%, ante 8,8% em maio.
"Não se prevê uma queda pronunciada (do desemprego) nos próximos meses, a previsão é de que haja uma trajetória de descida gradual até o fim do ano", disse Meirelles em discurso na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
Ele acrescentou que o impacto da crise global sobre o mercado de trabalho no Brasil foi menos intenso do que em outros países.
O Brasil sairá mais fortalecido da turbulência internacional e em totais condições de voltar a crescer perto de 4%, afirmou o presidente do BC.
"O Brasil entrou e sairá da crise sem deterioração das condições monetária e financeira, preparado para crescer e ainda com margem de manobra. Se necessário, temos ainda poder de fogo", afirmou.
Meirelles disse, ainda, esperar que os bancos privados de pequeno e médio portes - mais afetados pela crise - recuperem logo o fôlego na concessão de crédito.
Dados do BC mostram que, de setembro de 2008 até junho, os bancos pequenos e médios acumulam uma queda de 1,5% nos empréstimos concedidos, enquanto os grandes bancos somavam uma retração de 9,8%.
Os bancos públicos, por sua vez, acumulavam no mesmo período um ganho de 25,2%.
"Vamos ver se um julho já entra no terreno positivo", afirmou.
O presidente do BC também comentou os dados da Anfavea, que mostraram queda na produção e venda de veículos em julho.
Para ele, os números não contradizem a previsão mais otimista para a economia. Meirelles argumentou que o encolhimento na produção e vendas refletiu uma antecipação nas compras de automóveis.
"Um dos fatores a ser analisado é que no mês de junho houve uma antecipação de compra em função de uma expectativa de que a isenção de IPI nao fosse prorrogada, como aconteceu de março para abril", afirmou.
Meirelles também destacou a tendência de "crescimento continuado" do crédito nos bancos pequenos e médios.
Segundo ele, de setembro do ano passado até o fim de junho, o crédito no setor acumulava queda de 1,5%.
Nesse período, houve aumento de 25,2% nos bancos públicos e de 9,8% nos privados.
No entanto, disse ele, em junho, os números já se aproximavam do positivo.
Meirelles mostrou-se otimista com as perspectivas para julho.
"Vamos ver agora os números do final de julho para aguardar se já entrou no terreno do positivo. Tão logo tenhamos os cálculos, vamos divulgar."
Ele afirmou que apoia a reivindicação do setor industrial de mudanças estruturais no país, especialmente a reforma tributária, mas lembrou que sua realização não depende apenas do Executivo.
"É uma prerrogativa congressual. Esperamos que, no momento adequado, o Congresso Nacional aprecie e vote a reforma tributária".
Meirelles reafirmou que atualmente o Brasil está com credibilidade "extremamente reforçada" no mundo todo, devido ao comportamento da economia diante da crise financeira internacional e à trajetória de recuperação prevista para a economia nacional neste ano e no próximo.
Ele ressaltou, contudo, que é necessário manter políticas responsáveis em todas as áreas "para que essa credibilidade continue a prevalecer".
Perguntado sobre uma possível candidatura sua a um cargo eletivo em 2010, Meirelles disse que decidirá até março. (Fonte: Blog O outro lado da notícia, com Agência Brasil)