antigas Publicado: 12/08/2009 | 09:31

País reduziu pobreza e desigualdade mesmo durante a crise, diz Ipea

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou na última terça-feira (4), o Comunicado da Presidência 25, Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros Resultados.

O estudo revela que, ao contrário de outros períodos de grave manifestação de crise econômica no Brasil (1982-1983, 1989-1990 e 1998-1999), que causaram mais pobreza nas regiões metropolitanas, desta vez houve diminuição do empobrecimento no país desde o último trimestre de 2008.

A melhora é considerada histórica.

O Comunicado da Presidência foi divulgado às 14h, na sede do Ipea (SBS, Q. 1, Ed. BNDES), pelo presidente do Instituto, Marcio Pochmann.

Houve transmissão on-line pelo site
www.ipea.gov.br, e jornalistas interessados em fazer comentários ou perguntas puderam participar pelo e-mail .

Em junho, o índice de Gini alcançou nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil seu menor patamar (0,493), em conformidade com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
[email protected] Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

O índice é usado para medir desigualdade e varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, mais desigual é a sociedade).

As regiões analisadas foram as de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Entre dezembro de 2002 (considerado o mês de mais alta medida de desigualdade no País) e junho de 2009, o índice caiu 9,5%. Desde janeiro deste ano, a queda foi de 4,1% - a mais alta desde 2002, quando o IBGE introduziu nova metodologia à PME.

De acordo com o Comunicado da Presidência, a redução do índice de Gini "pode estar relacionada tanto à perda de valor real das maiores rendas do trabalho como à proteção do conjunto dos rendimentos na base da pirâmide ocupacional nas regiões metropolitanas".

Pochmann mencionou alguns fatos que explicam essa diminuição da desigualdade no País.

"De um lado, a crise se manifestou de forma mais concentrada no setor industrial, que geralmente paga os melhores salários.

De outro lado, temos a proteção da renda na base da pirâmide social brasileira, com aumento do salário mínimo e políticas de transferência de renda previdenciárias e assistenciais", afirmou o presidente do Ipea.

No entanto, ele acrescentou que a melhora continua sendo insuficiente.

"Um índice de Gini acima de 0,4 ainda representaria péssima distribuição de renda. Há uma tendência de queda, mas ainda estamos longe de chegar a algo comparável a países mais avançados".

O estudo também destaca a redução na taxa de pobreza nas regiões metropolitanas e conclui que a velocidade de queda foi diferente em cada uma: São Paulo, Salvador e Recife tiveram desempenho pior que Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Entre março de 2002 e junho de 2009, a taxa de pobreza caiu 26,8% nessas regiões metropolitanas, passando de 42,5% para 31,1%.

Em termos absolutos, nesse período de pouco mais de sete anos, 4 milhões de brasileiros deixaram de ser pobres.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou na última terça-feira (4), o Comunicado da Presidência 25, Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros Resultados.

O estudo revela que, ao contrário de outros períodos de grave manifestação de crise econômica no Brasil (1982-1983, 1989-1990 e 1998-1999), que causaram mais pobreza nas regiões metropolitanas, desta vez houve diminuição do empobrecimento no país desde o último trimestre de 2008.

A melhora é considerada histórica.

O Comunicado da Presidência foi divulgado às 14h, na sede do Ipea (SBS, Q. 1, Ed. BNDES), pelo presidente do Instituto, Marcio Pochmann.

Houve transmissão on-line pelo site
www.ipea.gov.br, e jornalistas interessados em fazer comentários ou perguntas puderam participar pelo e-mail .

Em junho, o índice de Gini alcançou nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil seu menor patamar (0,493), em conformidade com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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O índice é usado para medir desigualdade e varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, mais desigual é a sociedade).

As regiões analisadas foram as de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Entre dezembro de 2002 (considerado o mês de mais alta medida de desigualdade no País) e junho de 2009, o índice caiu 9,5%. Desde janeiro deste ano, a queda foi de 4,1% - a mais alta desde 2002, quando o IBGE introduziu nova metodologia à PME.

De acordo com o Comunicado da Presidência, a redução do índice de Gini "pode estar relacionada tanto à perda de valor real das maiores rendas do trabalho como à proteção do conjunto dos rendimentos na base da pirâmide ocupacional nas regiões metropolitanas".

Pochmann mencionou alguns fatos que explicam essa diminuição da desigualdade no País.

"De um lado, a crise se manifestou de forma mais concentrada no setor industrial, que geralmente paga os melhores salários.

De outro lado, temos a proteção da renda na base da pirâmide social brasileira, com aumento do salário mínimo e políticas de transferência de renda previdenciárias e assistenciais", afirmou o presidente do Ipea.

No entanto, ele acrescentou que a melhora continua sendo insuficiente.

"Um índice de Gini acima de 0,4 ainda representaria péssima distribuição de renda. Há uma tendência de queda, mas ainda estamos longe de chegar a algo comparável a países mais avançados".

O estudo também destaca a redução na taxa de pobreza nas regiões metropolitanas e conclui que a velocidade de queda foi diferente em cada uma: São Paulo, Salvador e Recife tiveram desempenho pior que Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Entre março de 2002 e junho de 2009, a taxa de pobreza caiu 26,8% nessas regiões metropolitanas, passando de 42,5% para 31,1%.

Em termos absolutos, nesse período de pouco mais de sete anos, 4 milhões de brasileiros deixaram de ser pobres.