Com ataques dirigidos à elevadíssima taxa básica de juros (Selic) adotada no Brasil, foi laçado nesta segunda-feira (26) um Manifesto contra a Crise, assinado por "centrais, federações e sindicatos de trabalhadores e as federações de sindicatos empresariais". As entidades cobram a redução da Selic dos atuais 12,75% para "um patamar de 8% ao ano", além de um intervalo menor entre as definições das taxas "enquanto perdurar a crise".

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Destaques Publicado: 27/01/2009 | 11:23

CENTRAIS E FEDERAÇÕES LANÇAM 'MANIFESTO CONTRA A CRISE'

Com ataques dirigidos à elevadíssima taxa básica de juros (Selic) adotada no Brasil, foi laçado nesta segunda-feira (26) um Manifesto contra a Crise, assinado por "centrais, federações e sindicatos de trabalhadores e as federações de sindicatos empresariais". As entidades cobram a redução da Selic dos atuais 12,75% para "um patamar de 8% ao ano", além de um intervalo menor entre as definições das taxas "enquanto perdurar a crise".

Com ataques dirigidos à elevadíssima taxa básica de juros (Selic) adotada no Brasil, foi laçado nesta segunda-feira um Manifesto contra a Crise, assinado por "centrais, federações e sindicatos de trabalhadores e as federações de sindicatos empresariais".

As entidades cobram a redução da Selic dos atuais 12,75% para "um patamar de 8% ao ano", além de um intervalo menor entre as definições das taxas "enquanto perdurar a crise".

As entidades pedem ainda que haja redução nos spreads bancários, sobretudo de bancos estatais, e que seja ampliado os integrantes do Conselho Monetário Nacional (CMN), de três para sete membros, com a participação de outras áreas do governo, de acadêmicos e de representantes dos setores produtivos.

O texto contém a assinatura de todas as centrais sindicais legalizadas no Brasil, com exceção da CUT, que mais uma vez procura um caminho alternativo e isolado. Em contrapartida, os presidentes das federações paulistas da Agricultura, do Comércio e das Indústrias aderiram à carta. (Com agências)

Veja abaixo a íntegra do texto.

"Manifesto contra a crise

Na Seqüência dos entendimentos que as centrais, federações e sindicatos de trabalhadores e as federações de sindicatos empresariais, têm promovido desde o ano passado no sentido de analisar a crise Internacional e os seus efeitos negativos no Brasil - sempre objetivando oferecer sugestões capazes de manter o nível de emprego no País - as entidades que assinam este documento estabelecem um histórico entendimento com foco em quatro pontos principais:

- Que seja acelerada a queda na taxa básica de juros (Selic), alcançando, o quanto antes, um patamar de 8% ao ano, (aproximadamente 3% de juros reais);

- Que as reuniões do Copom, do Banco Central (BC), destinadas a debater e determinar a Selic, sejam a cada 15 dias - enquanto perdurar a crise;

- Que sejam reduzidos drasticamente os spreads bancários, em especial os dos bancos estatais que, hoje, estão entre os mais altos praticados no País; e

- Que seja ampliado o número de integrantes do Conselho Monetário Nacional (CMN), de três para sete membros, abrindo o órgão à participação de outras áreas do Governo, da área acadêmica e das forças produtivas.

A sociedade brasileira espera do Governo medidas práticas e imediatas para combater a crise, evitando a ampliação de suas conseqüências sobre o nosso país. Precisamos impedir o desemprego e defender o futuro do Brasil.

São Paulo, Capital, 26 de janeiro de 2009.

 

Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB)
Antonio Fernandes dos Santos Neto - Presidente

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Wagner Gomes - Presidente

Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp)
Fabio Meirelles - Presidente

Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio)
Abram Szajman - Presidente

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Paulo Skaf - Presidente

Força Sindical
Paulo Pereira da Silva (Paulinho) - Presidente

Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
José Calixto - Presidente

União Geral dos Trabalhadores (UGT)
Ricardo Patah - Presidente"

 

Fonte: DIAP, com agências.

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