Cerca de 200 manifestantes de centrais sindicais de trabalhadores protestaram em frente à sede do Banco Central, em Brasília, a favor de um “corte drástico” nos juros. A manifestação com faixas, carros de som e fantasias ocorreu em 26 estados nas sedes regionais do Banco Central. E a pressão dos trabalhadores deu certo. O BC reduziu a taxa em um p.p.. Agora a Selic está em 12,75% a.a.

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Destaques Publicado: 21/01/2009 | 19:26

DEPOIS DE MANIFESTAÇÕES EM TODO O PAÍS BANCO CENTRAL REDUZ TAXA DE JUROS

Cerca de 200 manifestantes de centrais sindicais de trabalhadores protestaram em frente à sede do Banco Central, em Brasília, a favor de um “corte drástico” nos juros. A manifestação com faixas, carros de som e fantasias ocorreu em 26 estados nas sedes regionais do Banco Central. E a pressão dos trabalhadores deu certo. O BC reduziu a taxa em um p.p.. Agora a Selic está em 12,75% a.a.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 13,75% para 12,75% ao ano e atendeu em parte às reivindicações dos empresários, que querem investir no setor produtivo, e dos trabalhadores, que defendem mais investimentos como forma de garantir seus empregos e a criação de mais vagas de trabalho.

"Avaliando as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, neste momento, reduzir a taxa Selic para 12,75% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e três votos pela redução da taxa Selic em 0,75 p.b. Com isso, o Comitê inicia um processo de flexibilização da política monetária realizando de imediato parte relevante do movimento da taxa básica de juros, sem prejuízo para o cumprimento da meta para a inflação", diz a nota oficial divulgada logo após a reunião.

Manifestações

Cerca de 200 manifestantes de centrais sindicais de trabalhadores protestaram na manhã desta quarta-feira (21/01) em frente à sede do Banco Central, em Brasília, a favor de um “corte drástico” nos juros. A manutenção da taxa de 13,75% ao ano será decidida à noite, durante reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
A manifestação com faixas, carros de som e fantasias ocorreu em 26 estados nas sedes regionais do Banco Central.

O secretário-geral da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Moacyr Roberto Tesch Auersvald, disse acreditar "no bom senso do governo Lula para que a composição do governo não tenha um posicionamento diferente quanto ao patamar de juros que deve ser praticado". Moacyr Roberto defende "que o Banco Central olhe para o povo e siga o discurso de Lula pois o juro alto é incompatível com soluções para a recessão e o desemprego, enquanto os banqueiros continuam tendo lucros altos".

O presidente regional da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) para o Distrito Federal e entorno, Waldyr Ferreira, disse que o Banco Central pratica "uma política de capachismo a serviço das grandes corporações internacionais" e acentuou que a instituição "não executa uma política condizente com o que o presidente Lula prega".

A manifestação em frente ao BC envolveu faixas que faziam desafios à quebra de juros ou a saída do presidente do Banco Central do cargo, pensamento que foi insistido nos discursos da maioria dos sindicalistas que falaram sobre o carro de som, que tocava músicas de carnaval, com o lema "O Carnaval do Juro Baixo". Um manifestante usava uma mascara do ministro da Fazenda, Guido Mantega com os dizeres: "Desemprego? Não estou sabendo! Estava de férias".

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique dos Santos, disse que "é preciso responsabilidade social" dos membros do Copom. Ele indica a redução da expectativa da inflação como mais um motivo para o Banco Central reduzir os juros. Segundo ele, é preciso "um corte ousado, drástico, para enfrentar a crise financeira internacional e suprir a necessidade de crédito e investimento no país capaz de gerar renda para a sociedade brasileira". Ele calcula que o corte de 1 ponto percentual na taxa Selic representaria R$ 15 bilhões a mais de recursos circulando na economia. Artur Henrique criticou ainda o spread bancário (custo de intermediação de empréstimos) e disse que os bancos públicos (Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) "devem ser os primeiros a favorecer o baixo custo do dinheiro".

 

Fonte: Nova Central e Agência Brasil

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