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Destaques Publicado: 28/02/2008 | 11:05

RELATOR DO ORÇAMENTO GARANTE REAJUSTE DO SALÁRIO MÍNIMO

O relator-geral do Orçamento, deputado José Pimentel (PT/CE), afirmou nesta quarta-feira (27), que os recursos para o aumento do salário mínimo estão garantidos na proposta orçamentária deste ano.

Segundo Pimentel, no projeto de lei encaminhado pelo Executivo ao Congresso Nacional, a previsão para o salário mínimo era de R$ 407,41, mas, com a definição da reestimativa de receitas e da inflação do ano passado, o valor deverá ser reajustado para R$ 412,42.

 

"No parecer sobre a reestimativa de receitas, e também no parecer geral do relator, estamos reservando os recursos para atender o salário mínimo no País e, em especial, para os aposentados e pensionistas", disse o deputado.

 

Ele informou que o Executivo deve encaminhar ao Congresso Nacional medida provisória reajustando o salário mínimo, já que o projeto de lei nesse sentido ainda não foi aprovado pelo Congresso Nacional. Pimentel se referia ao PLC 42/07, em discussão no Senado e já aprovado pela Câmara (PL 1/07), do Executivo, que estabelece uma política permanente de valorização do mínimo até 2023.

 

O relatório geral do orçamento ainda está sendo discutido pela Comissão Mista de Orçamento e deve ser votado nesta semana.

 

Valorização do salário mínimo

O projeto também estabelece diretrizes para a política de valorização do salário mínimo de 2008 a 2023.

 

A proposição determina que, nos próximos 15 anos, os reajustes do salário mínimo sejam calculados com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Relatório e acordo

Ao ressaltar o efeito do reajuste na qualidade de vida da população, Pimentel lembrou que o Brasil chegou ao grupo de países com alto Índice de Desenvolvimento Humano no último relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Pnud). “Os dados utilizados pela pesquisa são de 2005 e apontam maior expectativa de vida (passa de 70,8 para 71,5 anos), maior taxa de matrícula (passa de 85,7% para 87,5%) e aumento do PIB per capita (que passou de US$ 8.195 para US$ 8.325)”, aponta trecho do relatório.

Fonte: Diap

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