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Destaques Publicado: 14/11/2007 | 12:13

LULA ASSINA MP DO REAJUSTE

Medida provisória garante aumento de 22% a 27% para policiais civis, PMs e bombeiros, com percentuais retroativos a setembro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem à noite a medida provisória que reajusta os salários dos servidores da área de segurança do Distrito Federal. Os percentuais variam de 22% a 27% e serão retroativos a 1º de setembro deste ano. Terão direito ao aumento delegados, policiais civis e militares e homens do Corpo de Bombeiros. A medida provisória deverá ser divulgada no Diário Oficial da União hoje e segue para votação no Congresso. Os parlamentares têm 60 dias para aprovar, ou não, a MP, mas isso não impede que o aumento comece a vigorar logo a partir deste mês. Representantes do sindicato das categorias comemoraram a decisão do governo.

A MP de número 401 beneficiará mais 32 mil servidores da Segurança Pública. O reajuste já havia sido antecipado pelo governador José Roberto Arruda quando ele assinou, em outubro, o Decreto nº 28.371 que concedeu o aumento antecipado na folha daquele mês. Para isso, o governo local fez uma consulta ao Ministério do planejamento.

O órgão federal, por sua vez, analisou a disponibilidade de verba do Fundo Constitucional e constatou que havia dinheiro no caixa para arcar com os novos salários, segundo assessores do GDF. “Fizemos um acordo com o Ministério para antecipar isso é incluir o reajuste na folha de pagamento de outubro”, disse Arruda.

Distorções
O reajuste dos policiais civis será parcelado em três vezes — retroativo a setembro deste ano, que já foi pago, fevereiro do ano que vem e fevereiro de 2009. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF, Welinton Luiz de Souza, elogiou a aprovação do aumento por parte do governo federal. Outro que destacou o reajuste foi o presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil, Mauro Cezar Lima. Mas com uma ressalva: “O reajuste não é o ideal, mas já corrige algumas distorções”, disse.

O GDF garantiu ainda o pagamento de diferenças de gratificações atrasadas, férias, adicionais por tempo de serviço e auxílio- alimentação. O governo já anunciou previsão de R$ 8 milhões para esse fim. Mas as dívidas com a categoria chegam a R$ 75 milhões. “Continuaremos a negociar o pagamento do restante”, assegurou Mauro Cezar.

Fonte: Correio Web

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