Após um período morno de protestos, as paralisações e manifestações voltam a ser realizadas e ameaçam o funcionamento do serviço público federal. Os técnicos e analistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) transferidos para a Receita Federal do Brasil iniciaram ontem uma greve por tempo indeterminado. Eles pedem a efetivação dos 5.032 servidores na carreira da Super Receita, que engloba a antiga Secretaria da Receita Federal, responsável pelos tributos federais, e a Secretaria da Receita da Previdência, que cuidava dos pagamentos da contribuição patronal ao INSS." />
Destaques Publicado: 23/10/2007 | 11:18

SERVIDORES DO INSS CRUZAM OS BRAÇOS

Após um período morno de protestos, as paralisações e manifestações voltam a ser realizadas e ameaçam o funcionamento do serviço público federal. Os técnicos e analistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) transferidos para a Receita Federal do Brasil iniciaram ontem uma greve por tempo indeterminado. Eles pedem a efetivação dos 5.032 servidores na carreira da Super Receita, que engloba a antiga Secretaria da Receita Federal, responsável pelos tributos federais, e a Secretaria da Receita da Previdência, que cuidava dos pagamentos da contribuição patronal ao INSS.

Segundo o movimento grevista, os salários dos funcionários do INSS representam, em média, 80% do que ganham os da Receita.

Caso não recebam uma proposta do governo até a próxima segunda-feira, ameaçam voltar ao INSS. “Estamos há 200 dias trabalhando para a Receita, mas vinculados ao INSS. Se não tiver uma proposta, vamos protocolar pedidos para voltarmos para o INSS”, afirma a presidente da Associação Nacional dos Servidores da Receita Previdenciária (Unaslaf), Simone Melo. Um outro prejuízo com a alteração, se refere à carga horária de trabalho. Com a mudança de órgão, a carga horária dos funcionários passou de seis horas diárias para oito horas diárias.

Protesto

Os professores universitários promovem amanhã uma manifestação contra o Programa de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais (Reuni), lançado pelo governo em abril deste ano. Eles também reivindicam aumentos salariais para a categoria. Os docentes vão espalhar espantalhos pela Esplanada dos Ministérios protestando contra o projeto do governo de elevar o número de universitários, sem aumentar a estrutura das universidades e o número de professores.

Fonte: Correio Braziliense


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