Destaques
Publicado: 21/08/2007 | 11:34
DIREITO DE GREVE: DEBATE NÃO PODE SER RESTRITO
Conforme João Domingos, na continuação de sua palestra durante o III Encontro de Dirigentes Sindicais – FESEMPRE, existe hoje mais de uma vertente quanto à regulamentação do Direito de Greve do Servidor. O Supremo Tribunal Federal (STF) tem sua posição, e por outro lado o Governo tem seu projeto próprio. “Estipularam que até 75% dos trabalhadores deveria se manter ativos durante uma greve, o que é um absurdo. Todos os serviços são essenciais à sociedade, mas deve-se pontuar como proceder em situações de emergência”.
Ele deixou claro que não se pode aceitar a posição do Governo, que criou uma comissão para discutir o assunto deixando fora as centrais sindicais. “Apenas a CUT e os servidores federais participam dos debates. Estamos articulando e temos o apoio de muitos partidos políticos com representação no Congresso para fazer valer nossa posição. Entendemos que o Direito de Greve deve ser negociado dentro da negociação coletiva”, disse ele em determinado momento.
Para barrar as manobras do Governo, Domingos pediu o apoio da FESEMPRE. “O engajamento desta que é a Federação de servidores municipais que mais cresceu em quantidade e qualidade no país, conseguindo unificar e organizar seu Estado de mais municípios, é essencial. A cooptação do movimento sindical promovida hoje é mais grave que a perseguição direta dos tempos da Ditadura. A atual geração conquistará a vitória somente se não for surpreendida na luta. Para isso, não é eficiente combater resultados, mas suas causas”, adverte.
PEC 54 e Emenda 03
Além do Direito de Greve, Domingos discorreu acerca da Emenda 03, que trata da flexibilização das leis trabalhistas, e do PEC 54 (Proposta de Emenda Constitucional).
Durante esta parte da palestra, Sebastião Soares, vice-presidente da CSPB, pediu a fala, que lhe foi passada pelo presidente da Mesa, Cosme Nogueira. Ele acrescentou que a PEC 54 pode entrar em pauta na próxima semana, com impactos alarmantes para o servidor. “É preciso atentar para a questão dos cargos comissionados e nepotismo, usados sempre para onerar a folha e impedir reajustes dignos para os servidores”.
Quanto à Emenda 03, ele deixou um alerta. “Em teoria ela ajuda as pequenas empresas. Mas, na prática, prejudica, e é também uma catástrofe para os servidores. Foi aprovada com 354 votos pelos deputados federais e existe uma forte campanha de empresários para derrubar o veto do Lula”.
Texto: Felipe de Assis - FESEMPRE
Ele deixou claro que não se pode aceitar a posição do Governo, que criou uma comissão para discutir o assunto deixando fora as centrais sindicais. “Apenas a CUT e os servidores federais participam dos debates. Estamos articulando e temos o apoio de muitos partidos políticos com representação no Congresso para fazer valer nossa posição. Entendemos que o Direito de Greve deve ser negociado dentro da negociação coletiva”, disse ele em determinado momento.
Para barrar as manobras do Governo, Domingos pediu o apoio da FESEMPRE. “O engajamento desta que é a Federação de servidores municipais que mais cresceu em quantidade e qualidade no país, conseguindo unificar e organizar seu Estado de mais municípios, é essencial. A cooptação do movimento sindical promovida hoje é mais grave que a perseguição direta dos tempos da Ditadura. A atual geração conquistará a vitória somente se não for surpreendida na luta. Para isso, não é eficiente combater resultados, mas suas causas”, adverte.
PEC 54 e Emenda 03
Além do Direito de Greve, Domingos discorreu acerca da Emenda 03, que trata da flexibilização das leis trabalhistas, e do PEC 54 (Proposta de Emenda Constitucional).
Durante esta parte da palestra, Sebastião Soares, vice-presidente da CSPB, pediu a fala, que lhe foi passada pelo presidente da Mesa, Cosme Nogueira. Ele acrescentou que a PEC 54 pode entrar em pauta na próxima semana, com impactos alarmantes para o servidor. “É preciso atentar para a questão dos cargos comissionados e nepotismo, usados sempre para onerar a folha e impedir reajustes dignos para os servidores”.
Quanto à Emenda 03, ele deixou um alerta. “Em teoria ela ajuda as pequenas empresas. Mas, na prática, prejudica, e é também uma catástrofe para os servidores. Foi aprovada com 354 votos pelos deputados federais e existe uma forte campanha de empresários para derrubar o veto do Lula”.
Texto: Felipe de Assis - FESEMPRE
Compartilhe essa notícia
Mais lidas dos últimos 30 dias
01
CSPB participa de reunião extraordinária do Instituto Servir Brasil e reforça unidade pela aprovação do PL 1893/2026 (5781 views • 07/07/2026)
02
CSPB intensifica articulação para construir consenso e viabilizar aprovação da negociação coletiva no serviço público (5454 views • 10/07/2026)
03
CSPB celebra avanço histórico da negociação coletiva e convoca mobilização nacional pela aprovação do PL 1893/2026 (5016 views • 02/07/2026)
04
CSPB repudia perseguição a dirigentes sindicais e anuncia reação política e jurídica em defesa da liberdade sindical (4933 views • 15/07/2026)
05
CSPB lança ‘Carta de Compromisso 2026’ para pautar a defesa do serviço público nas eleições (4814 views • 09/07/2026)
06
CSPB reforça articulação por consenso para viabilizar aprovação do PL da Negociação Coletiva (4729 views • 08/07/2026)
07
FMI reconhece fracasso das privatizações e aponta nova onda estatal (4645 views • 01/07/2026)
08
CSPB e Sindfazenda reforçam parceria em defesa dos servidores públicos e da negociação coletiva (4392 views • 02/07/2026)
09
Nota Técnica do MPT fortalece atuação dos sindicatos na fiscalização de contratos terceirizados (4390 views • 21/07/2026)
10