Destaques
Publicado: 4/07/2007 | 17:16
JOÃO DOMINGOS DIZ QUE PARECER DE MARQUEZELLI É TRAIÇOEIRO E PERIGOSO
O presidente da CSPB, João Domingos, comentou sobre o parecer do Deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP) sobre o direito de greve do servidor público. João Domingos disse que esse projeto é uma armadilha e convocou uma reunião de emergência para a próxima terça-feira (10) para discutirem sobre o assunto.O Deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP) colocou disponível seu parecer sobre o Projeto de Lei 4.497/01 que trata do direito de greve do servidor público. O presidente da CSPB, João Domingos, comentou sobre o assunto e ressaltou que esse projeto merece todo cuidado e atenção da entidade.
João Domingos ainda explicou que o PL, na parte que especifica as condições para o exercício da greve, se revela um projeto anti-greve se considerarmos todo o leque prestado de serviço público. “Nós reivindicamos que o serviço público fosse considerado essencial, mas o deputado Nelson Marquezelli colocou em seu relatório que 45% dos servidores precisam estar na ativa, que esses servidores não podem fazer greve, e isso significa na prática, a impossibilidade de fazer paralisações. Eu já revelei na Câmara dos Deputados uma forma simples de definir o que é serviço inadiável. A maioria das atividades listadas como essenciais pelo deputado não são essenciais, estão colocadas como essenciais apenas para evitar o exercício da greve”, ressaltou.
O presidente ainda afirma que esse projeto é traiçoeiro e perigoso. “É considerado traiçoeiro porque em seu contexto geral ele atende as expectativas gerais das entidades sindicais que foram reivindicadas durante uma audiência pública, e ele provavelmente atrairá o apoio da maioria dos deputados que não terão o cuidado de ler as entrelinhas do projeto. Esse projeto merece reação, pois atende parcialmente algumas reivindicações e coloca outras maldades, por isso, ele se tornou mais perigoso que o projeto original”.
João Domingos marcou uma reunião de emergência a ser realizada na próxima terça-feira (10), na sede da CSPB, para debater sobre o projeto. “Nós temos que assumir a frente, porque muitas entidades, principalmente as ligadas às centrais sindicais governistas estão entranhadas na garganta do governo e vão apoiar o substitutivo, e nós que fazemos sindicalismo classista, que trabalhamos não em prol da entidade ou do dirigente, temos que reagir”, finalizou.
Suhelen Borges
Compartilhe essa notícia
Mais lidas dos últimos 30 dias
01
CSPB participa de reunião extraordinária do Instituto Servir Brasil e reforça unidade pela aprovação do PL 1893/2026 (5781 views • 07/07/2026)
02
CSPB intensifica articulação para construir consenso e viabilizar aprovação da negociação coletiva no serviço público (5453 views • 10/07/2026)
03
CSPB celebra avanço histórico da negociação coletiva e convoca mobilização nacional pela aprovação do PL 1893/2026 (5015 views • 02/07/2026)
04
CSPB repudia perseguição a dirigentes sindicais e anuncia reação política e jurídica em defesa da liberdade sindical (4933 views • 15/07/2026)
05
CSPB lança ‘Carta de Compromisso 2026’ para pautar a defesa do serviço público nas eleições (4814 views • 09/07/2026)
06
CSPB reforça articulação por consenso para viabilizar aprovação do PL da Negociação Coletiva (4729 views • 08/07/2026)
07
FMI reconhece fracasso das privatizações e aponta nova onda estatal (4644 views • 01/07/2026)
08
CSPB e Sindfazenda reforçam parceria em defesa dos servidores públicos e da negociação coletiva (4391 views • 02/07/2026)
09
Nota Técnica do MPT fortalece atuação dos sindicatos na fiscalização de contratos terceirizados (4371 views • 21/07/2026)
10