Há dois anos sem promover paralisações, os trabalhadores administrativos das universidades federais entraram em greve por tempo indeterminado. “Sabemos que a greve gera incomodo, mas ela é necessária...”, João Domingos, presidente da CSPB.

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Destaques Publicado: 29/05/2007 | 14:51

UNIVERSIDADES FEDERAIS ENTRAM EM GREVE

Há dois anos sem promover paralisações, os trabalhadores administrativos das universidades federais entraram em greve por tempo indeterminado. “Sabemos que a greve gera incomodo, mas ela é necessária...”, João Domingos, presidente da CSPB.

Mais uma greve no setor público. Dessa vez, foram as universidades federais que decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado.

Das 56 instituições existentes no país, 32 entraram em greve afetando o funcionamento das bibliotecas, laboratórios, restaurantes e hospitais universitários.

As reivindicações são a reestruturação da carreira, melhores salários e a retirada de um projeto de lei, enviado pelo governo, que limita a expansão dos gastos com pessoal em 1,5% acima da inflação e novas contratações. Eles também protestam contra a transformação de hospitais universitários em fundações estatais.

Os grevistas querem aumento no piso da categoria, que varia de R$ 701 a R$ 1.427 e exigem que passe a variar de R$ 1.140 a R$ 3.800.

Os organizadores esperam conseguir adesão com a greve, já que em todo o país o número de trabalhadores ativos em instituições federais chega a 151 mil.

Em resposta à greve, o Ministério da Educação divulgou nota dizendo que “a greve em nada contribui para os avanços das negociações em curso”, referindo-se à reunião marcada para 6 de junho entre os representantes dos ministérios do Planejamento, Educação e o sindicato.

Para o presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, João Domingos a greve é uma conseqüência da falta de negociação entre governo e faculdades. “A greve aponta para melhoras na sociedade, pois se um professor trabalha desmotivado, todos saem no prejuízo, porque o resultado disso, será um ensino de má qualidade”, enfatizou.

João Domingos disse que a CSPB vai dar todo o apoio para as universidades. “Sabemos que a greve gera incomodo, mas ela é necessária, e por isso, a CSPB vai dar apoio às universidades para garantir o nível de qualidade do ensino no Brasil”, declarou.

O secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota, diz que a greve “traz prejuízos às demais categorias, como estudantes, professores, e a comunidade em geral”.

A justificativa do governo é que não há recursos para aumentar salários neste ano.

Outros órgãos

Os servidores federais das universidades não são os únicos que estão em greve, os funcionários do Banco Central, da Cultura, do Incra e do Ibama também estão em greve reivindicando aumento salarial e reestruturação da carreira.

Suhelen Borges, com informações

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