Notícias Publicado: 1/07/2026 | 05:54

Boletim Focus: projeção para o PIB sobe e segue a previsão do BC



Mercado financeiro indica crescimento econômico de 1,99% em 2026, enquanto Banco Central já havia elevado para 2%; Ministério da Fazenda estima PIB em 2,3%

Foto: Adobe Stock

por Murilo da Silva


O Banco Central (BC) elevou a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 de 1,6% para 2%, na última semana. O mercado financeiro tem acompanhado essa perspectiva e no último Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (29), aumentou a projeção do PIB deste ano para 1,99%.

As duas avaliações têm se aproximado do que o Ministério da Fazenda estima. De acordo com a pasta, na edição de maio do Boletim Macrofiscal, o crescimento econômico ficará em 2,3%.

Na análise feita pelo BC, o aumento se deve a uma “surpresa positiva” com o resultado dos três primeiros meses do ano, impulsionado pela agropecuária e indústria extrativa, bem como reflete maior dinamismo econômico associado a “estímulos de natureza fiscal e creditícia”. A justificativa consta no Relatório de Política Monetária do segundo trimestre.


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Já o Focus dessa semana, boletim feito pelo BC, mas com as visões dos analistas de mercado (não vinculados à autarquia), mantém o crescimento em comparação ao começo do ano, que iniciou com uma estimativa para o PIB de 1,80%.  Há quatro semanas, a projeção estava em 1,90%. Na semana anterior chegou a 1,98% e agora alcança 1,99%.

Confirmando este cenário, o Brasil deve encerrar o ano com crescimento econômico novamente na casa dos 2%, assim como em 2025. A notícia é positiva, uma vez que os juros elevados têm restringido o crédito e o consumo no país nos últimos anos. É preciso considerar que 2026 é marcado pelas eleições, que acontecem em outubro. Isso significa que por um lado existe o elemento de ponderação de investidores e de desconfiança dos analistas de mercado, mas por outro é sabido que anos eleitorais contam com forte influência de investimentos públicos. Portanto, é preciso acompanhar para saber se alguma tendência terá preponderância sobre a outra, se os movimentos tendem a se equivaler, ou mesmo se alguma mudança nesse quadro pode ocorrer.

Para 2027, a atual avaliação do boletim Focus projeta um PIB de 1,68% (antes estava em 1,70%); para 2028 a projeção em relação à semana anterior se manteve em 2%, a mesma para 2029.


IPCA

A estimativa para a inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), de acordo com o Focus, ficou mantida em 5,33% para este ano, o que a coloca acima da meta, estabelecida com limite máximo de 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Já para o próximo ano subiu a 4,17% (era 4,15%). Para 2028 e 2029, a estimativa de inflação ficou igual à semana anterior, em 3,70% e 3,50%, respectivamente.


Juros

Diante dos sinais de retomada da inflação, os analistas de mercado consultados pelo Focus preveem que a taxa de juros (Selic) não deverá encerrar o ano com a tendência de queda antes assinalada. Há quatro semanas, eles estimavam que a Selic encerraria o ano em 13,25% ao ano. Agora, a projeção é de que fique em 14%, o que já estava colocado no relatório anterior e foi mantido neste.


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Dessa maneira, a taxa de juros oficial, que se encontra em 14,25% ao ano, deverá ter somente mais um corte de 0,25% em 2026 na avaliação do mercado financeiro. Com mais quatro reuniões ainda este ano, o Copom (Comitê de Política Monetária) — responsável pela Selic — realizará mais uma redução e manterá os juros em patamar elevado em mais três reuniões, acreditam os profissionais da “Faria Lima” (símbolo do mercado de capitais do Brasil).

Em relação a 2027, ficou mantida em 12% a previsão de juros. Para 2028, passou para 10,50% (era 10,25%); em 2029 permaneceu em 10%.


Câmbio

Quanto ao câmbio, o dólar tem perspectiva inalterada para 2026: R$ 5,20. Porém, para 2027, o Focus aponta leve aumento para R$ 5,28 (estava em R$ 5,27) e chegaria a R$ 5,35 (estava em R$ 5,30) em 2028, conforme as expectativas. Já para 2029, o valor segue em R$ 5,40, o mesmo da semana anterior, aponta o relatório.



Fonte: Portal Vermelho