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Publicado: 19/06/2026 | 05:31
Durante o G7, Lula cobra inclusão econômica de bilhões de pessoas
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Após discurso na sessão sobre crescimento econômico e desequilíbrios globais, presidente disse em coletiva que ideia de novo “tarifaço” de Trump é “uma coisa desaforada”
por Murilo da Silva
O presidente Lula defendeu, na quarta-feira (17), a ampliação de oportunidades para que sejam incluídas bilhões de pessoas que ainda estão à margem do consumo e da economia. O discurso foi realizado durante sessão sobre crescimento econômico e desequilíbrios globais do G7, que acontece em Évian, na França.
“Não podemos olhar apenas para nós mesmos. É preciso olhar para o mundo. Há muitas regiões com enorme potencial de crescimento no continente africano, na América Latina, na Ásia. O problema é político. A solução tem que estar nas nossas decisões”, afirmou Lula.
Leia mais: No G7, Lula articula parcerias sob a sombra do cerco comercial
Nas informações publicadas nas redes sociais, o presidente ainda reforçou que é necessário ampliar investimentos, não apenas em políticas humanitárias, mas principalmente em desenvolvimento, infraestrutura, qualificação profissional, geração de empregos.
“Isso gera aumento da renda e da qualidade de vida, que faz com que as pessoas aumentem o seu padrão de consumo. A experiência brasileira mostra que crescimento econômico e inclusão social podem caminhar juntos. Com distribuição de renda, políticas de combate à desigualdade, aumento de investimentos e da geração de empregos, é possível crescer e cuidar da população ao mesmo tempo”, completou.
“Coisa desaforada”
Em coletiva de imprensa, em Genebra, na Suíça, após o término da cúpula do G7, também nesta quarta, Lula disse que a ideia de novo “tarifaço” contra o Brasil, proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é “uma coisa desaforada”.
“Acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada para o Brasil. Ele sabe disso. Por isso eu disse que ele continua agindo como imperador. Nós estávamos fazendo acordo”, criticou.
O líder brasileiro informou que não pediu nenhum encontro bilateral, uma vez que as negociações entre os países ainda estão ocorrendo: “Na hora em que terminar a negociação, se não der em nada, não tenho nenhum problema de pegar o telefone, ligar para o Trump e marcar outra conversa”, indicou.
Durante as reuniões, o presidente Lula apenas respondeu a um cumprimento de Donald Trump, de forma rápida. O presidente norte-americano, por sua vez, disse ‘good job’ ao brasileiro, expressão que significa ‘bom trabalho’.
Fonte: Portal Vermelho
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