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Publicado: 28/05/2026 | 06:21
MT: Ato unificado transforma Cuiabá em palco da maior mobilização recente do funcionalismo estadual
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Realizado ao lado do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-23), em Cuiabá, o ato transformou a capital em um ponto de convergência da luta sindical mato-grossense, reunindo trabalhadores de diversas categorias e reafirmando a força coletiva do movimento em defesa da valorização do serviço público
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A capital mato-grossense foi palco, na segunda-feira (25), de uma das maiores mobilizações recentes do funcionalismo público estadual. Organizado pela Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso - Fessp-MT, em conjunto com o Movimento Sindical Unificado, centrais sindicais, sindicatos e associações, o grande Ato Unificado em Defesa dos Servidores Públicos reuniu representantes de mais de 30 entidades e delegações vindas de mais de 90 municípios de todas as regiões do Estado.

Realizado ao lado do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-23), em Cuiabá, o ato transformou a capital em um ponto de convergência da luta sindical mato-grossense, reunindo trabalhadores de diversas categorias e reafirmando a força coletiva do movimento em defesa da valorização do serviço público e dos profissionais responsáveis pela execução das políticas públicas em Mato Grosso.

Com caravanas vindas de norte a sul e de leste a oeste do Estado, a mobilização demonstrou que as demandas do funcionalismo ultrapassam categorias específicas e representam uma pauta ampla, construída de forma unificada por sindicatos e associações que atuam diariamente na defesa dos direitos dos servidores.

No centro das reivindicações esteve a cobrança pelo pagamento dos passivos da Revisão Geral Anual (RGA), estimados em 18,38%, acumulados ao longo dos últimos sete anos. Para as entidades, a recomposição salarial representa uma pauta histórica e urgente diante das perdas inflacionárias acumuladas e da defasagem remuneratória enfrentada pelos trabalhadores do serviço público estadual.

Além da quitação da RGA, o movimento também defendeu pautas consideradas estruturantes para a valorização do funcionalismo, como a realização de concursos públicos, o desbloqueio das progressões funcionais, a valorização das carreiras, a melhoria das condições de trabalho, o combate ao assédio institucional e o fortalecimento das políticas de gestão voltadas aos servidores.

Outro tema de forte repercussão durante o ato foi a cobrança pelo fim da contribuição previdenciária de 14% aplicada sobre aposentados e pensionistas, medida que segue sendo contestada pelas entidades sindicais. Também ganhou destaque a exigência por soluções para a crise envolvendo os consignados, pauta que tem mobilizado diversas categorias diante dos impactos financeiros enfrentados pelos servidores.
As entidades ainda demonstraram preocupação com o crescimento das terceirizações e das contratações temporárias no Estado. Segundo o movimento sindical, o avanço desse modelo pode comprometer a valorização do servidor efetivo, afetar a estabilidade das equipes e impactar diretamente a qualidade dos serviços prestados à população.

Para a presidente da Fessp-MT, Carmen Machado, e as entidades parceiras, a mobilização teve papel estratégico não apenas na defesa dos direitos trabalhistas, mas também no fortalecimento do debate público sobre a importância do serviço público para a sociedade.
“O servidor público é quem mantém funcionando áreas essenciais como saúde, educação, segurança pública e assistência social. Valorizar esses profissionais significa fortalecer o atendimento à população e garantir serviços mais eficientes, humanizados e de qualidade”, defende a presidente da Fessp-MT, Carmen Machado.

O ato também ampliou o debate para pautas nacionais ligadas à classe trabalhadora. Entre elas, o apoio à redução da jornada de trabalho sem redução salarial, incluindo o debate sobre o fim da escala 6x1, e a defesa da regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), considerada fundamental para assegurar o direito à negociação coletiva e à livre organização sindical no setor público brasileiro.
A presença massiva de sindicatos, associações, lideranças e servidores consolidou o ato como um marco de unidade do funcionalismo estadual. Para a Fessp-MT, o movimento demonstrou que a organização coletiva continua sendo o principal instrumento de resistência e conquista de direitos.
Ao final da mobilização, a Federação destacou que o ato simbolizou mais do que uma manifestação por reivindicações salariais: representou a defesa do serviço público, da valorização profissional e da construção de políticas que garantam melhores condições de trabalho e atendimento à população.
“Quando os servidores se unem, a luta ganha força. E o serviço público também”, concluiu a presidente da Fessp-MT, Carmen Machado.
Fonte: Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso - Fessp-MT
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